a minha cabeça não para
os meus olhos fecham-se enquanto a minha língua expele palavras que nunca serão escritas.
tantas palavras para dizer e tão pouco tempo para as escrever.
Monday, December 12, 2005
Tuesday, December 06, 2005
sentem os meus olhos o cansaço dos dias de outono. o cair das folhas repete-se na imagem que me chega ao cérebro. é a paisagem...
o gosto cansado das manhãs imersas na espuma branca seca-me a boca com o compassar das horas no pendulo do meu horário. não tenho pressas, a minha morte já está há muito agendada.
as minhas olheiras de noites passadas a assombrar os meus devaneios sulcam a pele debaixo dos mneus olhos fartos de prantar a distância ao meu sonho.
viajo cada dia por mil lugarejos que não existem. lugares estranhos paisagens dispersas pela minha imaginação que não tem limites.
cada gota de suor liberta de um dos meus poros larga a tensão que em mim se acumula enquanto me deito e tento dormir. não consigo...
a puta da minha insónia cobra-me a cada dia que a vejo uma noite de descanso. os meus olhos fervem de tanto tempo estarem abertos e a minha boca saliva por uma noite de descanso absuluto. todo o meu corpo está tenso, cheio de frio e sem consolo. as portas da casa onde estou batem como metralhadoras enquanto tento dormir. a janela dispara uma luz fortíssima logo pela manhã. o meu despertador toca a todas as horas.
levanto-me e bato uma pívia para me lembrar que ainda estou vivo. bato uma para que encontre o pequeno momento de consolo a que cada pessoa tem no seu dia. pego na minha máquina torturadora e teclo como sempre faço.
o vício de preencher a minha vida de letras ocupa o meu stress diário enquanto tento de alguma forma sobreviver. vendo o que posso e ganho o que ninguém me quer dar. as manhãs são de escrita, as tardes são de escrita, as noites são de uma puta de uma insónia.
os meus dedos calejam de tanto escrever. a sua pele enrigesse enquanto o martelante som do teclado buzina nos meus ouvidos. parece que os meus ouvidos estão mais sensíveis. ouço tudo à minha volta. ouço os vizinhos a gritar, ouço pessoas no quarto de baixo a foder. ouço a varina na rua a gritar "seus paneleiros" por alguma razão que desconheço. ouço a rua cheia de carros, cheia de pessoas, cheia de merdas que não sei o que são.
os pombos na praça enfurecem-me, as pessoas a correr enojam-me, os turistas na rua enchem o meu corpo de pesar e, enquanto isso, eu tento sobreviver neste meu cinzento amanhecer
o gosto cansado das manhãs imersas na espuma branca seca-me a boca com o compassar das horas no pendulo do meu horário. não tenho pressas, a minha morte já está há muito agendada.
as minhas olheiras de noites passadas a assombrar os meus devaneios sulcam a pele debaixo dos mneus olhos fartos de prantar a distância ao meu sonho.
viajo cada dia por mil lugarejos que não existem. lugares estranhos paisagens dispersas pela minha imaginação que não tem limites.
cada gota de suor liberta de um dos meus poros larga a tensão que em mim se acumula enquanto me deito e tento dormir. não consigo...
a puta da minha insónia cobra-me a cada dia que a vejo uma noite de descanso. os meus olhos fervem de tanto tempo estarem abertos e a minha boca saliva por uma noite de descanso absuluto. todo o meu corpo está tenso, cheio de frio e sem consolo. as portas da casa onde estou batem como metralhadoras enquanto tento dormir. a janela dispara uma luz fortíssima logo pela manhã. o meu despertador toca a todas as horas.
levanto-me e bato uma pívia para me lembrar que ainda estou vivo. bato uma para que encontre o pequeno momento de consolo a que cada pessoa tem no seu dia. pego na minha máquina torturadora e teclo como sempre faço.
o vício de preencher a minha vida de letras ocupa o meu stress diário enquanto tento de alguma forma sobreviver. vendo o que posso e ganho o que ninguém me quer dar. as manhãs são de escrita, as tardes são de escrita, as noites são de uma puta de uma insónia.
os meus dedos calejam de tanto escrever. a sua pele enrigesse enquanto o martelante som do teclado buzina nos meus ouvidos. parece que os meus ouvidos estão mais sensíveis. ouço tudo à minha volta. ouço os vizinhos a gritar, ouço pessoas no quarto de baixo a foder. ouço a varina na rua a gritar "seus paneleiros" por alguma razão que desconheço. ouço a rua cheia de carros, cheia de pessoas, cheia de merdas que não sei o que são.
os pombos na praça enfurecem-me, as pessoas a correr enojam-me, os turistas na rua enchem o meu corpo de pesar e, enquanto isso, eu tento sobreviver neste meu cinzento amanhecer
Wednesday, November 23, 2005
Sunday, September 11, 2005
as minhas palavras são esquecidas, as minhas memórias não registam mais os momentos, a minha vida corre no abismo.
runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out
deixei de ouvir as pessoas na rua, deixei de sonhar com melodias e fantasias, deixei as minhas aspirações para trás do monte.
runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out
ouvi dizer que nada ser para sempre, ouvo dizer que não era mais um sonho, ouvi dizer que era nascido
runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out
caminho para o abismo
runnig out
caminho sem olhar para trás
runnig out
caminho por entre os mortos
runnig out
caminho para nascer
runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out
sempre, sempre mais, eu preciso de mais um esforço para sair... mais uma vez eu corro para tentar daqui escapar, corro sempre para mostrar que sou vivo, corro porque não quero que mais ninguém o faça por mim corro porque tenho medo do meu destino, corro porque não me quero aqui.
runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out
que se faz comigo? que se há-de fazer para sentir-me nascer, que se há-de fazer para que nunca sonhe em sonhar comigo again...
please stop
runnig out
please stop
runnig out runnig out runnig out
no more changes
please stop runnig out
no more fuckin' jokes
I just wanna feel alive
runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out
go along
não mais te sinto
runnig out
just STOP!!!!!!.....
runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out
deixei de ouvir as pessoas na rua, deixei de sonhar com melodias e fantasias, deixei as minhas aspirações para trás do monte.
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ouvi dizer que nada ser para sempre, ouvo dizer que não era mais um sonho, ouvi dizer que era nascido
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caminho para o abismo
runnig out
caminho sem olhar para trás
runnig out
caminho por entre os mortos
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caminho para nascer
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sempre, sempre mais, eu preciso de mais um esforço para sair... mais uma vez eu corro para tentar daqui escapar, corro sempre para mostrar que sou vivo, corro porque não quero que mais ninguém o faça por mim corro porque tenho medo do meu destino, corro porque não me quero aqui.
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que se faz comigo? que se há-de fazer para sentir-me nascer, que se há-de fazer para que nunca sonhe em sonhar comigo again...
please stop
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I just wanna feel alive
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go along
não mais te sinto
runnig out
just STOP!!!!!!.....
Monday, August 22, 2005
Fogo
Todo o país arde. Todas as árvores se consomem perante o olhar incrédulo de todos nós. A cinza dos nossos erros cai e não deixa de nos encher de sonhos e quimeras em relação ao futuro.
Olho para o cinzento horizonte. Cinzento. As nuvens mesclam-se com o fumo das fogueiras que esperam o ponto de se extinguirem... Nada mais. Os olhos enchem-se de lágrimas; os nossos terrenos, as nossas casas, as poeiras que nos afectam os olhos... Tudo converge para o nosso olhar pesado.
Imagino a vida daquelas árvores que esperam tão ciosamente o ponto de se consumirem completamente. Imagino a cara de alguns homens que perderam as suas coisas. Não posso deixar de manifestar uma certa revolta por toda a nossa situação catastrófica.
Olho para o cinzento horizonte. Cinzento. As nuvens mesclam-se com o fumo das fogueiras que esperam o ponto de se extinguirem... Nada mais. Os olhos enchem-se de lágrimas; os nossos terrenos, as nossas casas, as poeiras que nos afectam os olhos... Tudo converge para o nosso olhar pesado.
Imagino a vida daquelas árvores que esperam tão ciosamente o ponto de se consumirem completamente. Imagino a cara de alguns homens que perderam as suas coisas. Não posso deixar de manifestar uma certa revolta por toda a nossa situação catastrófica.
Friday, July 15, 2005
Monday, July 11, 2005
Balada de um imortal
Sempre em constante andamento a minha vida surge por entre estas árvores. O negros que cantam em torno de um homem morto clamam para que a sua alma repouse em paz.
Nesta enconta isolada paro para ver as pessoas, as coisas, as paisagens. O ambiente é frio e isolado do mundo. A minha imortalidade atormenta cada dia desta minha constante vida. Vejo as pessoas na miséria. Elas lavam-se na suja água que vem das cidades, não sabem que hão-de morrer de alguma doença. As pancadas do sino da igreja bate em sinal de meio-dia. Apercebo-me de que está calor e devo repousar na sombra de alguma árvore; as árvores no entanto estão todas despidas, não existem folhas. Estão mortas. Pergunto que aconteceu naquele lugar e apenas me dizem que fora amaldiçoado. Todas as noite procissões de pessoas fazem romarias até um pequeno altar que têm no cimo da montanha e fazem orações e missas negras para que todos os deuses e mais alguns lhes devolvam a honra de viver dignamente.
As pessoas são sujas, os campos não produzem nada, as pessoas vivem no limite da vida e eu, apesar de ver neles um nojo do citadino que em mim existe, enterneço-me. Pouso as minhas coisas na sombra de um rochedo. A pedra está quente mas mesmo assim dá para repousar à sombra. Os corvos falam mas não se vêm a voar.
Uma mulher passa apressadamente para uma pequena gruta próxima do local onde estou. Averigua se alguém a vê. Apressa-se a entrar. Sigo-a. Nessa caverna existem tochas. Várias pessoas estão lá fazendo ritos demoníacos enquanto uma música infernal vibra de tambores enormes. Os seres que habitam aquelas cavernas parecem cegos. Não devem ver a luz há vários dias. Apercebo-me de que a sua pele está manchada. A rapariga encaminha-se para o centro do que parece uma praça. Traz várias sacas com ela. Ninguém se aproxima. Ela deixa as coisas na praça e apressa-se a sair dali passando a poucos metros de mim.
As pessoas que ali se encontram formam uma sociedade de homens e mulheres que sofre de uma doença. Os constantes bateres de tambores são dos cânticos das pessoas que vão morrendo.
Saio da gruta e percorro a aldeia. Entre várias portas fechadas aparece uma que me acolhe. Entro. Naquela casa pouco se come. Por vezes desencanta-se uma batata ou algo mais; nem para visitas fazem comer, não dá para isso. Para estas pessoas o verão é a pior alturo do ano, os celeiros raramente ficam cheios e as ervas ruins encheram tudo. Há desânimo na cara das pessoas, fome na cara das crinaças.
A minha balada vai seguindo de perto tudo isto sem nada dizer. Choraria se ainda tivesse lágrimas para isso...
Na rua um homem põe-se à bulha com um outro por causa de três bagos de arroz que diz lhe ter tirado. Nesta terra não existe bondade, as pessoas são sovinas e têm razões para isso. Vive-se duramente aqui.
Nesta enconta isolada paro para ver as pessoas, as coisas, as paisagens. O ambiente é frio e isolado do mundo. A minha imortalidade atormenta cada dia desta minha constante vida. Vejo as pessoas na miséria. Elas lavam-se na suja água que vem das cidades, não sabem que hão-de morrer de alguma doença. As pancadas do sino da igreja bate em sinal de meio-dia. Apercebo-me de que está calor e devo repousar na sombra de alguma árvore; as árvores no entanto estão todas despidas, não existem folhas. Estão mortas. Pergunto que aconteceu naquele lugar e apenas me dizem que fora amaldiçoado. Todas as noite procissões de pessoas fazem romarias até um pequeno altar que têm no cimo da montanha e fazem orações e missas negras para que todos os deuses e mais alguns lhes devolvam a honra de viver dignamente.
As pessoas são sujas, os campos não produzem nada, as pessoas vivem no limite da vida e eu, apesar de ver neles um nojo do citadino que em mim existe, enterneço-me. Pouso as minhas coisas na sombra de um rochedo. A pedra está quente mas mesmo assim dá para repousar à sombra. Os corvos falam mas não se vêm a voar.
Uma mulher passa apressadamente para uma pequena gruta próxima do local onde estou. Averigua se alguém a vê. Apressa-se a entrar. Sigo-a. Nessa caverna existem tochas. Várias pessoas estão lá fazendo ritos demoníacos enquanto uma música infernal vibra de tambores enormes. Os seres que habitam aquelas cavernas parecem cegos. Não devem ver a luz há vários dias. Apercebo-me de que a sua pele está manchada. A rapariga encaminha-se para o centro do que parece uma praça. Traz várias sacas com ela. Ninguém se aproxima. Ela deixa as coisas na praça e apressa-se a sair dali passando a poucos metros de mim.
As pessoas que ali se encontram formam uma sociedade de homens e mulheres que sofre de uma doença. Os constantes bateres de tambores são dos cânticos das pessoas que vão morrendo.
Saio da gruta e percorro a aldeia. Entre várias portas fechadas aparece uma que me acolhe. Entro. Naquela casa pouco se come. Por vezes desencanta-se uma batata ou algo mais; nem para visitas fazem comer, não dá para isso. Para estas pessoas o verão é a pior alturo do ano, os celeiros raramente ficam cheios e as ervas ruins encheram tudo. Há desânimo na cara das pessoas, fome na cara das crinaças.
A minha balada vai seguindo de perto tudo isto sem nada dizer. Choraria se ainda tivesse lágrimas para isso...
Na rua um homem põe-se à bulha com um outro por causa de três bagos de arroz que diz lhe ter tirado. Nesta terra não existe bondade, as pessoas são sovinas e têm razões para isso. Vive-se duramente aqui.
Friday, July 01, 2005
Tuesday, June 21, 2005
Paralesia
Apenas a cama descansa
a cabeça não larga as páginas
ou as folhas marcadas de palavras.
A cabeça pesa
Não sabe nada de nada
Pesa cheia de coisas fúteis.
umdoistresquatrocincoseissetesoitonovedez
ossospulmõesmúsculoscoraçãocérebroneurónios
moscasratospintosabetardasbichosvermes
plantasanimaiscoisas
nada mais
tenho o cérebro completamente cheio de merdas. Cheio de coisas que me fodem o juízo. Cheio de cenas que tenho de arranjar maneira de saber para os exames. Cheio de coisas que cairão assim que acabar o exame.
Fujo de 2+2
Como entre o esterno e a clavícula
Acordo com ratos na cama
Viajo para esquecer todas as coisas que me pesam e o meu corpo cai morto. Paralizado.
A minha cabeça não consegue mais raciocinar. Os livros são queimados à minha frente enquanto espero o fim dos tempos.
Qualquer forma de conhecimento será esquecida pela humanidade do futuro. Cada pessoa terá de pagar para saber alguma coisa. Por agora vai sendo relativamente barato termos coisas na cabeça.
Virá o dia em que um ditador se achará senhor do conhecimento e todas as pessoas passarão a saber o que ele quer que saibam.
Até lá teremos de meter coisas cá dentro e acabar uma época de exames de rastos...
a cabeça não larga as páginas
ou as folhas marcadas de palavras.
A cabeça pesa
Não sabe nada de nada
Pesa cheia de coisas fúteis.
umdoistresquatrocincoseissetesoitonovedez
ossospulmõesmúsculoscoraçãocérebroneurónios
moscasratospintosabetardasbichosvermes
plantasanimaiscoisas
nada mais
tenho o cérebro completamente cheio de merdas. Cheio de coisas que me fodem o juízo. Cheio de cenas que tenho de arranjar maneira de saber para os exames. Cheio de coisas que cairão assim que acabar o exame.
Fujo de 2+2
Como entre o esterno e a clavícula
Acordo com ratos na cama
Viajo para esquecer todas as coisas que me pesam e o meu corpo cai morto. Paralizado.
A minha cabeça não consegue mais raciocinar. Os livros são queimados à minha frente enquanto espero o fim dos tempos.
Qualquer forma de conhecimento será esquecida pela humanidade do futuro. Cada pessoa terá de pagar para saber alguma coisa. Por agora vai sendo relativamente barato termos coisas na cabeça.
Virá o dia em que um ditador se achará senhor do conhecimento e todas as pessoas passarão a saber o que ele quer que saibam.
Até lá teremos de meter coisas cá dentro e acabar uma época de exames de rastos...
Monday, June 20, 2005
Amar...
Há vinte dias que percorro os caminhos desta minha vida a que chamo Somoda. Não é que tenha vendido a minha alma ao diabo e viva uma vida de pecado. A questão é que vivo rodeado de pessoas que pecam com todos os seus dentes. A questão é que também eu sou arrastado nesse universo de pecado.
Se o mundo fosse mais livre, poderia ver as pessoas a beijar quem quisessem. Nesse mundo não sofreria por ver um rapaz apaixonado por mim. Não sofreria ao ver duas lésbicas a serem motivo de chacota. Nesse mundo as pessoas tolerar-se-iam.
Ninguém escolhe quem gosta. Todos têm as suas preferências.
Um dia vi uma pessoa a apaixonar-se por um cão. Gostava tanto dele que o passeava todos os dias em frente à janela do meu quarto. Todos os dias brincava com ele.
Ela morreu. O cão ficou sozinho. Encontrei-o na rua perdido, sem companhia. Olhei para ele. Reconheceu-me.
Levei-o para casa. Sentia na sua pele o amor que lhe emanava do corpo. Ele também amava aquela pessoa.
Vivi com ele pouco tempo. Ele começou a definhar. Não conseguia encontrar a pessoa de quem gostava. Sentia-a presente mas não conseguia vê-la, estar com ela. Deixou de comer. Deixou de tratar do seu pêlo. Todos os meus esforços para o manter vivo não resultaram pois ele havia de acabar morrendo. Seguiu as passadas do seu dono. Nada eu poderia fazer.
Se o mundo fosse mais livre, poderia ver as pessoas a beijar quem quisessem. Nesse mundo não sofreria por ver um rapaz apaixonado por mim. Não sofreria ao ver duas lésbicas a serem motivo de chacota. Nesse mundo as pessoas tolerar-se-iam.
Ninguém escolhe quem gosta. Todos têm as suas preferências.
Um dia vi uma pessoa a apaixonar-se por um cão. Gostava tanto dele que o passeava todos os dias em frente à janela do meu quarto. Todos os dias brincava com ele.
Ela morreu. O cão ficou sozinho. Encontrei-o na rua perdido, sem companhia. Olhei para ele. Reconheceu-me.
Levei-o para casa. Sentia na sua pele o amor que lhe emanava do corpo. Ele também amava aquela pessoa.
Vivi com ele pouco tempo. Ele começou a definhar. Não conseguia encontrar a pessoa de quem gostava. Sentia-a presente mas não conseguia vê-la, estar com ela. Deixou de comer. Deixou de tratar do seu pêlo. Todos os meus esforços para o manter vivo não resultaram pois ele havia de acabar morrendo. Seguiu as passadas do seu dono. Nada eu poderia fazer.
Tuesday, June 14, 2005
:: Changes
You can change any man
You can change any man
A friend
A tragic end
You can change at any hour
Change the colour of a flower
You can change at any hour
Change a song that needs a change
You can change of opinion everyday
You can change all the rocks you find in your way
Change your mind
Change your life
Change the changes
Change the chances
You can change your shoes
You can change your blues
You can change the colour of your soul
Change your friends
Change your lens
But you know your heart you can't change
Change
You can change the world
You can change a lot more
You can change the girl who lives next door
Change your eye
Day and night
Change your eye
Day and night
You can change your shoes
You can change your blues
You can change the colour of your soul
Change your friends
Change your lens
But you know your heart you can't change
Change
You can change any man
A friend
A tragic end
You can change at any hour
Change the colour of a flower
You can change at any hour
Change a song that needs a change
You can change of opinion everyday
You can change all the rocks you find in your way
Change your mind
Change your life
Change the changes
Change the chances
You can change your shoes
You can change your blues
You can change the colour of your soul
Change your friends
Change your lens
But you know your heart you can't change
Change
You can change the world
You can change a lot more
You can change the girl who lives next door
Change your eye
Day and night
Change your eye
Day and night
You can change your shoes
You can change your blues
You can change the colour of your soul
Change your friends
Change your lens
But you know your heart you can't change
Change
Sunday, June 12, 2005
Um homem pega numa estrela metálica e gira-a em cima da mesa como se de um pião se tratasse. Olha todo o bar com um olhar vago e misterioso. Olha para todas as pessoas do bar. Tem sempre um sorriso nos lábios. O seu olhar perturba-me profundamente. Faz-me sentir vulnerável. Para mim esse homem é um daqueles exploradores de África que regressa à cidade.
A sua roupa está bem engomada. A sua camisa, cujas mangas lhe ficam pelos cotovelos, deixam ver uma quantidade de pulseiras de cores diversas.
O seu exotismo arrepia-me. O seu olhar escondido atrás de uns óculos escuros é vago. A forma como fuma recorda-me as paisagens quentes de Marrocos. Recorda-me os tempos em que eu e mais alguns conhecidos nos sentávamos a beber um chá de menta. Nada para fazer.
A minha bebida aquece com o calor que está. Metade do sabor perdeu-se. O meu incómodo instála-se. Preciso de sair.
A sua roupa está bem engomada. A sua camisa, cujas mangas lhe ficam pelos cotovelos, deixam ver uma quantidade de pulseiras de cores diversas.
O seu exotismo arrepia-me. O seu olhar escondido atrás de uns óculos escuros é vago. A forma como fuma recorda-me as paisagens quentes de Marrocos. Recorda-me os tempos em que eu e mais alguns conhecidos nos sentávamos a beber um chá de menta. Nada para fazer.
A minha bebida aquece com o calor que está. Metade do sabor perdeu-se. O meu incómodo instála-se. Preciso de sair.
Thursday, June 09, 2005
Verão - Dois num quarto
É uma quente tarde de Junho. Diz um actor. Verão. O público entra na sala de espectáculos com toda a sala escura. Faz-se sentir a luz que vem do palco com as cortinas a serem corridas. Dois actores movimentam-se já. Um deles veste a personagem Pedro enquanto o outro o nome de André. Os seus nomes foram escolhidos ao acaso, não se trata de ninguém em concreto.
Existem outros actores. Também eles se encontram já em cena mas não se mexem. Estão à volta dos outros dois. Actuam como se fossem sombras julgando os dois protagonistas no centro da cena.
Todo o espectáculo está gravado, tal como se fosse o palco fosse uma tela de cinema com um registo virtual que nunca foi filmado. Toda a acção gira em torno da problemática relação entre as duas personagens.
Um filme pornográfico passa diante dos olhos de dois desesperados, diz o actor. Não se conhecem os actores e a história não existe, apenas acção. Dois ou, por vezes três ou mais, corpos geralmente nus em toques enérgicos fazendo sexo. O prazer que dá a homens ver esses filmes e colossal. O sangue flúi mais acentuadamente no sexo e excita-os, leva-os a desejar ter prazer. Dois actores vêm um filme pornográfico procurando excitar-se.
Faz-se noite na sala. Diz o actor, a peça acaba de começar.
É um quarto o local onde decorre a cena. É um quarto de estudantes, onde tudo se encontra disperso um pouco ao acaso. Há livros em estantes e na secretária. Folhas por tudo o lado. Não existem cadeiras e a cama é apenas um colchão posto no chão. Em cima de uma caixa há um ecrã ligado passando um filme pornográfico. Espalhados pelo quarto habitam restos de cigarros. Junto à cama o respectivo cinzeiro um pouco cheio. Pelo chão estariam copos, garrafas de água e de cerveja, algumas estão vazias. Um canivete espetado sobre a mesa e roupas dispersas algumas delas já usadas fazem parte do cenário. O caos seria o dono do quarto. Era o quarto de Pedro. O seu mundo.
Os móveis são completamente frios. O metal domina a paisagem não deixando esperanças para a madeira se libertar do seu jugo. Sente-se como se se estivesse numa cela apertada, sem cores demasiado vivas. As roupas dominam o olhar, são as únicas cores que mancham o espaço. Estão dispersas por todo o quarto. Algumas estão dobradas de forma rigorosa como se quisessem libertar do caos e tentar dar uma ordem a tudo.
O cheiro de incenso sentir-se-ia levemente pelo ar em constante luta contra o odor do fumo dos cigarros que dominavam completamente. Apenas lhe restava acabar de se consumir e aniquilar-se. Enquanto isso não acontecia, ardia comodamente em cima da secretária. Desde sempre que estes cheiros lá estiveram. Desde sempre eles o sentiram e apenas agora os descobriam.
Os actores misturam-se com o fumo do quarto, espalham-se como baforadas do cigarro, apenas as suas palavras resistem.
A descrição do cenário seria feita como se fosse uma gravação, algo distante, afastado que tenta desesperadamente chegar até ao público. Descreve todos os pormenores, desce o cinzeiro ao canivete. Qual a disposição das garrafas e quais delas têm líquido no interior para que o próprio público sinta como se estivesse na sua casa e conhecesse todos os seus cantos.
O lugar onde decorre toda a cena será sempre tratado como uma prisão. Ninguém pode sair de lá. É sempre um lugar de fumo, de cinzas. Um lugar de solidão e desespero.
A peça começa agora, diria o actor. Nada se sabe acerca das personagens, da história, apenas o nome de cada uma. Um nome como qualquer outro.
Eles olham-se durante muito tempo sem nada dizer. O público estranho nunca entraria no seu mundo, é algo de distante. É algo de estranho.
A peça começa agora, agora, agora. A peça começa e termina sempre. O actor olha o público como se esperasse dele uma resposta. O público seria indiferente, estranho.
Existem outros actores. Também eles se encontram já em cena mas não se mexem. Estão à volta dos outros dois. Actuam como se fossem sombras julgando os dois protagonistas no centro da cena.
Todo o espectáculo está gravado, tal como se fosse o palco fosse uma tela de cinema com um registo virtual que nunca foi filmado. Toda a acção gira em torno da problemática relação entre as duas personagens.
Um filme pornográfico passa diante dos olhos de dois desesperados, diz o actor. Não se conhecem os actores e a história não existe, apenas acção. Dois ou, por vezes três ou mais, corpos geralmente nus em toques enérgicos fazendo sexo. O prazer que dá a homens ver esses filmes e colossal. O sangue flúi mais acentuadamente no sexo e excita-os, leva-os a desejar ter prazer. Dois actores vêm um filme pornográfico procurando excitar-se.
Faz-se noite na sala. Diz o actor, a peça acaba de começar.
É um quarto o local onde decorre a cena. É um quarto de estudantes, onde tudo se encontra disperso um pouco ao acaso. Há livros em estantes e na secretária. Folhas por tudo o lado. Não existem cadeiras e a cama é apenas um colchão posto no chão. Em cima de uma caixa há um ecrã ligado passando um filme pornográfico. Espalhados pelo quarto habitam restos de cigarros. Junto à cama o respectivo cinzeiro um pouco cheio. Pelo chão estariam copos, garrafas de água e de cerveja, algumas estão vazias. Um canivete espetado sobre a mesa e roupas dispersas algumas delas já usadas fazem parte do cenário. O caos seria o dono do quarto. Era o quarto de Pedro. O seu mundo.
Os móveis são completamente frios. O metal domina a paisagem não deixando esperanças para a madeira se libertar do seu jugo. Sente-se como se se estivesse numa cela apertada, sem cores demasiado vivas. As roupas dominam o olhar, são as únicas cores que mancham o espaço. Estão dispersas por todo o quarto. Algumas estão dobradas de forma rigorosa como se quisessem libertar do caos e tentar dar uma ordem a tudo.
O cheiro de incenso sentir-se-ia levemente pelo ar em constante luta contra o odor do fumo dos cigarros que dominavam completamente. Apenas lhe restava acabar de se consumir e aniquilar-se. Enquanto isso não acontecia, ardia comodamente em cima da secretária. Desde sempre que estes cheiros lá estiveram. Desde sempre eles o sentiram e apenas agora os descobriam.
Os actores misturam-se com o fumo do quarto, espalham-se como baforadas do cigarro, apenas as suas palavras resistem.
A descrição do cenário seria feita como se fosse uma gravação, algo distante, afastado que tenta desesperadamente chegar até ao público. Descreve todos os pormenores, desce o cinzeiro ao canivete. Qual a disposição das garrafas e quais delas têm líquido no interior para que o próprio público sinta como se estivesse na sua casa e conhecesse todos os seus cantos.
O lugar onde decorre toda a cena será sempre tratado como uma prisão. Ninguém pode sair de lá. É sempre um lugar de fumo, de cinzas. Um lugar de solidão e desespero.
A peça começa agora, diria o actor. Nada se sabe acerca das personagens, da história, apenas o nome de cada uma. Um nome como qualquer outro.
Eles olham-se durante muito tempo sem nada dizer. O público estranho nunca entraria no seu mundo, é algo de distante. É algo de estranho.
A peça começa agora, agora, agora. A peça começa e termina sempre. O actor olha o público como se esperasse dele uma resposta. O público seria indiferente, estranho.
Wednesday, June 08, 2005
Speed of sound
Uma homenagem ao último álbum dos Coldplay que acabou de sair. Divinais.
how long before I get in
before it starts, before I begin
how long before you decide
before I know what it feels like
where to?
Where do I go?
if you've never tried then you'll never know
how long do I have to climb
up on the side of this mountain of mine
look up, I look up at night
planets are moving at the speed of light
climb up, up in the trees
every chance that you get
is a chance you seize
how long am I gonna can stand
with my head stuck under the sand
I start before I can stop
before I see thing the right way up
all that noise, all that sound
all those places that i have found
and birds go flying at the speed of sound
to show how it all began
birds came flying from the underground
if you could see it then you'd understand
ideas that you'll never find
or the inventors could never design
the buildings that you put up
Japan and China... all lit up
the sign that I couldn't read
or the light that I couldn't see
some things you have to believe
but others are puzzles, puzzling me
all that noise, all that sound
all those places that i have found
and birds go flying at the speed of sound
to show how it all began
birds came flying from the underground
if you could see it then you'd understand
all those signs I knew what they meant
something you can't invent
Some get made, and some get sent
ooh
words go flying at the speed of sound
to show how it all began
birds came flying from the underground
if you could see it then you'd understand
oh, when you see it then you'll understand
how long before I get in
before it starts, before I begin
how long before you decide
before I know what it feels like
where to?
Where do I go?
if you've never tried then you'll never know
how long do I have to climb
up on the side of this mountain of mine
look up, I look up at night
planets are moving at the speed of light
climb up, up in the trees
every chance that you get
is a chance you seize
how long am I gonna can stand
with my head stuck under the sand
I start before I can stop
before I see thing the right way up
all that noise, all that sound
all those places that i have found
and birds go flying at the speed of sound
to show how it all began
birds came flying from the underground
if you could see it then you'd understand
ideas that you'll never find
or the inventors could never design
the buildings that you put up
Japan and China... all lit up
the sign that I couldn't read
or the light that I couldn't see
some things you have to believe
but others are puzzles, puzzling me
all that noise, all that sound
all those places that i have found
and birds go flying at the speed of sound
to show how it all began
birds came flying from the underground
if you could see it then you'd understand
all those signs I knew what they meant
something you can't invent
Some get made, and some get sent
ooh
words go flying at the speed of sound
to show how it all began
birds came flying from the underground
if you could see it then you'd understand
oh, when you see it then you'll understand
Wednesday, June 01, 2005
o medo de um fosso abisma-me as ideias, recuo sempre. Alguém ao longe me chama, espero que venha ter comigo e me abrace. Entre eu e ele separa-nos algo que não consigo perceber o que é. Grito pela sua mão. Ela vem e afaga-me a cabeça.
O precepício não é mais lá... Sou eu sozinho no espaço com aquela mão amiga, com aquele corpo quente, com a minha frieza e insensibilidade. Não consigo mostrar que amo...
Sinto-me impotente mas feliz...
Os meus olhos abrem-se e apercebo-me que estou no meio do abismo, que vou caíndo e que as coisas para trás ficam sem significado. Não estou só, alguém vai comigo. Alguém segue os meus passos e me ampara a queda.
Não sei o que é amar de verdade mas essa pessoa que me acompanha talvez saiba. Pergunto-lhe e não me sabe responder. Procuro mostrar-lhe mas não me sinto satisfeito.
Sinto-me felis com tudo isto...
Procuro descobrir-me nesta relação e encontro-me nessa outra pessoa que está do outro lado do espelho e que me acena constantemente. Ensina-me o caminho pelo outro lado do espelho nesse mundo que não conheço e me diz: "Eu gosto muito de ti". Desvio os olhos para o lado e sinto que a sua presença está constantemente no meu corpo. Não me sinto tão livre como era mas estou feliz com tudo isso...
Ajuda-me a saber amar-te...
O precepício não é mais lá... Sou eu sozinho no espaço com aquela mão amiga, com aquele corpo quente, com a minha frieza e insensibilidade. Não consigo mostrar que amo...
Sinto-me impotente mas feliz...
Os meus olhos abrem-se e apercebo-me que estou no meio do abismo, que vou caíndo e que as coisas para trás ficam sem significado. Não estou só, alguém vai comigo. Alguém segue os meus passos e me ampara a queda.
Não sei o que é amar de verdade mas essa pessoa que me acompanha talvez saiba. Pergunto-lhe e não me sabe responder. Procuro mostrar-lhe mas não me sinto satisfeito.
Sinto-me felis com tudo isto...
Procuro descobrir-me nesta relação e encontro-me nessa outra pessoa que está do outro lado do espelho e que me acena constantemente. Ensina-me o caminho pelo outro lado do espelho nesse mundo que não conheço e me diz: "Eu gosto muito de ti". Desvio os olhos para o lado e sinto que a sua presença está constantemente no meu corpo. Não me sinto tão livre como era mas estou feliz com tudo isso...
Ajuda-me a saber amar-te...
Tuesday, May 31, 2005
Le feu... um nunca mais arde em mim esta ânsia de conseguir superar todas as barreiras.
L'amour... estonteante sentimento que tine em nós e não nos deixa sossegados.
La vie... a eterna passagem do tmepo sem querer
Ta bouche... um aroma de não mais se sentir igual.
Ontem relaxei um pouco e pensei em ti
Ontem vi um pouco de televisão e em todos os actores de um filme via a tua cara
Ontem ao deitar-me li um pouco e so me lembrava que eras tu a dizer-me essas palavras
Ontem nada mais vi em sonhos que o despertar da minha mente ao lado da tua.
Hoje não acordei bem disposto.
Hoje tu não estavas lá.
Hoje não senti o teu odor colado ao meu corpo.
Hoje não senti nada ao meu lado.
Amanhã não sei se estarei por aqui para te querer ou te repudiar e amaldiçoar.
Amanhã eu mudarei como me mudaste e eu descobrirei que gosto verdadeiramente de ti como sempre o disse.
Amanhã desejar-te-ei como me desejas todas as noites nos teus sonhos rodeados de nuvens brumosas.
Amanhã o tempo parará para que nós passemos e estejamos mais um tempo juntos.
Aindafoiontemquenosconhecemosejátantopassoupornós.Aindafoiontem quenoscruzámosnomesmolugar.Aindafoiontemqueestivémososdois sozinhoscomemorandooquemedizias.Aindafoiontem.Aindafoiontem.
Tomorrow...
Today...
Yesterday...
O que importa o tempo.
We are one as the sun is one in all space.
Mesmo que existam muitos namorados por aí, nenhum é como tu. The diference between us get us close or will get us appart.
O futuro é um tempo irreal. Apenas tu, presente me seduzes com o teu perfume de amor no meu corpo.
Vem e sê meu presente...
L'amour... estonteante sentimento que tine em nós e não nos deixa sossegados.
La vie... a eterna passagem do tmepo sem querer
Ta bouche... um aroma de não mais se sentir igual.
Ontem relaxei um pouco e pensei em ti
Ontem vi um pouco de televisão e em todos os actores de um filme via a tua cara
Ontem ao deitar-me li um pouco e so me lembrava que eras tu a dizer-me essas palavras
Ontem nada mais vi em sonhos que o despertar da minha mente ao lado da tua.
Hoje não acordei bem disposto.
Hoje tu não estavas lá.
Hoje não senti o teu odor colado ao meu corpo.
Hoje não senti nada ao meu lado.
Amanhã não sei se estarei por aqui para te querer ou te repudiar e amaldiçoar.
Amanhã eu mudarei como me mudaste e eu descobrirei que gosto verdadeiramente de ti como sempre o disse.
Amanhã desejar-te-ei como me desejas todas as noites nos teus sonhos rodeados de nuvens brumosas.
Amanhã o tempo parará para que nós passemos e estejamos mais um tempo juntos.
Aindafoiontemquenosconhecemosejátantopassoupornós.Aindafoiontem quenoscruzámosnomesmolugar.Aindafoiontemqueestivémososdois sozinhoscomemorandooquemedizias.Aindafoiontem.Aindafoiontem.
Tomorrow...
Today...
Yesterday...
O que importa o tempo.
We are one as the sun is one in all space.
Mesmo que existam muitos namorados por aí, nenhum é como tu. The diference between us get us close or will get us appart.
O futuro é um tempo irreal. Apenas tu, presente me seduzes com o teu perfume de amor no meu corpo.
Vem e sê meu presente...
Ariel - de Sylvia Plath
Stasis in darkness.
Then the substanceless blue
Pour of tor and distances.
God's lioness,
How one we grow,
Pivot of heels and knees! -- The furrow
Splits and passes, sister to
The brown arc
Of the neck I cannot catch,
Nigger-eye
Berries cast dark
Hooks ----
Black sweet blood mouthfuls,
Shadows.
Something else
Hauls me through air ----
Thighs, hair;
Flakes from my heels.
White
Godiva, I unpeel ----
Dead hands, dead stringencies.
And now I
Foam to wheat, a glitter of seas.
The child's cry
Melts in the wall.
And I
Am the arrow,
The dew that flies,
Suicidal, at one with the drive
Into the red
Eye, the cauldron of morning.
Then the substanceless blue
Pour of tor and distances.
God's lioness,
How one we grow,
Pivot of heels and knees! -- The furrow
Splits and passes, sister to
The brown arc
Of the neck I cannot catch,
Nigger-eye
Berries cast dark
Hooks ----
Black sweet blood mouthfuls,
Shadows.
Something else
Hauls me through air ----
Thighs, hair;
Flakes from my heels.
White
Godiva, I unpeel ----
Dead hands, dead stringencies.
And now I
Foam to wheat, a glitter of seas.
The child's cry
Melts in the wall.
And I
Am the arrow,
The dew that flies,
Suicidal, at one with the drive
Into the red
Eye, the cauldron of morning.
Monday, May 30, 2005
Entro cada vez mais
Entro cada vez mais na idade. Cada ano que passa mais um ano se acrescenta ao calendário a lembrar que ainda estamos vivos.
Há quatro anos estava eu a acabar o secundário, fazendo uma peça de teatro quando no final se lembraram de me recordar essa memória que era o facto de ser o meu aniversário.
Aplausos, aplausos, alegria. Até quando será...
Há quatro anos estava eu a acabar o secundário, fazendo uma peça de teatro quando no final se lembraram de me recordar essa memória que era o facto de ser o meu aniversário.
Aplausos, aplausos, alegria. Até quando será...
Sunday, May 22, 2005
Três meses se passaram desde a criação do mundo. Três dias se passaram desde a criação do homem. Três instantes se passaram desde a criação do amor. Já nesta altura havia ódio, já nesta altura havia dor...
Três sempre foi a conta que Deus fez. No entanto penso que se esqueceu de fazer o mais importante, manter também o número dois intacto para que duas pessoas possam escolher o seu futuro.
Em três foi dividido o mundo: céu, terra e oceano. Em todos eles podem existir seres humanos.
Deus fez apenas dois sexos. Porém, um deles foi sempre subjugado, baixado...
Três, dois, um são números do mundo. Homens, mulheres. Que importa quem são, ambos construimos um mundo. Ambos o destruímos.
Três sempre foi a conta que Deus fez. No entanto penso que se esqueceu de fazer o mais importante, manter também o número dois intacto para que duas pessoas possam escolher o seu futuro.
Em três foi dividido o mundo: céu, terra e oceano. Em todos eles podem existir seres humanos.
Deus fez apenas dois sexos. Porém, um deles foi sempre subjugado, baixado...
Três, dois, um são números do mundo. Homens, mulheres. Que importa quem são, ambos construimos um mundo. Ambos o destruímos.
Virgin in a Tree
How this tart fable instructs
And mocks! Here's the parody of that moral mousetrap
Set in the proverbs stitched on samplers
Approving chased girls who get them to a tree
And put on bark's nun-black
Habit which deflects
All amorous arrows. For to sheathe the virgin shape
In a scabbard of wood baffles pursuers,
Whether goat-thighed or god-haloed. Ever since that first Daphne
Switched her incomparable back
For a bay-tree hide, respect's
Twined to her hard limbs like ivy: the puritan lip
Cries: 'Celebrate Syrinx whose demurs
Won her the frog-colored skin, pale pith and watery
Bed of a reed. Look:
Pine-needle armor protects
Pitys from Pan's assault! And though age drop
Their leafy crowns, their fame soars,
Eclipsing Eva, Cleo and Helen of Troy:
For which of those would speak
For a fashion that constricts
White bodies in a wooden girdle, root to top
Unfaced, unformed, the nipple-flowers
Shrouded to suckle darkness? Onlyh they
Who keep cool and holy make
A sanctum to attract
Green virgins, consecrating limb and lip
To chastity's service: like prophets, like preachers,
They descant on the serene and seraphic beauty
Of virgins for virginity's sake.'
Be certain some such pact's
Been struck to keep all glory in the grip
Of ugly spinsters and barren sirs
As you etch on the inner window of your eye
This virgin on her rack:
She, ripe and unplucked, 's
Lain splayed too long in the tortuous boughs: overripe
Now, dour-faced, her fingers
Stiff as twigs, her body woodenly
Askew, she'll ache and wake
Though doomsday bud. Neglect's
Given her lips that lemon-tasting droop:
Untongued, all beauty's bright juice sours.
Tree-twist will ape this gross anatomyh
Till irony's bough break.
Sylvia Plath
Não é original mas não resisti...
How this tart fable instructs
And mocks! Here's the parody of that moral mousetrap
Set in the proverbs stitched on samplers
Approving chased girls who get them to a tree
And put on bark's nun-black
Habit which deflects
All amorous arrows. For to sheathe the virgin shape
In a scabbard of wood baffles pursuers,
Whether goat-thighed or god-haloed. Ever since that first Daphne
Switched her incomparable back
For a bay-tree hide, respect's
Twined to her hard limbs like ivy: the puritan lip
Cries: 'Celebrate Syrinx whose demurs
Won her the frog-colored skin, pale pith and watery
Bed of a reed. Look:
Pine-needle armor protects
Pitys from Pan's assault! And though age drop
Their leafy crowns, their fame soars,
Eclipsing Eva, Cleo and Helen of Troy:
For which of those would speak
For a fashion that constricts
White bodies in a wooden girdle, root to top
Unfaced, unformed, the nipple-flowers
Shrouded to suckle darkness? Onlyh they
Who keep cool and holy make
A sanctum to attract
Green virgins, consecrating limb and lip
To chastity's service: like prophets, like preachers,
They descant on the serene and seraphic beauty
Of virgins for virginity's sake.'
Be certain some such pact's
Been struck to keep all glory in the grip
Of ugly spinsters and barren sirs
As you etch on the inner window of your eye
This virgin on her rack:
She, ripe and unplucked, 's
Lain splayed too long in the tortuous boughs: overripe
Now, dour-faced, her fingers
Stiff as twigs, her body woodenly
Askew, she'll ache and wake
Though doomsday bud. Neglect's
Given her lips that lemon-tasting droop:
Untongued, all beauty's bright juice sours.
Tree-twist will ape this gross anatomyh
Till irony's bough break.
Sylvia Plath
Não é original mas não resisti...
Friday, May 13, 2005
Wednesday, May 11, 2005
Friday, May 06, 2005
A queima é gay
o nome desta rúbrica de rádio da ruc ()nada tme a ver com o facto de ser uma cambada de maricas que se trajam por esta altura.
Esta cómica visão da realidade da queima é tão caricata que por vezes me questiono se o que dizem não é mais que brincadeira.
Veja-se por exemplo o facto de no ano passado o pessoal que pagou para ir ver o Rui Veloso (penso que numa quinta) fora enganados, uma vez que pagaram um bilhete inteiro quando o concerto foi apenas metade (ele cantava metade das músicas e o público cantava o resto), segundo consta por razões dde cansaço.
A queima começou ontem à noite com a serenata e a verdade é que o negro era tanto que a avaliar pelas cores, muita gente seria gay.
Esta cómica visão da realidade da queima é tão caricata que por vezes me questiono se o que dizem não é mais que brincadeira.
Veja-se por exemplo o facto de no ano passado o pessoal que pagou para ir ver o Rui Veloso (penso que numa quinta) fora enganados, uma vez que pagaram um bilhete inteiro quando o concerto foi apenas metade (ele cantava metade das músicas e o público cantava o resto), segundo consta por razões dde cansaço.
A queima começou ontem à noite com a serenata e a verdade é que o negro era tanto que a avaliar pelas cores, muita gente seria gay.
Thursday, May 05, 2005
Right... Right... Right...
quem é mais livre
Right... Right... Right...
the lights
the lights are all the same
the shapes are allways the same
the shadows that never leave are allways the same shadows
Right... Right... Right...
Right... Right... Right...
quem é livre?
Right... Right... Right...
the cities are allways the same
the roads are allways the same
the tower clock is allways ringin'
JUST STOP
STOP
STOP
thisisnotenoughforme
thisisnotenoughforme
thisisnotenoughforme
thisisnotenoughforme
just stop
thisisnotenoughforme
just stop
thisisnotenoughforme
just stop
thisisnotenoughforme
será que alguém é livre?
are you alive?
are you alive?
are you
are
are you alive?
just stop
thisisnotenoughforme
just stop
thisisnotenoughforme
just stop
thisisnotenoughforme
are you alive
thisisnotenoughforme
are you alive
thisisnotenoughforme
are you alive
thisisnotenoughforme
are you alive
thisisnotenoughforme
are you alive?
alive
alive
alive
esta é a noite
to concret things
this is the night
deixa-me sair
this is the night
to the concret things
quem é mais livre
Right... Right... Right...
the lights
the lights are all the same
the shapes are allways the same
the shadows that never leave are allways the same shadows
Right... Right... Right...
Right... Right... Right...
quem é livre?
Right... Right... Right...
the cities are allways the same
the roads are allways the same
the tower clock is allways ringin'
JUST STOP
STOP
STOP
thisisnotenoughforme
thisisnotenoughforme
thisisnotenoughforme
thisisnotenoughforme
just stop
thisisnotenoughforme
just stop
thisisnotenoughforme
just stop
thisisnotenoughforme
será que alguém é livre?
are you alive?
are you alive?
are you
are
are you alive?
just stop
thisisnotenoughforme
just stop
thisisnotenoughforme
just stop
thisisnotenoughforme
are you alive
thisisnotenoughforme
are you alive
thisisnotenoughforme
are you alive
thisisnotenoughforme
are you alive
thisisnotenoughforme
are you alive?
alive
alive
alive
esta é a noite
to concret things
this is the night
deixa-me sair
this is the night
to the concret things
Tuesday, May 03, 2005
Monday, April 25, 2005
Passam três horas sem nada acontecer
Os dias são lentos e as coisas nada mudam
Stop it
As paisagens deslocam-se por entre o nevoeiro
Whatta hell is this
You should not say it
Sleep
Sleep
Sleep
Eu não quero dormir
Eu não quero dormir novamente
Sleep
Sleep
This is not heaven
This is not hell
This is your land
Não devias dizer-me isso
Deixa-me mais atormentado
Close your eyes to a sleep
Close your eyes
Partem três pessoas deste hotel hoje
Nenhuma delas eras tu
Shuuuuuu
You souldn't say that shits
Deixa-me...
OK. Don't say I Didn't warn you...
Os dias são lentos e as coisas nada mudam
Stop it
As paisagens deslocam-se por entre o nevoeiro
Whatta hell is this
You should not say it
Sleep
Sleep
Sleep
Eu não quero dormir
Eu não quero dormir novamente
Sleep
Sleep
This is not heaven
This is not hell
This is your land
Não devias dizer-me isso
Deixa-me mais atormentado
Close your eyes to a sleep
Close your eyes
Partem três pessoas deste hotel hoje
Nenhuma delas eras tu
Shuuuuuu
You souldn't say that shits
Deixa-me...
OK. Don't say I Didn't warn you...
Tuesday, April 19, 2005
Monday, April 18, 2005
Friday, April 15, 2005
Thursday, April 14, 2005
survive
isto não é...
survive
isto não é...
survive
isto não é...
survive to the rithm
isto não é... isto não é negro como o céu
survive to the rithm
tens o mar
tens o ar
tens o sol e tudo o que o cercar
tens a dor
tens amor
tens tudo e na mão uma flor
survive to the rithm
this is not
vive...
this is not
vive...
this is not so black
As the future goes by
as the seasons passes by
as your best friend say goodbuy
as the tears falls down
as the life goes down
as you feel down............................................
survive to the rithm... this is not so black as you can see
todas as lágrimas secaram já
tudo o que vês é teu... survive.
isto não é...
survive
isto não é...
survive
isto não é...
survive to the rithm
isto não é... isto não é negro como o céu
survive to the rithm
tens o mar
tens o ar
tens o sol e tudo o que o cercar
tens a dor
tens amor
tens tudo e na mão uma flor
survive to the rithm
this is not
vive...
this is not
vive...
this is not so black
As the future goes by
as the seasons passes by
as your best friend say goodbuy
as the tears falls down
as the life goes down
as you feel down............................................
survive to the rithm... this is not so black as you can see
todas as lágrimas secaram já
tudo o que vês é teu... survive.
Tuesday, April 05, 2005
there is no solid rock
there is no broken train
there is no solid desk
there's nothing on my veins
acorda-me querido.
wake me up
say that
eu não quero sair
say
eu não
say
eu não
say
eu não
violence tolerance - todos os dias acordo com letreiros de merda dizendo petas sobre a igualdade. Morte para todos esses caralhos. Não quero igualdade. SOU DIFERENTE DE TODOS OS OUTROS. é tão diferente acordar num dia de merda...
rain. why it happens
train tenho de ir para a cidade mais proxima pronunciar-me contra as propinas
estou atrasado. a manifestação começava à uma hora. com sorte já acabaram. todos os dias os vejo protestar em pequenas coisas, a embebedarem-se a favor das propinas
eu vivo não estou morto. não posso manifestar a minha opinião em relação a essas coisas que acontecem,
do not fuck here - eu não estou a foder nada...
este lugar é de culto
um museu da miséria humana em todo o seu fedor
this is gioconda
my lover in the seventh night
as outras que fiquem à espera
do mês que vem.
uma seringa injecta-se na minha carótida
far away the blod flows
how could I live like this
as minhas penas foram-se embora
poderia chamar aquuele gajo para
lets steel some shops
abrem os meus olhos para o museu da humanidade
black men fucking each other
uma mulher revela a anatomia do seu corpo
this bless of heaven...
You break my syringe
deixa-me em paz
procuro uma gaja e um gajo para um trio.
Aparece um anuncio no meu mail e nada mais faço que apagá-lo e deixar de pensar em tretas
there is no broken train
there is no solid desk
there's nothing on my veins
acorda-me querido.
wake me up
say that
eu não quero sair
say
eu não
say
eu não
say
eu não
violence tolerance - todos os dias acordo com letreiros de merda dizendo petas sobre a igualdade. Morte para todos esses caralhos. Não quero igualdade. SOU DIFERENTE DE TODOS OS OUTROS. é tão diferente acordar num dia de merda...
rain. why it happens
train tenho de ir para a cidade mais proxima pronunciar-me contra as propinas
estou atrasado. a manifestação começava à uma hora. com sorte já acabaram. todos os dias os vejo protestar em pequenas coisas, a embebedarem-se a favor das propinas
eu vivo não estou morto. não posso manifestar a minha opinião em relação a essas coisas que acontecem,
do not fuck here - eu não estou a foder nada...
este lugar é de culto
um museu da miséria humana em todo o seu fedor
this is gioconda
my lover in the seventh night
as outras que fiquem à espera
do mês que vem.
uma seringa injecta-se na minha carótida
far away the blod flows
how could I live like this
as minhas penas foram-se embora
poderia chamar aquuele gajo para
lets steel some shops
abrem os meus olhos para o museu da humanidade
black men fucking each other
uma mulher revela a anatomia do seu corpo
this bless of heaven...
You break my syringe
deixa-me em paz
procuro uma gaja e um gajo para um trio.
Aparece um anuncio no meu mail e nada mais faço que apagá-lo e deixar de pensar em tretas
Sunday, April 03, 2005
Uma mulher anda pela sua rua. A rua do costume onde tantas vezes passa em busca de trabalho. O seu pequeno xaile, que trás nos dias mais frios, ficou hoje em casa à espera que ela para a aconchegar.
Passam duas horas e ninguém aparece. Os carros que passam não param sequer para olhar para ela. "Talvez se comecem a notar as minhas rugas. Talvez esteja a começar a ficar velha..."
Passado mais algum tempo aparece um potencial cliente que pára o carro e pouco tempo depois arranca deixando a mulher no mesmo sítio. "Hoje não há movimento. Não passam carros não há putas na rua." Mais um carro passa e ela deixa-se ir por uma bagatela, deixa-se ir no carro de um homem nojento que pela primeira vez a faz pensar na sua vida.
"Estou seca por dentro. Todos estes anos que passaram não tive um único momento de sossego, um momento de paz, uma flor a despontar no meu sexo; está árido como o deserto. Estou tão fria como o gelo. Não sinto as mãos deste homem nojento a passarem-me o corpo."
No dia seguinte foi tewr com o seu chulo. Disse-lhe apenas que estava farta da vida que levava. Ele protestou um pouco mas acabou por se calar. Disse-lhe apenas que o seguisse. Ele levou-a até o seu quarto, ripou as suas roupas e deixou que elas escorressem até ao frio chão de pedra. O corpo del aestremeceu ante o dele. Apesar de conhecer todas as curvas daquele corpo que pouco prazer lhe dava, mas nesse dia estava particularmente nervosa. Gotas de suor escorriam-lhe pelos ombros abaixo. Os seios, apesar de rijos tremiam. O sexo não reagia, estava frio como a pedra dura do chão.
O seu chulo despiu-se calmamente e deitou-se na cama. Quando a chamou para junto dele já o seu pénis estava inchado preparando-se para arar a vagina da gaja que para ele trabalhava. Afagou-a um pouco antes de a penetrar fortemente. Ela tremia, não de prazer mas de nojo do gajo que a montava. Naquele preciso instante não conseguia compreender como é que tinha aceite trabalhar para aquele homem. Pela primeira vez na vida sentia de verdade a sua virgindade ser esgotada até ao abismo. Nunca mais seria a mesma pessoa. Nunca mais arranhariam a sua rata e deixariam de fora o mesmo rasto de esperma a escorrer pelo corpo abaixo como um sinal da sua presença ali.
Levantou-se. Acendeu um cigarro e despediu-se da sua puta. Não mais a veria...
Passam duas horas e ninguém aparece. Os carros que passam não param sequer para olhar para ela. "Talvez se comecem a notar as minhas rugas. Talvez esteja a começar a ficar velha..."
Passado mais algum tempo aparece um potencial cliente que pára o carro e pouco tempo depois arranca deixando a mulher no mesmo sítio. "Hoje não há movimento. Não passam carros não há putas na rua." Mais um carro passa e ela deixa-se ir por uma bagatela, deixa-se ir no carro de um homem nojento que pela primeira vez a faz pensar na sua vida.
"Estou seca por dentro. Todos estes anos que passaram não tive um único momento de sossego, um momento de paz, uma flor a despontar no meu sexo; está árido como o deserto. Estou tão fria como o gelo. Não sinto as mãos deste homem nojento a passarem-me o corpo."
No dia seguinte foi tewr com o seu chulo. Disse-lhe apenas que estava farta da vida que levava. Ele protestou um pouco mas acabou por se calar. Disse-lhe apenas que o seguisse. Ele levou-a até o seu quarto, ripou as suas roupas e deixou que elas escorressem até ao frio chão de pedra. O corpo del aestremeceu ante o dele. Apesar de conhecer todas as curvas daquele corpo que pouco prazer lhe dava, mas nesse dia estava particularmente nervosa. Gotas de suor escorriam-lhe pelos ombros abaixo. Os seios, apesar de rijos tremiam. O sexo não reagia, estava frio como a pedra dura do chão.
O seu chulo despiu-se calmamente e deitou-se na cama. Quando a chamou para junto dele já o seu pénis estava inchado preparando-se para arar a vagina da gaja que para ele trabalhava. Afagou-a um pouco antes de a penetrar fortemente. Ela tremia, não de prazer mas de nojo do gajo que a montava. Naquele preciso instante não conseguia compreender como é que tinha aceite trabalhar para aquele homem. Pela primeira vez na vida sentia de verdade a sua virgindade ser esgotada até ao abismo. Nunca mais seria a mesma pessoa. Nunca mais arranhariam a sua rata e deixariam de fora o mesmo rasto de esperma a escorrer pelo corpo abaixo como um sinal da sua presença ali.
Levantou-se. Acendeu um cigarro e despediu-se da sua puta. Não mais a veria...
Thursday, March 31, 2005
Monday, March 28, 2005
rastejando por entre dois móveis, uma barata desloca-se silenciosamente. Os donos da casa sairam para umas férias e durante esse tempo tem todo o espaço apenas para ela. Cada dia que passa vai-se sentindo cada vez mais sozinha e, motivada pela solidão convida outrasd baratas vizinhas para se virem juntar numa festa de vários dias.
Convidou amigos e amigas para tomarem uns bons copos e comerem mais um pouco daquela casa que dizia ser altamente deliciosa. O convite passou de mãos em mãos e estendeu-se a todos os cantos daquela cidade e em pouco tempo os insectos foram todos chegando àquela casa por todos os meios: canos de esgoto, pelo ar, à boleia em carros,...
A festa começou assim que começaram a chegar convidados. Havia música que de alguma forma tinha sido posta a tocar, havia champanhe e outras bebidas que enchiam os estômagos de bebedeira e de doideira.
Uma qualquer barata um pouco mais espontânea lembrou-se de beijar uma outra. Quem foram os dois primeiros a beijar-se é complicado de dizer. A festa logo a seguir ficou uma mistura de corpos em poses mais ou menos eróticas fazendo passar as suas seis patas pelos órgãos sexuais de outras baratas numa autêntica orgia insectívora.
Toda a gente comeu algum outro ser semelhante. Não havia distinções entre pessoas, era tudo por puro prazer. Ninguém conhecia ninguém e todos se conheciam. Os olhos estavam cejos pelos efeito do álcool.
Rastejavam por todo o lado como se insectos fossem. Apertavam os pénis e apalpavam os seios a malta toda ganzada. A festa tinha acabado e ninguém queria ir para casa. Dentro em pouco os pais de um dos gajos haviam de vir e ninguém se dignava a mecher-se.
Uma rapariga levanta-se e vai até à cozinha pegar mais uma lata de cerveja e começa a bebê-la. Vem ter um gajo com ela e lava-a a deixar escorrar o líquido pelo seu corpo. Estava gelada. E por estar tão gelada como estava, soube-lhe muito bem o beijo que a seguir deram um ao outro. Estavam tão enrolados que pareciam uma lapa numa rocha. Posaram em cima da mesa da cozinha e enlaçaram-se ainda mais. A certa altura a mesa não aguentou e partiu-se uma perna e eles cairam no chão.
Os donos da casa haviam chegado e a festa não tinha acabado por inteiro. Ao verem o enorme enxame de baratas a dona gritou o mais que pôde e o homem foi de imediato chamar o extreminador de pragas.
Houve algumas dessas baratas que forma mortas por sapatadas dos donos e escorraçadas de casa. Em poucos dias ninguém diria a ninguém que havia ocorrido uma festa naquele lugar. A pobre barata que ocupava aquela casa escondeu-se num canto e durante bastante tempo não saíu de lá. Estava envergonhada demais...
Convidou amigos e amigas para tomarem uns bons copos e comerem mais um pouco daquela casa que dizia ser altamente deliciosa. O convite passou de mãos em mãos e estendeu-se a todos os cantos daquela cidade e em pouco tempo os insectos foram todos chegando àquela casa por todos os meios: canos de esgoto, pelo ar, à boleia em carros,...
A festa começou assim que começaram a chegar convidados. Havia música que de alguma forma tinha sido posta a tocar, havia champanhe e outras bebidas que enchiam os estômagos de bebedeira e de doideira.
Uma qualquer barata um pouco mais espontânea lembrou-se de beijar uma outra. Quem foram os dois primeiros a beijar-se é complicado de dizer. A festa logo a seguir ficou uma mistura de corpos em poses mais ou menos eróticas fazendo passar as suas seis patas pelos órgãos sexuais de outras baratas numa autêntica orgia insectívora.
Toda a gente comeu algum outro ser semelhante. Não havia distinções entre pessoas, era tudo por puro prazer. Ninguém conhecia ninguém e todos se conheciam. Os olhos estavam cejos pelos efeito do álcool.
Rastejavam por todo o lado como se insectos fossem. Apertavam os pénis e apalpavam os seios a malta toda ganzada. A festa tinha acabado e ninguém queria ir para casa. Dentro em pouco os pais de um dos gajos haviam de vir e ninguém se dignava a mecher-se.
Uma rapariga levanta-se e vai até à cozinha pegar mais uma lata de cerveja e começa a bebê-la. Vem ter um gajo com ela e lava-a a deixar escorrar o líquido pelo seu corpo. Estava gelada. E por estar tão gelada como estava, soube-lhe muito bem o beijo que a seguir deram um ao outro. Estavam tão enrolados que pareciam uma lapa numa rocha. Posaram em cima da mesa da cozinha e enlaçaram-se ainda mais. A certa altura a mesa não aguentou e partiu-se uma perna e eles cairam no chão.
Os donos da casa haviam chegado e a festa não tinha acabado por inteiro. Ao verem o enorme enxame de baratas a dona gritou o mais que pôde e o homem foi de imediato chamar o extreminador de pragas.
Houve algumas dessas baratas que forma mortas por sapatadas dos donos e escorraçadas de casa. Em poucos dias ninguém diria a ninguém que havia ocorrido uma festa naquele lugar. A pobre barata que ocupava aquela casa escondeu-se num canto e durante bastante tempo não saíu de lá. Estava envergonhada demais...
Tuesday, March 22, 2005
Olha para a lua com um ar triste, ar de quem perdeu alguém no caminho da sua vida e não o pode recuperar. Sentado olhando o triste e pálido brilho fantasmagórico do astro solitário um palhaço olha para o céu nocturno.
O triste palhaço tem a cara pintada (branco) as sobrancelhas carregadas, não mais conseguiu despir a personagem que vestia todas as noites de espectáculo. O seu fato não era alegre, antes negro como a noite que o cerca. Nunca gostou de fazer rir, principalmente depois de uma pessoa ter morrido nos seus braços.
Mandava lágrimas, desfazendo o branco da sua face; ali, sozinho, sem ninguém a vê-lo, ele contava à lua todos os seus segredos. Haviam dois anos que tinha morto, por acidente uma menina de quem gostava e a sua perda manchava o seu coração com a nódoa mais negra que pode haver. Aquela menina era-lhe muito querida, andava sempre a rir e animava-o nos dias em que não se sentia nada bem para ir actuar. Tinha sempre alguma coisa a dizer e preenchia o vazio do seu coração.
Agora as noites eram mais tristes, mais solitárias.
Ao longe o palhaço ouviu o som de um piano. Quem quer que o tocasse sabia bem o que fazia. A música era triste, sem cor, apenas com lágrimas... Aproximou-se do som e reparou que uma linda mulher de cabelos vermelho-fogo compridos tocava um piano de cauda no meio de uma seara ainda verde. Em cima do piano estava uma vela brilhando no interior de uma estrutura em vidro e ferro. Brilhava como um farol numa noite, iluminando as suaves mãos da rapariga pousando nas teclas brancas e pretas.
"Amo-te" dizia a música. Mas a resposta não se fazia ouvir.
O vento soprou suavemente sobre a seara e ela estremeceu, foi nesse instante que o palhaço entrou para a luz e ela reparou nele.
- É bonita a música. E tu tocas bem.
- Toco como me ensianaram. Estiveste a chorar?
O palhaço virou um pouco a cara para esconder a cara mas ela insistiu - Está tudo bem contigo?
- Sou um palhaço. Ninguém quer saber da minha história, apenas das minhas piadas.
- Eu sou uma pianista. Ninguém quer saber da minha vida, apenas das minhas músicas.
Ambos a seguir choraram lágrimas conjuntas e a noite se pôs...
O triste palhaço tem a cara pintada (branco) as sobrancelhas carregadas, não mais conseguiu despir a personagem que vestia todas as noites de espectáculo. O seu fato não era alegre, antes negro como a noite que o cerca. Nunca gostou de fazer rir, principalmente depois de uma pessoa ter morrido nos seus braços.
Mandava lágrimas, desfazendo o branco da sua face; ali, sozinho, sem ninguém a vê-lo, ele contava à lua todos os seus segredos. Haviam dois anos que tinha morto, por acidente uma menina de quem gostava e a sua perda manchava o seu coração com a nódoa mais negra que pode haver. Aquela menina era-lhe muito querida, andava sempre a rir e animava-o nos dias em que não se sentia nada bem para ir actuar. Tinha sempre alguma coisa a dizer e preenchia o vazio do seu coração.
Agora as noites eram mais tristes, mais solitárias.
Ao longe o palhaço ouviu o som de um piano. Quem quer que o tocasse sabia bem o que fazia. A música era triste, sem cor, apenas com lágrimas... Aproximou-se do som e reparou que uma linda mulher de cabelos vermelho-fogo compridos tocava um piano de cauda no meio de uma seara ainda verde. Em cima do piano estava uma vela brilhando no interior de uma estrutura em vidro e ferro. Brilhava como um farol numa noite, iluminando as suaves mãos da rapariga pousando nas teclas brancas e pretas.
"Amo-te" dizia a música. Mas a resposta não se fazia ouvir.
O vento soprou suavemente sobre a seara e ela estremeceu, foi nesse instante que o palhaço entrou para a luz e ela reparou nele.
- É bonita a música. E tu tocas bem.
- Toco como me ensianaram. Estiveste a chorar?
O palhaço virou um pouco a cara para esconder a cara mas ela insistiu - Está tudo bem contigo?
- Sou um palhaço. Ninguém quer saber da minha história, apenas das minhas piadas.
- Eu sou uma pianista. Ninguém quer saber da minha vida, apenas das minhas músicas.
Ambos a seguir choraram lágrimas conjuntas e a noite se pôs...
Sunday, March 20, 2005
Um rapaz está acocorado a dormir em frente à porta do prédio onde moro. Dorme calmamente, tentando recuperar da noite que havia passado. eu já o tinha visto neste dia mas de manhã, se bem que estivesse a dormir num outro lugar.
Ofereço-lhe ajuda mas com uma voz de quem não quer saber mandou-me à merda. Passo por ele e fecho a porta do prédio na sua cara.
Ofereço-lhe ajuda mas com uma voz de quem não quer saber mandou-me à merda. Passo por ele e fecho a porta do prédio na sua cara.
Saturday, March 19, 2005
Uma rapariga corre desesperadamente num enorme corredor sendo seguida pelos seus dois captores. A construção da sua corrida é feita ao som de lágrimas e das gargalhadas dos dois homens atrás dela. O seu seio esquerdo, saindo do vestido, com uma ferida devido aos maus tratos doia a cada passo por ela dado. As suas roupas que ainda restavam coladas ao corpo estavam encharcadas tanto de suor seu, como do cansaço da noite de sexo violento. Restos do esperma corriam pela vagina abaixo misturando-se com o sangue que tinha perdido da sua virgindade.
O rosto aflito dela contrastava com o rosto confiante e sarcástico dos dois captores que tinham o corpo coberto de suor seu. Vestiam apenas umas calças postas à pressa sobre o corpo aquando da chamada do seu amo. Corriam naquele interminável corredor fantasmagórico. Eles nada tinham feito mas sabiam ser neste momento cúmplices da pessoa que lhes dava as ordens. Também eles haviam perdido a sua virgindade, mas uma outra virgindade que a rapariga mantinha ainda.
Vendo toda a cena, um homem manipula tudo o que se passa. A casa onde se encontra o malfadado corredor é sua. Foi-lhe transmitida pelos seus pais que a receberam dos seus pais... Olha toda a cena com um grande sorriso nos lábios. Sabe que a rapariga irá cair de cansaço e os seus dois criados não conseguirão resistir a também eles violarem aquela rapariga feita agora mulher. Sabia que era o responsável por toda aquela situação, mas o se coração havia endurecido tanto como uma pedra e apenas o seu pénis viril falava alto em todo o seu corpo.
Havia muito que toda aquela família estava manchada pelo pecado; dizia-se pela cidade que os donos da grande casa não mais saiam de lá com medo de serem reconhecidos pelos habitantes de lá e fossem espancados. Nada disos era verdade, eles saíam da casa mas sempre de forma secreta, ninguém sabia dos seus movimentos e passeavam-se pela cidade para saciarem os seus apetites e arranjarem o que precisassem.
Além de tudo isso, dizia-se que a casa era assombrada, por isos ninguém se aproximava, havia o medo de serem amaldiçoados caso pisassem o solo dos domínios dos Negros Senhores (como lhes chamavam).
A família tinha regras muito rígidas, nunca poderiam existir mais de um filho. Todos os outros que existissem seriam mortos para que não se alargassem os dómínios do negro sangue pelo mundo.
A rapariga corria desalmadamente... O corredor nunca mais acabava. Não via qualquer porta e começou a pensar que estava já destinada a morrer naquela casa maldita. Fechou os olhos e parou.
Os dois criados aproximaram-se e tocaram-na. Ela acedeu a eles e despiu-se. Eles ficarma surpresos e de seguida fizeram sexo por toda a noite.
Ao nascer do sol, raios tenues brilhando entre os cortinados revelavam um corpo morto de cansaço e dois homens a seu lado partilhando a mesma culpa da sua morte.
Com o nascer do sol foi revelada a discussão entre ambos por terem sido tão violentos com ela e de a terem morto. Eles arcavam com todas as culpas.
Com o meio-dia mais dois corpos haviam-se deitado ao lado da rapariga, ambos beijados pelo suave beijo da morte.
O rosto aflito dela contrastava com o rosto confiante e sarcástico dos dois captores que tinham o corpo coberto de suor seu. Vestiam apenas umas calças postas à pressa sobre o corpo aquando da chamada do seu amo. Corriam naquele interminável corredor fantasmagórico. Eles nada tinham feito mas sabiam ser neste momento cúmplices da pessoa que lhes dava as ordens. Também eles haviam perdido a sua virgindade, mas uma outra virgindade que a rapariga mantinha ainda.
Vendo toda a cena, um homem manipula tudo o que se passa. A casa onde se encontra o malfadado corredor é sua. Foi-lhe transmitida pelos seus pais que a receberam dos seus pais... Olha toda a cena com um grande sorriso nos lábios. Sabe que a rapariga irá cair de cansaço e os seus dois criados não conseguirão resistir a também eles violarem aquela rapariga feita agora mulher. Sabia que era o responsável por toda aquela situação, mas o se coração havia endurecido tanto como uma pedra e apenas o seu pénis viril falava alto em todo o seu corpo.
Havia muito que toda aquela família estava manchada pelo pecado; dizia-se pela cidade que os donos da grande casa não mais saiam de lá com medo de serem reconhecidos pelos habitantes de lá e fossem espancados. Nada disos era verdade, eles saíam da casa mas sempre de forma secreta, ninguém sabia dos seus movimentos e passeavam-se pela cidade para saciarem os seus apetites e arranjarem o que precisassem.
Além de tudo isso, dizia-se que a casa era assombrada, por isos ninguém se aproximava, havia o medo de serem amaldiçoados caso pisassem o solo dos domínios dos Negros Senhores (como lhes chamavam).
A família tinha regras muito rígidas, nunca poderiam existir mais de um filho. Todos os outros que existissem seriam mortos para que não se alargassem os dómínios do negro sangue pelo mundo.
A rapariga corria desalmadamente... O corredor nunca mais acabava. Não via qualquer porta e começou a pensar que estava já destinada a morrer naquela casa maldita. Fechou os olhos e parou.
Os dois criados aproximaram-se e tocaram-na. Ela acedeu a eles e despiu-se. Eles ficarma surpresos e de seguida fizeram sexo por toda a noite.
Ao nascer do sol, raios tenues brilhando entre os cortinados revelavam um corpo morto de cansaço e dois homens a seu lado partilhando a mesma culpa da sua morte.
Com o nascer do sol foi revelada a discussão entre ambos por terem sido tão violentos com ela e de a terem morto. Eles arcavam com todas as culpas.
Com o meio-dia mais dois corpos haviam-se deitado ao lado da rapariga, ambos beijados pelo suave beijo da morte.
Friday, March 18, 2005
Sinto-me dentro de um enorme casulo. Um casulo vermelho cheio de um estranho líquido avermelhado com sabor doce e textura de seda. Os meus olhos não os consigo abrir, mas a minha pele tem todos os seus poros abertos a receber os estímulos do exterior. Os meus ouvidos já sentem os sons do exterior e a minha boca começa lentamente e abrir.
Todos os dias uma estranha criatura vem ter connosco e coloca no líquido alimento tanto para mim como para outros casulos que estão próximos. É devido a eles que existimos, resgatáram-nos da atmosfera viciada do nosso planeta e conserváram-nos nestes casulos para mais tarde renascermos, ou pelo menos é isso que espero.
Um dia abro os olhos e nesse momento uma estranha criatura vem ter comigo e retira o casulo do sítio onde estava colocado e leva-me para uma outra sala. Nessa sala posso ver que existem outros casulos cujas pessoas têm todas os olhos abertos, esperando o dia de nascer. O dia seguinte é o dia do meu nascimento.
O casulo rasga-se e o líquido que me mantinha vivo vai escorrendo para uma grelha no chão. Os outros que estavam comigo alguns ainda não haviam nascido, outros já e mantinham-se no chão rebolando e arrastando, os seus membros estavam demasiado fracos para se conseguirem manterem em pé, pareciam animais.
Eu saio do meu casulo e deixo-me escorregar até o chão. Cá fora a paisagem parece desoladora, vários corpos acumulados, alguns vivos, outros mortos mas que não foram retirados apodrecem deixando um rasto de nojo na minha boca. O líquido dos casulos escorria para um ralo no chão mas o chão mantinha-se molhado e pegajoso.
Carrego o meu peso até uma saída, mas os seres que nos salvaram mantêm uma vigilância apertada e qualquer tentativa de fuga é imediatamente repelida quer por choques eléctricos, quer por criaturas que nos dão pancada. O único remédio é aceitar a condição de prisioneiros e deixarmo-nos ficar até nos levarem para outro lugar.
Ao terceiro dia estamos completamente esfomeados, parecia que aqueles seres queriam fazer-nos nascer para nos matar à fome. Como não tínhamos nada para fazer tentávamos recordar a forma como falávamos uns com os outros até que as luzes da nossa cela se apagassem e fossemos para as nossas horas de descanso.
Durante a noite o sítio onde estávamos poderia ser perigoso, por mais de uma vez soube de casos de pessoas que foram violadas, ninguém se acusava e o perigo aumentava à medida que o nosso apetite sexual aumentava. Queríamos voltar a ter sexo e toda a gente fazia o mesmo, violar alguém que dormia. Nunca haviam luzes para testemunhar contra alguém.
No quarto dia deixaram-nos sair da cela e fomos conduzidos a uma fábrica onde vários humanos trabalhavam. O esforço que faziam era tremendo mas não nos poderiámos queixar. Os dias não passavam sem que algum de nós fosse levado para uma sala escura onde faziam as coisas mais ediondas e voltavam a libertar os condenados.
Houve um estranho dia em que um dos meus colegas acordou com uma grande vontade de vomitar. Qualquer canto por onde se virasse deixava cair um bocado de bilis amarga que vinha à boca. Ao final do dia tinha a pele estranhamente áspera e febre enorme. Não durmi nada durante a noite preocupado com a sua saúde.
Os nossos carrascos sabiam tudo o que se passava e foi por isso que durante a noite levaram o meu colega embora e nada mais soube dele. Diziam que as pessoas eram levadas para serem executadas, eu achava que era algo mais, se bem que não imaginava o que quer quer fizessem com os enfermos.
Um dia sou levado para a sala negra e entre várias chicotadas, uma agulha acerta-me nas costas, penetrando até ao centro da coluna onde largou o seu conteúdo. A dor que aquilo me provocou foi tremenda, não me conseguia mecher nem sequer gritar. Tinha o corpo à vontade dos meus captores e eles colocaram no interior do meu corpo algo.
Sou de imediato levado para uma outra sala onde me deixam numa jaula com comida e um lugar miserável para libertar as minhas fezes. Estava sozinho na minha cela e isso foi para mim, pelo menos inicialmente, um grande alívio, não mais seria violado ou maltratado pelos meus colegas, também eles prisioneiro (mas não o sabiam).
Passados uns dias acordo e grito de um enorme terror quando vejo o meu corpo tranformado numa enorme vespa. EU TENHO APIFOBIA!!!!! Não ligaram aos meus lamentos e fui-me mutilando cada dia que passava. Todos os dias era apaziguado por algum guarda que me atordoava e passava o resto do dia deitado no chão com dores.
Devido às minhas constantes tentativas de suicídio resolveram, de um modo bastante grosseiro amarrar-me de forma a que não me pudesse mecher. Era como se tivesse um colete de forças, não me mechia para nada. Passava dias de grande tédio esperando que me dissessem para que me queriam. A minha única esperança era morrer de fome.
Ao verem que estava numa condição demasiado fraca para o que quer que fosse resolvem mandar-me para uma espécie de sucata de seres humanos onde colocavam toda a gente que não lhes sevia. Não lhes davam alimento e esperavam que morressem a seu tempo. Foi neste lugar que vi a minha liberdade mesmo antes de dar o último suspiro e morrer...
Todos os dias uma estranha criatura vem ter connosco e coloca no líquido alimento tanto para mim como para outros casulos que estão próximos. É devido a eles que existimos, resgatáram-nos da atmosfera viciada do nosso planeta e conserváram-nos nestes casulos para mais tarde renascermos, ou pelo menos é isso que espero.
Um dia abro os olhos e nesse momento uma estranha criatura vem ter comigo e retira o casulo do sítio onde estava colocado e leva-me para uma outra sala. Nessa sala posso ver que existem outros casulos cujas pessoas têm todas os olhos abertos, esperando o dia de nascer. O dia seguinte é o dia do meu nascimento.
O casulo rasga-se e o líquido que me mantinha vivo vai escorrendo para uma grelha no chão. Os outros que estavam comigo alguns ainda não haviam nascido, outros já e mantinham-se no chão rebolando e arrastando, os seus membros estavam demasiado fracos para se conseguirem manterem em pé, pareciam animais.
Eu saio do meu casulo e deixo-me escorregar até o chão. Cá fora a paisagem parece desoladora, vários corpos acumulados, alguns vivos, outros mortos mas que não foram retirados apodrecem deixando um rasto de nojo na minha boca. O líquido dos casulos escorria para um ralo no chão mas o chão mantinha-se molhado e pegajoso.
Carrego o meu peso até uma saída, mas os seres que nos salvaram mantêm uma vigilância apertada e qualquer tentativa de fuga é imediatamente repelida quer por choques eléctricos, quer por criaturas que nos dão pancada. O único remédio é aceitar a condição de prisioneiros e deixarmo-nos ficar até nos levarem para outro lugar.
Ao terceiro dia estamos completamente esfomeados, parecia que aqueles seres queriam fazer-nos nascer para nos matar à fome. Como não tínhamos nada para fazer tentávamos recordar a forma como falávamos uns com os outros até que as luzes da nossa cela se apagassem e fossemos para as nossas horas de descanso.
Durante a noite o sítio onde estávamos poderia ser perigoso, por mais de uma vez soube de casos de pessoas que foram violadas, ninguém se acusava e o perigo aumentava à medida que o nosso apetite sexual aumentava. Queríamos voltar a ter sexo e toda a gente fazia o mesmo, violar alguém que dormia. Nunca haviam luzes para testemunhar contra alguém.
No quarto dia deixaram-nos sair da cela e fomos conduzidos a uma fábrica onde vários humanos trabalhavam. O esforço que faziam era tremendo mas não nos poderiámos queixar. Os dias não passavam sem que algum de nós fosse levado para uma sala escura onde faziam as coisas mais ediondas e voltavam a libertar os condenados.
Houve um estranho dia em que um dos meus colegas acordou com uma grande vontade de vomitar. Qualquer canto por onde se virasse deixava cair um bocado de bilis amarga que vinha à boca. Ao final do dia tinha a pele estranhamente áspera e febre enorme. Não durmi nada durante a noite preocupado com a sua saúde.
Os nossos carrascos sabiam tudo o que se passava e foi por isso que durante a noite levaram o meu colega embora e nada mais soube dele. Diziam que as pessoas eram levadas para serem executadas, eu achava que era algo mais, se bem que não imaginava o que quer quer fizessem com os enfermos.
Um dia sou levado para a sala negra e entre várias chicotadas, uma agulha acerta-me nas costas, penetrando até ao centro da coluna onde largou o seu conteúdo. A dor que aquilo me provocou foi tremenda, não me conseguia mecher nem sequer gritar. Tinha o corpo à vontade dos meus captores e eles colocaram no interior do meu corpo algo.
Sou de imediato levado para uma outra sala onde me deixam numa jaula com comida e um lugar miserável para libertar as minhas fezes. Estava sozinho na minha cela e isso foi para mim, pelo menos inicialmente, um grande alívio, não mais seria violado ou maltratado pelos meus colegas, também eles prisioneiro (mas não o sabiam).
Passados uns dias acordo e grito de um enorme terror quando vejo o meu corpo tranformado numa enorme vespa. EU TENHO APIFOBIA!!!!! Não ligaram aos meus lamentos e fui-me mutilando cada dia que passava. Todos os dias era apaziguado por algum guarda que me atordoava e passava o resto do dia deitado no chão com dores.
Devido às minhas constantes tentativas de suicídio resolveram, de um modo bastante grosseiro amarrar-me de forma a que não me pudesse mecher. Era como se tivesse um colete de forças, não me mechia para nada. Passava dias de grande tédio esperando que me dissessem para que me queriam. A minha única esperança era morrer de fome.
Ao verem que estava numa condição demasiado fraca para o que quer que fosse resolvem mandar-me para uma espécie de sucata de seres humanos onde colocavam toda a gente que não lhes sevia. Não lhes davam alimento e esperavam que morressem a seu tempo. Foi neste lugar que vi a minha liberdade mesmo antes de dar o último suspiro e morrer...
Mergulho num sono profundo. Esqueço tudo o que me aconteceu durante todo o dia e a flecha da minha droga passa ao de leve pelo meu corpo a convidar-me a viajar pelo seu mundo e esquecer todo o meu passado.
Caido na minha cama não tenho força alguma para resistir e deixo que a agulha dessa abelha me visite o corpo uma vez mais. O seu poder narcotizante afunda-se na minha cabeça e tudo à volta parece girar...
É sempre a mesma coisa...
O mundo à minha volta deixa de ser o que é para passar a ser o conjunto de quadros que tenho na cabeça do que gostaria que fosse o mundo. Aparecem-me duas mulheres completamente despidas para me encaminharem para uma casa onde se encontram bastantes mais pessoas, todas elas sem roupas tocando-se de uma sexualmente excitante.
Na parte de trás da casa está uma piscina. Nela entra uma rapariga que tem uma ferida a sangrar nas costas. Entra na água calmamente espalhando o seu sangue por toda a água até ficar a flutuar.
Por cima de colunas brancas em redor da piscina estátuas brancas espiam a morte da rapariga. Dois rapazes esbeltos beijavam-se mas com a entrada da rapariga na água pararam para a mirar sem interesse especial. Quando o último suspiro de vida se solta dela, eles regressam à sua paixam desenfreada.
Duas mulheres de mãos dadas aproximam-se da água vermelha e entram nela um pouco relutantes. Levam nas mãos um objectivo, tirar a rapariga da água mas isso revela-se complicado pois não querem sujar a sua branca pele.
O corpo é removido da água e um homem com músculos de ginásio aproxima-se trazendo os dois jovens homossexuais. Aponta-lhes o corpo e eles rasgam a pele da rapariga e comem o seu coração pelos dois. Depois do festim tiram o resto das suas roupas e nesse momento beijam-se e fazem sexo mesmo em frente a toda a gente. Alguns dos presentes fazem caras de reprovação mas a chegada de um Dj trazendo música tira qualquer protagonismo.
Ao som da música cada pessoa fica como que emebriada pelo som que bate insessantemente nos seus tímpanos convidando à dança, bebida, comida e sexo selvagem.
A morta é devorada até restarem apenas os ossos e é lançada para um fosso onde se encontrava uma pobre criatura que ninguém gostava por ser feia.
Regresso à musica contagiante e deixo-me beber o sangue da rapariga diluído em vodka e rum. A minha cabeça bate, bate e uma pessoa qualquer, não sei se rapaz ou rapariga, velho ou novo beija-me e afasta-se.
Atinjo o ponto onde nada mais sei... tudo começa a rodar à minha volta. Parece-me ver familiares meus a passear-se por ali... alguns deles também despidos como eu já estava. Beijo ainda mais umas cem mil pessoas e rosso o meu corpo por muitas outras.
Alguém com uma faca faz um corte nos seus pulsos e toda a gente vai ter com ele para beber do seu sangue puro.
Eu afasto-me um pouco deles e vou para a piscina e deixo-me cair de chapa na água. Um dos dois homossexuais vem ter comigo e oferece-me a sua mão. Eu, tão bêbado e mocado que estava, mal tinha forças para levantar o braço e ele ajudou-me.
Não sei mais o que aconteceu...
Tudo saiu da minha cabeça.
Caido na minha cama não tenho força alguma para resistir e deixo que a agulha dessa abelha me visite o corpo uma vez mais. O seu poder narcotizante afunda-se na minha cabeça e tudo à volta parece girar...
É sempre a mesma coisa...
O mundo à minha volta deixa de ser o que é para passar a ser o conjunto de quadros que tenho na cabeça do que gostaria que fosse o mundo. Aparecem-me duas mulheres completamente despidas para me encaminharem para uma casa onde se encontram bastantes mais pessoas, todas elas sem roupas tocando-se de uma sexualmente excitante.
Na parte de trás da casa está uma piscina. Nela entra uma rapariga que tem uma ferida a sangrar nas costas. Entra na água calmamente espalhando o seu sangue por toda a água até ficar a flutuar.
Por cima de colunas brancas em redor da piscina estátuas brancas espiam a morte da rapariga. Dois rapazes esbeltos beijavam-se mas com a entrada da rapariga na água pararam para a mirar sem interesse especial. Quando o último suspiro de vida se solta dela, eles regressam à sua paixam desenfreada.
Duas mulheres de mãos dadas aproximam-se da água vermelha e entram nela um pouco relutantes. Levam nas mãos um objectivo, tirar a rapariga da água mas isso revela-se complicado pois não querem sujar a sua branca pele.
O corpo é removido da água e um homem com músculos de ginásio aproxima-se trazendo os dois jovens homossexuais. Aponta-lhes o corpo e eles rasgam a pele da rapariga e comem o seu coração pelos dois. Depois do festim tiram o resto das suas roupas e nesse momento beijam-se e fazem sexo mesmo em frente a toda a gente. Alguns dos presentes fazem caras de reprovação mas a chegada de um Dj trazendo música tira qualquer protagonismo.
Ao som da música cada pessoa fica como que emebriada pelo som que bate insessantemente nos seus tímpanos convidando à dança, bebida, comida e sexo selvagem.
A morta é devorada até restarem apenas os ossos e é lançada para um fosso onde se encontrava uma pobre criatura que ninguém gostava por ser feia.
Regresso à musica contagiante e deixo-me beber o sangue da rapariga diluído em vodka e rum. A minha cabeça bate, bate e uma pessoa qualquer, não sei se rapaz ou rapariga, velho ou novo beija-me e afasta-se.
Atinjo o ponto onde nada mais sei... tudo começa a rodar à minha volta. Parece-me ver familiares meus a passear-se por ali... alguns deles também despidos como eu já estava. Beijo ainda mais umas cem mil pessoas e rosso o meu corpo por muitas outras.
Alguém com uma faca faz um corte nos seus pulsos e toda a gente vai ter com ele para beber do seu sangue puro.
Eu afasto-me um pouco deles e vou para a piscina e deixo-me cair de chapa na água. Um dos dois homossexuais vem ter comigo e oferece-me a sua mão. Eu, tão bêbado e mocado que estava, mal tinha forças para levantar o braço e ele ajudou-me.
Não sei mais o que aconteceu...
Tudo saiu da minha cabeça.
Wednesday, March 16, 2005
Dormia traquilamente. Todo o meu dia fora de grande alegria, passara o dia inteiro a brincar e estava cansado. Era final do Verão e ainda fazia calor e por isso deixara a minha janela aberta. Algumas folhas secas já eram espalhadas pelo chão com a vinda de uma brisa.
Sonhava com piratas e outros seres que qualquer criança se lembra de sonhar, sonhava com índios, sonhava com uma ilha...
Observando o meu sono estava na rua uma fada na rua, uma fada muito pequenina sentada num pequeno ramo da árvore do jardim da minha casa. O seu fato era pouco brilhante, já estava velha e daí a alguns anos morreria. Haviam restos de lágrimas nos seus olhos e toda a beleza que outrora tinha estava a apagar-se para dar lugar à idade. A pequena fada já se cansava com grande frequência e os dias pareciam cada vez mais encaminhar-se para o fim.
Todas as crianças a conheciam mas poucos eram os adultos que ainda se lembravam quem era ela e isso magoáva-a muito. Era muito temperamental, por isso quando o Peter resolveu deixar para sempre a Terra-do-Nunca, ela ficou bastante furiosa com ele.
Cada noite que passava a sua ilha envelhecia, cada noite que passava ela se sentia cada vez mais cansada à procura de um substituto para o Peter. Não mais se ouviam os seus gritos, não mais haviam lutas com piratas nem aventuras naquela terra agora velha.
Sininho estava sentada num pequeno ramo da árvore onde eu brincava todos os dias chorando... O meu cão ao sentir a sua presença latiu um pouco deixando-a perturbada. Parecia que todo o mundo a queria matar, magoar para sempre. Ela apenas queria o Peter de volta. Ao ouvir o meu cão a ladrar acordei e fui à janela muito cautelosamente ver o que se passava.
A Sininho estava quase para se ir embora quando reparou que eu a havia visto. Aproximou-se da minha janela e entrou pelo meu quarto adentro. Voou um pouco pelo quarto até se aproximar da minha cama e ficar lá a chorar. O seu brilho parecia muito mais pálido que imaginara nos meus sonhos.
Por momentos não sei o que fazer e apenas me ocorre a ideia de lhe fazer festinhas. Ela olha para mim com restos de lágrimas a escorrerem pela face. Abriu as suas asas e esvoaçou à minha volta, deu-me um beijo e foi-se embora.
Os anos foram-se passando e eu fui avançando na idade. Os meus dias de brincadeira foram-se transformando em dias com outras ocupações, mas aquela noite permaneceu sempre.
Numa noite dei com a Sininho novamente deitada na minha cama. Estava ainda mais velha e o seu brilho quase não iluminava nada. Disse-me que estava muito triste. A Terra-do-Nunca estava a desaparecer, estava a envelhecer demasiado depressa, as fadas não mais queriam saber dela, os piratas tinham ido para outra ilha, os índios começaram a morrer, não haviam mais rapazes perdidos a irem lá ter...
Todas as lágrimas que escorriam dos seus olhos nada mais eram que o sair da vida de lá. O Peter era a alma daquele lugar, sem ele, a Terra-do-Nunca não mais seria encontrada pelas crianças nos seus sonhos. Ninguém mais queria saber dela... As folhas das árvores caíam demasiado depressa. O pássaro-do-nunca não fora mais visto.
Eu já não era nenhuma criança, mas ainda assim, o mundo da fantasia povoava constantemente a minha vida. Muitos eram os momentos em que dava por mim a imaginar aventuras com estranhas personagens num mundo que não é real.
Eu não era nenhum contador de histórias, mas as historias povoavam a minha vida e foi por ver o final trágico de uma delas que dos meus olhos se escaparam algumas lágrimas; eu lembrava-me de em criança andar pelos pinais brincando ao Peter Pan, esperando que ele um dia nos viesse buscar e pudéssemos voar, lembrava-me de estar sentado muito quieto a ler a sua história.
Eu não era mais uma criança e todas aquelas lembranças... custava-me a acreditar que pudessem acabar assim sem mais nem menos. Por não ser criança, não estava nada optimista e acreditava que mais tarde ou mais cedo teríamos notícia do final da Terra-do-Nunca.
Eu não sabia nada do Peter, nunca ele viera ter comigo... e isso magoára-me muito. Deixava a janela todos os dias aberta, mesmo no inverno, esperando que ele aparecesse à procura da sua sombra.
Ambos largámos lágrimas ao futuro esperando que as crianças que venham salvem a terra que sempre nos acolheu nos nossos sonhos...
Sonhava com piratas e outros seres que qualquer criança se lembra de sonhar, sonhava com índios, sonhava com uma ilha...
Observando o meu sono estava na rua uma fada na rua, uma fada muito pequenina sentada num pequeno ramo da árvore do jardim da minha casa. O seu fato era pouco brilhante, já estava velha e daí a alguns anos morreria. Haviam restos de lágrimas nos seus olhos e toda a beleza que outrora tinha estava a apagar-se para dar lugar à idade. A pequena fada já se cansava com grande frequência e os dias pareciam cada vez mais encaminhar-se para o fim.
Todas as crianças a conheciam mas poucos eram os adultos que ainda se lembravam quem era ela e isso magoáva-a muito. Era muito temperamental, por isso quando o Peter resolveu deixar para sempre a Terra-do-Nunca, ela ficou bastante furiosa com ele.
Cada noite que passava a sua ilha envelhecia, cada noite que passava ela se sentia cada vez mais cansada à procura de um substituto para o Peter. Não mais se ouviam os seus gritos, não mais haviam lutas com piratas nem aventuras naquela terra agora velha.
Sininho estava sentada num pequeno ramo da árvore onde eu brincava todos os dias chorando... O meu cão ao sentir a sua presença latiu um pouco deixando-a perturbada. Parecia que todo o mundo a queria matar, magoar para sempre. Ela apenas queria o Peter de volta. Ao ouvir o meu cão a ladrar acordei e fui à janela muito cautelosamente ver o que se passava.
A Sininho estava quase para se ir embora quando reparou que eu a havia visto. Aproximou-se da minha janela e entrou pelo meu quarto adentro. Voou um pouco pelo quarto até se aproximar da minha cama e ficar lá a chorar. O seu brilho parecia muito mais pálido que imaginara nos meus sonhos.
Por momentos não sei o que fazer e apenas me ocorre a ideia de lhe fazer festinhas. Ela olha para mim com restos de lágrimas a escorrerem pela face. Abriu as suas asas e esvoaçou à minha volta, deu-me um beijo e foi-se embora.
Os anos foram-se passando e eu fui avançando na idade. Os meus dias de brincadeira foram-se transformando em dias com outras ocupações, mas aquela noite permaneceu sempre.
Numa noite dei com a Sininho novamente deitada na minha cama. Estava ainda mais velha e o seu brilho quase não iluminava nada. Disse-me que estava muito triste. A Terra-do-Nunca estava a desaparecer, estava a envelhecer demasiado depressa, as fadas não mais queriam saber dela, os piratas tinham ido para outra ilha, os índios começaram a morrer, não haviam mais rapazes perdidos a irem lá ter...
Todas as lágrimas que escorriam dos seus olhos nada mais eram que o sair da vida de lá. O Peter era a alma daquele lugar, sem ele, a Terra-do-Nunca não mais seria encontrada pelas crianças nos seus sonhos. Ninguém mais queria saber dela... As folhas das árvores caíam demasiado depressa. O pássaro-do-nunca não fora mais visto.
Eu já não era nenhuma criança, mas ainda assim, o mundo da fantasia povoava constantemente a minha vida. Muitos eram os momentos em que dava por mim a imaginar aventuras com estranhas personagens num mundo que não é real.
Eu não era nenhum contador de histórias, mas as historias povoavam a minha vida e foi por ver o final trágico de uma delas que dos meus olhos se escaparam algumas lágrimas; eu lembrava-me de em criança andar pelos pinais brincando ao Peter Pan, esperando que ele um dia nos viesse buscar e pudéssemos voar, lembrava-me de estar sentado muito quieto a ler a sua história.
Eu não era mais uma criança e todas aquelas lembranças... custava-me a acreditar que pudessem acabar assim sem mais nem menos. Por não ser criança, não estava nada optimista e acreditava que mais tarde ou mais cedo teríamos notícia do final da Terra-do-Nunca.
Eu não sabia nada do Peter, nunca ele viera ter comigo... e isso magoára-me muito. Deixava a janela todos os dias aberta, mesmo no inverno, esperando que ele aparecesse à procura da sua sombra.
Ambos largámos lágrimas ao futuro esperando que as crianças que venham salvem a terra que sempre nos acolheu nos nossos sonhos...
Saturday, March 12, 2005
Acendi o candeeiro da minha mesa de cabeceira e ele já lá estava. Os seus olhos brilhavam no meio do quarto junto ao sítio onde a minha cabeça se encostava à minha almofada. Os seus lábios húmidos suspiravam pelo meu toque mas eu mantinha-me completamente estático. A sua presença junto a mim era maléfica e nada mais queria que a luz se voltasse a apagar e ele desaparecesse na bruma. Fecho firmemente os olhos e nada mais desejo que ele se vá embora.
Por momentos os meus lábios ficam gelados com o aproximar dos seus lábios aos meus. Espero mais um pouco, não me consigo sequer mecher... Os meus músculos como que estão ao comando dele... As suas mãos pendem os meus pulsos e arrastam-nos por um longo túnel com luz vermelha. Os seus olhos estão pálidos, os seus lábios ainda mais frios e quando me pousa e se prepara para me possuir, os seus joelhos dobram-se e cai em cima de mim morto. Do seu corpo liberta-se um gás muito ténue que se espalha à minha volta.
A vermelha luz do túnel continua a incomodar-me, não sei onde estou. Os meus olhos fraquejam e ainda tenho nos meus braços um corpo morto.
A luz vermelha lanteja, como se a lâmpada estivesse para se fundir e continuo sem saber o que fazer... olho em volta mas não existe ninguém. Deito-me no frio chão e fecho os olhos.
Quando acordo ainda sinto a luz vermelha a piscar. É com este meu acordar que ouço um estranho ruído e me apercebo de que estou num qualquer veículo que começa o seu movimento. Como se fosse uma locomotiva, os ruídos mecânicos fazem-se sentir compassadamente e eu continuo estático. Procuro uma saída mas nada encontro. Mantenho-me naquele expresso à espera que ele pare em alguma paragem e me deixe sair...
Por momentos os meus lábios ficam gelados com o aproximar dos seus lábios aos meus. Espero mais um pouco, não me consigo sequer mecher... Os meus músculos como que estão ao comando dele... As suas mãos pendem os meus pulsos e arrastam-nos por um longo túnel com luz vermelha. Os seus olhos estão pálidos, os seus lábios ainda mais frios e quando me pousa e se prepara para me possuir, os seus joelhos dobram-se e cai em cima de mim morto. Do seu corpo liberta-se um gás muito ténue que se espalha à minha volta.
A vermelha luz do túnel continua a incomodar-me, não sei onde estou. Os meus olhos fraquejam e ainda tenho nos meus braços um corpo morto.
A luz vermelha lanteja, como se a lâmpada estivesse para se fundir e continuo sem saber o que fazer... olho em volta mas não existe ninguém. Deito-me no frio chão e fecho os olhos.
Quando acordo ainda sinto a luz vermelha a piscar. É com este meu acordar que ouço um estranho ruído e me apercebo de que estou num qualquer veículo que começa o seu movimento. Como se fosse uma locomotiva, os ruídos mecânicos fazem-se sentir compassadamente e eu continuo estático. Procuro uma saída mas nada encontro. Mantenho-me naquele expresso à espera que ele pare em alguma paragem e me deixe sair...
Friday, March 11, 2005
Hoje mesmo o mundo é mágico e sagrado. Então que nos dispamos e saiamos desta nossa condição de mortais. A carne que comemos é demasiado fresca e a neve que caiu ainda não gelou os nossos corações.
Enquanto algumas pessoas se divertem, outras ficam com espelhos partidos nas mãos. E esses espelhos não são brilhantes, e esses espelhos não mais reflectem a sua face. Apesar de a neve ter praticamente desaparecido, o frio do espelho não deixa de se sentir. As farpas dos estilhaços queimam e dentro de quem os segura um gelo de inverno. É primavera e o sol ainda não brilhou. As minhas mãos estão demasiado fracas pelo prolongado tempo que deixei o espelho partido nelas. Como ele é pesado...
Convidam-me para sair mas respondo que não. O meu corpo em estado febril anseia por uma outra visita que só chegará na triste noite fria. O meu irmão saiu... os meus pais não estão em casa... tão diferente que sou deles...
Centenas, talvez milhões de pedaços de um enorme espelho estão ainda espalhados por todo o mundo. Milhões talvez ainda mais litros de sangue escorrem por cima deles como se os quisessem revestir de vermelho para não mais reflectirem.
O meu coração não bate mais. Os meus músculos não mais se mexem. As minhas pálpebras não mais se fecham. A minha boca não mais se abre. A minha respiração não mais se faz sentir e ainda assim sou presente.
Um ténue e quase invisível fio me liga àquele espelho, um fio que nada mais quer que fazer-me juntar a ele e sermos um só... Ao olhar para as minhas mãos insensíveis reparo nas linhas que as percorrem, nas veias que correm pelos pulsos acima.
Um dos pedaços do espelho tem uma pona mais que afiada, é com ela que me uno defenitivamente ao espelho e passo a fazer parte da sua substancialidade. É nesse momento que o meu sangue passa definitivamente a evadir-se do meu corpo.
Enquanto algumas pessoas se divertem, outras ficam com espelhos partidos nas mãos. E esses espelhos não são brilhantes, e esses espelhos não mais reflectem a sua face. Apesar de a neve ter praticamente desaparecido, o frio do espelho não deixa de se sentir. As farpas dos estilhaços queimam e dentro de quem os segura um gelo de inverno. É primavera e o sol ainda não brilhou. As minhas mãos estão demasiado fracas pelo prolongado tempo que deixei o espelho partido nelas. Como ele é pesado...
Convidam-me para sair mas respondo que não. O meu corpo em estado febril anseia por uma outra visita que só chegará na triste noite fria. O meu irmão saiu... os meus pais não estão em casa... tão diferente que sou deles...
Centenas, talvez milhões de pedaços de um enorme espelho estão ainda espalhados por todo o mundo. Milhões talvez ainda mais litros de sangue escorrem por cima deles como se os quisessem revestir de vermelho para não mais reflectirem.
O meu coração não bate mais. Os meus músculos não mais se mexem. As minhas pálpebras não mais se fecham. A minha boca não mais se abre. A minha respiração não mais se faz sentir e ainda assim sou presente.
Um ténue e quase invisível fio me liga àquele espelho, um fio que nada mais quer que fazer-me juntar a ele e sermos um só... Ao olhar para as minhas mãos insensíveis reparo nas linhas que as percorrem, nas veias que correm pelos pulsos acima.
Um dos pedaços do espelho tem uma pona mais que afiada, é com ela que me uno defenitivamente ao espelho e passo a fazer parte da sua substancialidade. É nesse momento que o meu sangue passa definitivamente a evadir-se do meu corpo.
Sunday, March 06, 2005
Até os deuses temem a morte, o esquecimento de que nós, humanos que os adoramos, lhes viremos as costas e nos voltemos para outro lado, daí que nos venham com milagres e outras visões fantásticas... Os deuses nada mais querem que arranhar as nossas costas e deixar lá a sua marca eterna para o dia em que caiamos no nosso caixão. Ao chegar esse dia, o dia em que a sua promessa se concretiza, visitam-nos como se fossem uma outra pessoa e resgatam-nos das garras da verdadeira morte.
Esta é a única coisa que verdadeiramente podem fazer por nós depois de mortos, desta forma poderemos sempre ser recordados na memória das pessoas que nos eram mais queridas e beijá-las durante a noite para que possam repousar mais tranquilamente pensando em nós da melhor forma.
Um dia quis ter a forma de um deus, quis ser como o eram aqueles seres do Antigo Egipto e que agora apenas são recordos através das estátuas, mas não consegui... Era como se a minha vontade de deixar de ser humano estivesse dependente da minha forma, queria ter garras para rasgar a minha carne, asas para que pudessem ser partidas por toda a humanidade, queria ter o corpo coberto de penas para que pudesse visitar os sonhos das outras pessoas, queria mandar raios para que pudessem ver o quanto às vezes me irritam mas que mantenho oculto sobre a máscara da minha mortalidade.
Um outro dia tentei invocar um espírito, acendi umas velas e tirei as roupas do meu corpo, reguei-me com a água mais pura do mais puro regato mas nada aconteceu, nem uma ténue brisa me veio dizer: "estou aqui", nada... A partir desse dia comecei a sentir-me profundamente sozinho, os rituais de pegar numa faca e cortar os pulsos seguiram-se dia após dia, cada dia rasgava mais um pedaço da minha carne e o meu fluído vital escorria pelas paredes acima como se a gravidade não existisse.
Todos os dias em que procedia ao meu ritual, sentia-me ser visitado por um deus, ou algo ainda mais poderoso que todos eles, penso que um espectro negro a que lhe dão o nome de morte. Não se aproximava de mim, apenas queria falar e eu estava disposto a ouvir. Todos os dias vinha ter comigo e dizia-me que estava cada vez mais proximo o meu dia, mas que não era ainda nesse dia. O seu corpo esfarrapado corria velozmente à minha volta depressa e mais depressa, depois de tudo isso parava mesmo à minha frente, não sentia medo, mas a sua mão fria fazia-me sentir algo de verdadeiramente estranho.
"Que me querias dizer?"
"Obrigado por o ouvires..."
"Mas não oui nada."
"Os teus ouvidos não ouviram nada mas tu estavas disposto a ouvir."
Nos dias seguintes esforçava-me verdadeiramente por ouvir algo mas ela vinha sempre com a mesma conversa. Nada ouvia. Foi no meio de um desvario destes que me virei para ela e lhe perguntei-lhe porque é que não ouvia nada. Ela apenas me disse que se o fizesse, mesmo que distraidamente, morreria nesse mesmo instante.
No dia seguinte ao ir ter com ela não quis fazer nada mais que dar-lhe um beijo no seu crânio. Nada mais vi nos momentos seguintes. Tudo à minha volta rodava depressa demais e a única coisa que me aconteceu a seguir foi curioso...
Vi-me em frente a um lago. Ela disse "Bebe" eu recusei-me e ela quis falar comigo. Determinantemente eu recusei-me a ouvir e ela devolveu-me à vida.
Esta é a única coisa que verdadeiramente podem fazer por nós depois de mortos, desta forma poderemos sempre ser recordados na memória das pessoas que nos eram mais queridas e beijá-las durante a noite para que possam repousar mais tranquilamente pensando em nós da melhor forma.
Um dia quis ter a forma de um deus, quis ser como o eram aqueles seres do Antigo Egipto e que agora apenas são recordos através das estátuas, mas não consegui... Era como se a minha vontade de deixar de ser humano estivesse dependente da minha forma, queria ter garras para rasgar a minha carne, asas para que pudessem ser partidas por toda a humanidade, queria ter o corpo coberto de penas para que pudesse visitar os sonhos das outras pessoas, queria mandar raios para que pudessem ver o quanto às vezes me irritam mas que mantenho oculto sobre a máscara da minha mortalidade.
Um outro dia tentei invocar um espírito, acendi umas velas e tirei as roupas do meu corpo, reguei-me com a água mais pura do mais puro regato mas nada aconteceu, nem uma ténue brisa me veio dizer: "estou aqui", nada... A partir desse dia comecei a sentir-me profundamente sozinho, os rituais de pegar numa faca e cortar os pulsos seguiram-se dia após dia, cada dia rasgava mais um pedaço da minha carne e o meu fluído vital escorria pelas paredes acima como se a gravidade não existisse.
Todos os dias em que procedia ao meu ritual, sentia-me ser visitado por um deus, ou algo ainda mais poderoso que todos eles, penso que um espectro negro a que lhe dão o nome de morte. Não se aproximava de mim, apenas queria falar e eu estava disposto a ouvir. Todos os dias vinha ter comigo e dizia-me que estava cada vez mais proximo o meu dia, mas que não era ainda nesse dia. O seu corpo esfarrapado corria velozmente à minha volta depressa e mais depressa, depois de tudo isso parava mesmo à minha frente, não sentia medo, mas a sua mão fria fazia-me sentir algo de verdadeiramente estranho.
"Que me querias dizer?"
"Obrigado por o ouvires..."
"Mas não oui nada."
"Os teus ouvidos não ouviram nada mas tu estavas disposto a ouvir."
Nos dias seguintes esforçava-me verdadeiramente por ouvir algo mas ela vinha sempre com a mesma conversa. Nada ouvia. Foi no meio de um desvario destes que me virei para ela e lhe perguntei-lhe porque é que não ouvia nada. Ela apenas me disse que se o fizesse, mesmo que distraidamente, morreria nesse mesmo instante.
No dia seguinte ao ir ter com ela não quis fazer nada mais que dar-lhe um beijo no seu crânio. Nada mais vi nos momentos seguintes. Tudo à minha volta rodava depressa demais e a única coisa que me aconteceu a seguir foi curioso...
Vi-me em frente a um lago. Ela disse "Bebe" eu recusei-me e ela quis falar comigo. Determinantemente eu recusei-me a ouvir e ela devolveu-me à vida.
mais um texto para corpos
You should say I love you
You should say I love you
You should say I love you
You should say I love you...
But every day
Every day
You come
Every day
You pass by
You should say I love you
You should say I love you
You should say I love you
You should say I love you...
All those days
All those nights
I don't know why
don't know
don't
You should say I love you
You should say I love you
You should say I love you
You should say I love you...
I would give you
all the things you desire
all the things
things things
just look
You should say I love you
You should say I love you
You should say I love you
You should say I love you...
You should say I love you
You should say I love you
You should say I love you...
But every day
Every day
You come
Every day
You pass by
You should say I love you
You should say I love you
You should say I love you
You should say I love you...
All those days
All those nights
I don't know why
don't know
don't
You should say I love you
You should say I love you
You should say I love you
You should say I love you...
I would give you
all the things you desire
all the things
things things
just look
You should say I love you
You should say I love you
You should say I love you
You should say I love you...
Saturday, March 05, 2005
Friday, March 04, 2005
Dois homens cruzam-se na rua. Já não se viam desde que acabaram o curso, depois cada um seguiu o seu caminho. Um deles havia-se casado. O outro mantinha-se solteiro, não namorava.
Seguiram para um café e enquanto conversavam sobre as suas vidas uma mulher passa entre eles e pergunta-lhes se tinham um cigarro. Nenhum deles fumava, nenhum deles estava interessado sequer nela e ela percebendo isso afastou-se e eles puderam continuar a conversar.
Seguiram para um café e enquanto conversavam sobre as suas vidas uma mulher passa entre eles e pergunta-lhes se tinham um cigarro. Nenhum deles fumava, nenhum deles estava interessado sequer nela e ela percebendo isso afastou-se e eles puderam continuar a conversar.
Thursday, March 03, 2005
Thursday, February 24, 2005
You got to be so free...
esta foi das frases que mais me marcou o último concerto a que fui. Como fã que sou dos portugueses The Gift não poderia deixar de ir ao seu concerto na sua passagem aqui por Coimbra. Apesar de o seu novo álbum ser só por si um marco, o concerto foi mesmo divinal, uma mescla de sentimento, maluqueira e liberdade que eles me inspiram.
esta foi das frases que mais me marcou o último concerto a que fui. Como fã que sou dos portugueses The Gift não poderia deixar de ir ao seu concerto na sua passagem aqui por Coimbra. Apesar de o seu novo álbum ser só por si um marco, o concerto foi mesmo divinal, uma mescla de sentimento, maluqueira e liberdade que eles me inspiram.
Wednesday, February 23, 2005
sei lá... talvez mais um texto para dançar...
rua
nua
deserto
esperto
fica
perdida
multa
escondida
sempre
ou nada
quase
acabada
torno
ao centro
fico
perto
nada mais nada mais nada mais nada mais talvez nada mais!
nada mais nada mais nada mais nada mais talvez nada mais!
coisas moles
pedras cobras
escritas perdidas
pedras mortais
sempre eterno
sempre sonhais
amor de inverno
primavera... sois vida
não não não não não......
eu sou
não não não não não......
eu vou
não não não não não......
nada sei...
nada mais não não nada mais não não nada mais não não nada mais talvez nada mais!
nada mais não não nada mais não não nada mais não não nada mais talvez nada mais!
pedra esqueci momento vivi coisa morta deserto derreta gelado fiquei pasmado sonhei cansado vivi perdrado esqueci vida perdida sonho magia levo a via prometo sentia tempo fazia nada queria...
nada mais
talvez nada nada mais...
nua
deserto
esperto
fica
perdida
multa
escondida
sempre
ou nada
quase
acabada
torno
ao centro
fico
perto
nada mais nada mais nada mais nada mais talvez nada mais!
nada mais nada mais nada mais nada mais talvez nada mais!
coisas moles
pedras cobras
escritas perdidas
pedras mortais
sempre eterno
sempre sonhais
amor de inverno
primavera... sois vida
não não não não não......
eu sou
não não não não não......
eu vou
não não não não não......
nada sei...
nada mais não não nada mais não não nada mais não não nada mais talvez nada mais!
nada mais não não nada mais não não nada mais não não nada mais talvez nada mais!
pedra esqueci momento vivi coisa morta deserto derreta gelado fiquei pasmado sonhei cansado vivi perdrado esqueci vida perdida sonho magia levo a via prometo sentia tempo fazia nada queria...
nada mais
talvez nada nada mais...
a chuva recomeçou; parece que vem tarde mas talvez cedo estamos nós à sua espera.
a chuva voltou e com ela a grande melancolia do inverno, a solidão dos isoladas, a purificação dos pecadores.
a chuva voltou, mas com ela regressaram as minhas aulas às quais a minha teimosia guerria com a minha preguiça.
a chuva voltou tal como voltam as coisas todas na nossa vida
a chuva voltou sem preencher o vazio das nossas lágrimas... LÁGRIMAS?????
Aqui há dias estava a pensar em chorar. Sentei-me num banco de jardim que encontrei à minha disposição e pus-me a soltar a água dos meus olhos tristes. Em pouco o banco começou a ficar encharcado; mas não era das minhas lágrimas, antes da água que caía do céu. Deixei-me ficar por uns momentos, apreciando o seu poder renovador, o poder de conseguir libertar a terra da sua secura terrosa e lançar-nos num lamaçal de vida.
Aqui há dias pensei que estava a chorar. Não queria de maneira alguma soltar as lágrimas que teimavam em sair da minha pupila, estava cheia. A tristeza que não sentia não deixava de lançar-me num vazio de sentimentos, algo parecido a sentir que se está a morrer de velhice e nada mais se pode fazer.
Há dias puz-me a pensar como seria largar todas as lágrimas que tenho presas desta minha condição de mortal...
a chuva voltou e com ela a grande melancolia do inverno, a solidão dos isoladas, a purificação dos pecadores.
a chuva voltou, mas com ela regressaram as minhas aulas às quais a minha teimosia guerria com a minha preguiça.
a chuva voltou tal como voltam as coisas todas na nossa vida
a chuva voltou sem preencher o vazio das nossas lágrimas... LÁGRIMAS?????
Aqui há dias estava a pensar em chorar. Sentei-me num banco de jardim que encontrei à minha disposição e pus-me a soltar a água dos meus olhos tristes. Em pouco o banco começou a ficar encharcado; mas não era das minhas lágrimas, antes da água que caía do céu. Deixei-me ficar por uns momentos, apreciando o seu poder renovador, o poder de conseguir libertar a terra da sua secura terrosa e lançar-nos num lamaçal de vida.
Aqui há dias pensei que estava a chorar. Não queria de maneira alguma soltar as lágrimas que teimavam em sair da minha pupila, estava cheia. A tristeza que não sentia não deixava de lançar-me num vazio de sentimentos, algo parecido a sentir que se está a morrer de velhice e nada mais se pode fazer.
Há dias puz-me a pensar como seria largar todas as lágrimas que tenho presas desta minha condição de mortal...
Thursday, February 17, 2005
um testo lânguido para dança a pares
languido..........
como o meu rasto de sangue...
molho a vida como que não mais sente viver...
languido............
é como a dor que não mais sinto a bater por dentro...
vivo a vida morrendo...
languido..............
sono e dor de quem acorda levemente nos teus braços...
a preguiça de erguer o corpo na manhã...
languido..............
sente o mesmo que a minha moleza de deixar
que me faças o que queres sem eu reclamar...
languido..............
sofredor da mesma dor, do mesmo amor que tu não tens...
abre
sente
mostra o que tens, eu não sou tu
não mostro o que dou
abre
sente
respira o meu odor que não vem
que não tem amor por ti...
como eu não via nada em ti...
tua minha dor fascina cor amor fulmina quebra dorme vai buscar traz calor coma quente faz-te sente quebra dobra abre o teu... lado fiel
como quem mostra que nada esconde no ar
eu não sei onde fiquei
junto a ti
aqui
neste
lânguido.........
eu não sou mais um dos outros
dos que dormem em casas de vidro..
lânguido.........
quem não mais abre a porta sou eu...
quem não mais visita a vida...
sou eu.
como o meu rasto de sangue...
molho a vida como que não mais sente viver...
languido............
é como a dor que não mais sinto a bater por dentro...
vivo a vida morrendo...
languido..............
sono e dor de quem acorda levemente nos teus braços...
a preguiça de erguer o corpo na manhã...
languido..............
sente o mesmo que a minha moleza de deixar
que me faças o que queres sem eu reclamar...
languido..............
sofredor da mesma dor, do mesmo amor que tu não tens...
abre
sente
mostra o que tens, eu não sou tu
não mostro o que dou
abre
sente
respira o meu odor que não vem
que não tem amor por ti...
como eu não via nada em ti...
tua minha dor fascina cor amor fulmina quebra dorme vai buscar traz calor coma quente faz-te sente quebra dobra abre o teu... lado fiel
como quem mostra que nada esconde no ar
eu não sei onde fiquei
junto a ti
aqui
neste
lânguido.........
eu não sou mais um dos outros
dos que dormem em casas de vidro..
lânguido.........
quem não mais abre a porta sou eu...
quem não mais visita a vida...
sou eu.
Wednesday, February 16, 2005
Tuesday, February 15, 2005
A minha por vezes tem alturas em que nada se passa.... Por vezes parece, no entanto que tudo se passa ao mesmo tempo. Por exemplo o dia de ontem foi exemplo disso mesmo:
Depois do meu último exame deste semestre, ia sendo quase atropelado por um carro funerário. Acho que esse é um daqueles acontecimentos que é praticamente surreal na vida de uma pessoa. Como se não bastasse, há imensa gente nas ruas pois no dia anterior morreu a Irmão Lúcia, o que me deixa demasiado atormentado; gosto de cidades calmas e coimbra é uma delas.
Durante a noite tenho ensaios e depois deles fui com uma colega para um bar, supostamente para lhe explicar umas coisas enquanto beberíamos um tango (como ela disse, uma bebida de gajas) nesse bar cruzamo-nos com uma colega nossa, daquelas que só se vê de mês a mês e toca a meter conversa em dia.
A cena mais surreal da nossa estadia naquele pequeno e singelo bar foi a aparição de um irlandês que não conhecíamos de lado nenhum vir ter connosco dizendo que estava bêbado se poderia tar connosco um bocado. A verdade é que esse bocado se prolongou até às 05h da manhã. Levei a minha colega a casa e depois de me deitar, às 7:30 da manhã toca o despertador do meu telemível, cujo sítio não fazia a mínima ideia onde estava e que não estava com preocupação de procurar. Como se não bastasse às 11h liga-me a minha chefe para a atribuição de uns trabalhitos. Nessa altura lá encontrei o meu telemóvel e me dei ao trabalho de acordar um pouco mais, notando então que tinha uma dor a tinir nos meus dentes.
no commnets.. lol
Depois do meu último exame deste semestre, ia sendo quase atropelado por um carro funerário. Acho que esse é um daqueles acontecimentos que é praticamente surreal na vida de uma pessoa. Como se não bastasse, há imensa gente nas ruas pois no dia anterior morreu a Irmão Lúcia, o que me deixa demasiado atormentado; gosto de cidades calmas e coimbra é uma delas.
Durante a noite tenho ensaios e depois deles fui com uma colega para um bar, supostamente para lhe explicar umas coisas enquanto beberíamos um tango (como ela disse, uma bebida de gajas) nesse bar cruzamo-nos com uma colega nossa, daquelas que só se vê de mês a mês e toca a meter conversa em dia.
A cena mais surreal da nossa estadia naquele pequeno e singelo bar foi a aparição de um irlandês que não conhecíamos de lado nenhum vir ter connosco dizendo que estava bêbado se poderia tar connosco um bocado. A verdade é que esse bocado se prolongou até às 05h da manhã. Levei a minha colega a casa e depois de me deitar, às 7:30 da manhã toca o despertador do meu telemível, cujo sítio não fazia a mínima ideia onde estava e que não estava com preocupação de procurar. Como se não bastasse às 11h liga-me a minha chefe para a atribuição de uns trabalhitos. Nessa altura lá encontrei o meu telemóvel e me dei ao trabalho de acordar um pouco mais, notando então que tinha uma dor a tinir nos meus dentes.
no commnets.. lol
Monday, February 14, 2005
Diferenças e Marginalizados
a minha vida tem coisas que são verdadeiramente surreais. Aui há dias regressava eu à casa de meus pais quando entram duas pessoas, coisa normal e, notando eu que estavam com uns copos a mais nada liguei ao facto de me dizerem que eram presos. Mostraram-me comprovativos e tudo.
A minha dor de cabeça que se acentuava com os ares condicionados do expresso não me deixava sentir o que me diziam e assimilar uma coisa que há muito tempo queria, falar com reclusos.
A história deles pouco me importava; o que verdadeiramente me importava era a sua posição no mundo como pessoas. Eles, tal como eu me sinto muitas vezes, são sempre pessoas excluídas da sociedade. Podem ter feito um pequena coisa, mas era como se tivessem morto 250 pessoas como fez um médico algures no estrangeiro.
Senti na pele que um deles quando saísse iria à sua vida, aliás várias vezes disse que estava a pagar pelo que tinha feito; quanto ao outro, o caso era bem diferente, acho que quando saisse iria vingar-se dos polícias e voltaria à vida do crime.
Todos nós de alguma forma somos criminosos, quer por cometermos crimes, quer por negligenciarmos outras pessoas. Recordo agora um anúncio que vi na televisão: um gajo entra num combóio e à sua frente está uma rapariga linda que lhe começa a fazer sinais com o pé. Ele apercebe-se de que chama a atenção dela e quando levanta um bloco a dizer "help me" converte-se num daqueles bonecos das montras das lojas. nos bancos da carruagem estavam outras raparigas iguais. Milhões de mulheres são usadas como objecto. Milhões de pessoas são tratadas como objectos. Temos nós de continuar assim??????
prometo falar um pouco mais sobre este assunto quando calhar...
A minha dor de cabeça que se acentuava com os ares condicionados do expresso não me deixava sentir o que me diziam e assimilar uma coisa que há muito tempo queria, falar com reclusos.
A história deles pouco me importava; o que verdadeiramente me importava era a sua posição no mundo como pessoas. Eles, tal como eu me sinto muitas vezes, são sempre pessoas excluídas da sociedade. Podem ter feito um pequena coisa, mas era como se tivessem morto 250 pessoas como fez um médico algures no estrangeiro.
Senti na pele que um deles quando saísse iria à sua vida, aliás várias vezes disse que estava a pagar pelo que tinha feito; quanto ao outro, o caso era bem diferente, acho que quando saisse iria vingar-se dos polícias e voltaria à vida do crime.
Todos nós de alguma forma somos criminosos, quer por cometermos crimes, quer por negligenciarmos outras pessoas. Recordo agora um anúncio que vi na televisão: um gajo entra num combóio e à sua frente está uma rapariga linda que lhe começa a fazer sinais com o pé. Ele apercebe-se de que chama a atenção dela e quando levanta um bloco a dizer "help me" converte-se num daqueles bonecos das montras das lojas. nos bancos da carruagem estavam outras raparigas iguais. Milhões de mulheres são usadas como objecto. Milhões de pessoas são tratadas como objectos. Temos nós de continuar assim??????
prometo falar um pouco mais sobre este assunto quando calhar...
Thursday, February 10, 2005
Texto para dança
1 2 1 2 3 1 2 1 2 3
pausa pausa pausa
4 5 4 5 4 5 1 2 3 4 5
pausa pausa
deixem-me ver se consigo
1 2 3
recordo vagamente
1 1 1
que nada vi nesta casa
1 2 3
três quadros pintados
2 2 2
uma experiência ao luar
1 1 2 1 1 2 2 3 3 3 3
maravilhas sobre o mundo podem ser ditas
3 4 5 1
mas nada da minha boca sairá
aaaaaaaaaaaaa
1 1 1
dente cariado
3 3 2
Vaginas a descoberto
2 2 2
gritos de desespero
1 2 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4
viagens demoníacas...
sonhos desilusões tristeza morte reflexão pensamento deserto magia luar branco cinza
cinza amarelo branco verde vermelho cinza amarelo verde amarelo branco cinza verde vermelho conza amarelo verde azul cinza vermelho azul branco azul cinza verde cinza azul preto vermelho verde amarelo conza verde preto branco azul preto cinza branco verde amarelo cinza vermelho amarelo cinza preto cinza castanho
Vidas perdidas num jogo de cabra-cega passeiam-se pelo mundo
amarelo preto verde castanho cinza castanho cinza verde castanho verde cinza vermelho amarelo vermelho castanho conza amarelo vermelho verde vermelho cinza vermelho verde vermelho cinza castanho vermelho cinza preto branco castanho verde vermelho castanho verde amarelo verde castanho branco branco branco
ao fundo três personagens dançam uma valsa mas nada se ouve elas sentem algo dentro delas mas não o sabem exprimir
vermelho castanho vermelho verde vermelho preto vermelho branco vermelho castanho vermelho verde vermelho castanho vermelho preto vermelho branco vermelho castanho vermelho preto vermelho verde vermelho castanho vermelho verde vermelho preto vermelho verde vermelho amarelo vermelho azul vermelho
gostas do sabor da minha boca?
sabe a morangos. e a minha?
sabe a romã
romã...
azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco
o meu nome não deve ser pronunciado em voz alta. em vez disso deve ser dito muito suavemente para que ninguém se assuste ao descobrir que sou
preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto
gosto de olhar para o céu é claro como as nuvens que passam
mas tu nunca viste nuvens
é como se as visse, brilham no meu peito
pausa pausa pausa
4 5 4 5 4 5 1 2 3 4 5
pausa pausa
deixem-me ver se consigo
1 2 3
recordo vagamente
1 1 1
que nada vi nesta casa
1 2 3
três quadros pintados
2 2 2
uma experiência ao luar
1 1 2 1 1 2 2 3 3 3 3
maravilhas sobre o mundo podem ser ditas
3 4 5 1
mas nada da minha boca sairá
aaaaaaaaaaaaa
1 1 1
dente cariado
3 3 2
Vaginas a descoberto
2 2 2
gritos de desespero
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viagens demoníacas...
sonhos desilusões tristeza morte reflexão pensamento deserto magia luar branco cinza
cinza amarelo branco verde vermelho cinza amarelo verde amarelo branco cinza verde vermelho conza amarelo verde azul cinza vermelho azul branco azul cinza verde cinza azul preto vermelho verde amarelo conza verde preto branco azul preto cinza branco verde amarelo cinza vermelho amarelo cinza preto cinza castanho
Vidas perdidas num jogo de cabra-cega passeiam-se pelo mundo
amarelo preto verde castanho cinza castanho cinza verde castanho verde cinza vermelho amarelo vermelho castanho conza amarelo vermelho verde vermelho cinza vermelho verde vermelho cinza castanho vermelho cinza preto branco castanho verde vermelho castanho verde amarelo verde castanho branco branco branco
ao fundo três personagens dançam uma valsa mas nada se ouve elas sentem algo dentro delas mas não o sabem exprimir
vermelho castanho vermelho verde vermelho preto vermelho branco vermelho castanho vermelho verde vermelho castanho vermelho preto vermelho branco vermelho castanho vermelho preto vermelho verde vermelho castanho vermelho verde vermelho preto vermelho verde vermelho amarelo vermelho azul vermelho
gostas do sabor da minha boca?
sabe a morangos. e a minha?
sabe a romã
romã...
azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco
o meu nome não deve ser pronunciado em voz alta. em vez disso deve ser dito muito suavemente para que ninguém se assuste ao descobrir que sou
preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto
gosto de olhar para o céu é claro como as nuvens que passam
mas tu nunca viste nuvens
é como se as visse, brilham no meu peito
Put a little smile in my face and I'll give you the world.
Faz de mim um ser humano e farei de ti um deus. Dá-me vida e dou-te todo o dinheiro do mundo... Impossibilidades... os gestos de mais de metade do mundo resumem-se a um só: MATAR O PRÓXIMO. É claro que existem excepções mas é preciso não nos esquecermos de que este mundo não é um mundo de excepções. Antes um mundo de seres que se querem todos iguais; qualquer falha é detida e encarcerada...
Give me your life and I will lay my body over my grave.
Duas situações que me vieram à cabeça. Não as consigo unir, nem achar nada nelas que as aproxime; talvez seja cansaço, talvez seja fragilidade no pensamento. Uma coisa sei... é que povoaram a minha cabeça durante uns minutos.
Faz de mim um ser humano e farei de ti um deus. Dá-me vida e dou-te todo o dinheiro do mundo... Impossibilidades... os gestos de mais de metade do mundo resumem-se a um só: MATAR O PRÓXIMO. É claro que existem excepções mas é preciso não nos esquecermos de que este mundo não é um mundo de excepções. Antes um mundo de seres que se querem todos iguais; qualquer falha é detida e encarcerada...
Give me your life and I will lay my body over my grave.
Duas situações que me vieram à cabeça. Não as consigo unir, nem achar nada nelas que as aproxime; talvez seja cansaço, talvez seja fragilidade no pensamento. Uma coisa sei... é que povoaram a minha cabeça durante uns minutos.
Wednesday, February 09, 2005
Há dias como hoje em que sinto que toda a normalidade da minha vida é flagrante. Tudo o que pretendo fazer são coisas puramente simples mas que nunca resultam. As pessoas com quem convivo são sempre as mesmas, as coisas são sempre iguais, nunca correm como deveriam.
Lembro-me de falar com um amigo meu que tem andado a estudar e tem tido alguns problemas em relação a isso, trabalha e vai estudando à noite. Eu, em vez disso, sinto-me neste momento forçado a estudar e acabar o curso para vir a fazer alguma coisa.
Há poucos dias acabarm com um dos meus maiores sonhos, acordando-me para uma realidade que não queria ver: o grupo de teatro a que vou pertencendo não é um lugar de experimentação que anseava, antes um sistema ditatorial ao qual me terei de aguentar. Sair? Ponderei bem essa hipótese, no entanto preciso de me aguentar até uma próxima reunião de direcção para conseguir aos exames de época especial. Aturar pessoas que nã aceitam o facto de ser diferente delas, o ser gozado e mesmo espezinhado dão comigo em doido só esperando o dia em que possa rebentar e mostrar-lhes o que são.
Vejo pessoas ao redor de mim mas nada me dizem, vejo pessoas que nada me são e penso que continuo a passar os meus dias sozinho, sem que uma chama inunde a minha vida.
Farto de exames...
Farto de solidão...
Farto de gozarem comigo...
Não sei por onde me hei-de virar. Sinto todo o meu universo à minha volta girar depressa demais sem eu o conseguir acompanhar. Gostava de escrever coisas bonitas, gostava de poder contar uma vida interessante, onde tudo acontece bem ou mal e ficava na mesma. Só que não posso. NÃO CONSIGO... Os meus nervos lantejam ao tentar escrever poemas e frases melódicas, a minha cabeça diz-me que nada disso é a minha vida.
Uma lágrima escorre-me na face............................. apenas.
Lembro-me de falar com um amigo meu que tem andado a estudar e tem tido alguns problemas em relação a isso, trabalha e vai estudando à noite. Eu, em vez disso, sinto-me neste momento forçado a estudar e acabar o curso para vir a fazer alguma coisa.
Há poucos dias acabarm com um dos meus maiores sonhos, acordando-me para uma realidade que não queria ver: o grupo de teatro a que vou pertencendo não é um lugar de experimentação que anseava, antes um sistema ditatorial ao qual me terei de aguentar. Sair? Ponderei bem essa hipótese, no entanto preciso de me aguentar até uma próxima reunião de direcção para conseguir aos exames de época especial. Aturar pessoas que nã aceitam o facto de ser diferente delas, o ser gozado e mesmo espezinhado dão comigo em doido só esperando o dia em que possa rebentar e mostrar-lhes o que são.
Vejo pessoas ao redor de mim mas nada me dizem, vejo pessoas que nada me são e penso que continuo a passar os meus dias sozinho, sem que uma chama inunde a minha vida.
Farto de exames...
Farto de solidão...
Farto de gozarem comigo...
Não sei por onde me hei-de virar. Sinto todo o meu universo à minha volta girar depressa demais sem eu o conseguir acompanhar. Gostava de escrever coisas bonitas, gostava de poder contar uma vida interessante, onde tudo acontece bem ou mal e ficava na mesma. Só que não posso. NÃO CONSIGO... Os meus nervos lantejam ao tentar escrever poemas e frases melódicas, a minha cabeça diz-me que nada disso é a minha vida.
Uma lágrima escorre-me na face............................. apenas.
Tuesday, February 08, 2005
Saturday, February 05, 2005
Cada dia que passa é mais um dia para a morte. Não sei onde ouvi isto mas cada vez me importo menos com o que as pessoas vão dizendo; a vida é para ser vivida, não para ser esquecida.
Lembro-me de ontem ter lido qualquer coisa acerca do esquecimento da nossa nação por pessoas que foram importantes para a construção da nossa história, no dia de Camões quem comemora a sua morte... Morreu pobre e no esquecimento e no esquecimento continuará. Para nós ele é como uma sombra, um fantasma que no lembra de umpassado remoto, de tempos de glória que so ele soube elevar.
Lembro-me também de ontem ter ouvido alguém dizer que era conhecido a nível nacional, mas se fosse tão antigo como a torre dos Clérigos possivelmente seria conhecido a nível mundial.
As pessoas passam por nós e mandam-nos falas, o mundo é preenchido de sons, de pessoas, de objectos. Mas no fundo de nós mesmos algo nos diz para passarmos além da vulgaridade da nossa condição de mortais, sermos elevados até que reconheçamo nosso mérito. Cada dia que passa mais nos vamos sentindo pressionados por toda a sociedade que nos rodeia, por todas as regras que nos pomos a aceitar e vamos vivendo como se costuma dizer, uma vida normal. Mas as coisas não são bem assim, todos os dias nos vamos cruzando com pessoas que achamos estranhas e que por vezes preferimos não olhar. Eu tenho uma certa ternura em relação a essas pessoas, para mim elas são como uns tristes malmequeres que crescem num relvado mas que por serem diferentes deverão ser cortados.
Todas as pessoas que me cercam dizem que são normais. Eu pergunto o que é ser normal? Eu por vezes não me considero normal, perco-me por direcções alternativas, escolho formas de vida que a maioria das pessoas consideraria anormal, mas é sempre uma vida, uma escolha de vida que as pessoas devem respeitar.
Uma flor reluz na entrada do antro da minha vida. Não é bonita mas é sempre uma flor, um milagre da natureza. Depois da entrada segue-se uma enorme sala. Nada mais se vê que a flor à entrada sorrindo para nós. Não nos diz nada, é tão egoísta como a rosa do Princepezinho de Saint-Exupérie. Entra-se e so se vêm tristezas; as alegrias são ocultadas pela mácula enorme da mancha da tristeza.
SÓ..............................................
A vida corre o seu caminho mas nós vamo-nos perdendo em memórias, imagens e recordações que preferiríamos esquecer ou das quais não nos orgulhamos, mas das quais não nos poderemos esquecer nunca mais. o peso de tudo isto começa a fazer ceder a caverna da minha vida e, por vezes esse tecto tende a ceder ao peso de tudo e ameaçar ceder.
Várias vezes caminhei por essa caverna e um pedaço desse tecto me caíu em cima da cabeça.
Confuso.....................................
Algumas vezes sinto que as minhas memórias não são verdadeiras, antes são uma espécie de mistura de passado que memeteram na cabeça; algo queesqueci foi o meu verdadeiro passado, uma imagem indistinta passa-me à frente e não a reconheço. Sei que deveria conhecer pois teve algo a ver comigo so que o tempo foi alterando, tirando, mudando as minhas memórias como se no final fosse uma pessoa com amnésia cheia de memórias que não sabe bem se serão dela ou de outras pessoas.
É desta forma que me vou tornando mais uma pessoa deste mundo... um mundo que mais valia a pena esquecer e começar de novo.
É desta forma que vou caindo no esquecimento, que a minha vida ganha sentido para mim mas que será esquecida de todos.
Lembro-me de ontem ter lido qualquer coisa acerca do esquecimento da nossa nação por pessoas que foram importantes para a construção da nossa história, no dia de Camões quem comemora a sua morte... Morreu pobre e no esquecimento e no esquecimento continuará. Para nós ele é como uma sombra, um fantasma que no lembra de umpassado remoto, de tempos de glória que so ele soube elevar.
Lembro-me também de ontem ter ouvido alguém dizer que era conhecido a nível nacional, mas se fosse tão antigo como a torre dos Clérigos possivelmente seria conhecido a nível mundial.
As pessoas passam por nós e mandam-nos falas, o mundo é preenchido de sons, de pessoas, de objectos. Mas no fundo de nós mesmos algo nos diz para passarmos além da vulgaridade da nossa condição de mortais, sermos elevados até que reconheçamo nosso mérito. Cada dia que passa mais nos vamos sentindo pressionados por toda a sociedade que nos rodeia, por todas as regras que nos pomos a aceitar e vamos vivendo como se costuma dizer, uma vida normal. Mas as coisas não são bem assim, todos os dias nos vamos cruzando com pessoas que achamos estranhas e que por vezes preferimos não olhar. Eu tenho uma certa ternura em relação a essas pessoas, para mim elas são como uns tristes malmequeres que crescem num relvado mas que por serem diferentes deverão ser cortados.
Todas as pessoas que me cercam dizem que são normais. Eu pergunto o que é ser normal? Eu por vezes não me considero normal, perco-me por direcções alternativas, escolho formas de vida que a maioria das pessoas consideraria anormal, mas é sempre uma vida, uma escolha de vida que as pessoas devem respeitar.
Uma flor reluz na entrada do antro da minha vida. Não é bonita mas é sempre uma flor, um milagre da natureza. Depois da entrada segue-se uma enorme sala. Nada mais se vê que a flor à entrada sorrindo para nós. Não nos diz nada, é tão egoísta como a rosa do Princepezinho de Saint-Exupérie. Entra-se e so se vêm tristezas; as alegrias são ocultadas pela mácula enorme da mancha da tristeza.
SÓ..............................................
A vida corre o seu caminho mas nós vamo-nos perdendo em memórias, imagens e recordações que preferiríamos esquecer ou das quais não nos orgulhamos, mas das quais não nos poderemos esquecer nunca mais. o peso de tudo isto começa a fazer ceder a caverna da minha vida e, por vezes esse tecto tende a ceder ao peso de tudo e ameaçar ceder.
Várias vezes caminhei por essa caverna e um pedaço desse tecto me caíu em cima da cabeça.
Confuso.....................................
Algumas vezes sinto que as minhas memórias não são verdadeiras, antes são uma espécie de mistura de passado que memeteram na cabeça; algo queesqueci foi o meu verdadeiro passado, uma imagem indistinta passa-me à frente e não a reconheço. Sei que deveria conhecer pois teve algo a ver comigo so que o tempo foi alterando, tirando, mudando as minhas memórias como se no final fosse uma pessoa com amnésia cheia de memórias que não sabe bem se serão dela ou de outras pessoas.
É desta forma que me vou tornando mais uma pessoa deste mundo... um mundo que mais valia a pena esquecer e começar de novo.
É desta forma que vou caindo no esquecimento, que a minha vida ganha sentido para mim mas que será esquecida de todos.
Friday, February 04, 2005
Exames
- que tens feito?
- exames.
existe tristeza maior que sentirmos que toda a gente faz a mesma coisa que nós na mesma altura. parecemos automatos... estuando para akilo... estudando para isto...
por vezes encontramos pessoal que so vemos em exames.
a desolação de salas de estudo
o transporte de livros e folhas de um lado para o outro
as cábulas a serem feitas
o pessoal a passar e a chumbar...
tudo faz parte desse grande mundo que é o mundo futurista, um mundo em que nada mais faremos que aquilo que as máquinas nos dizem para fazermos, onde todos fazemos o mesmo e não existem personalidades...
- exames.
existe tristeza maior que sentirmos que toda a gente faz a mesma coisa que nós na mesma altura. parecemos automatos... estuando para akilo... estudando para isto...
por vezes encontramos pessoal que so vemos em exames.
a desolação de salas de estudo
o transporte de livros e folhas de um lado para o outro
as cábulas a serem feitas
o pessoal a passar e a chumbar...
tudo faz parte desse grande mundo que é o mundo futurista, um mundo em que nada mais faremos que aquilo que as máquinas nos dizem para fazermos, onde todos fazemos o mesmo e não existem personalidades...
Friday, January 28, 2005
Palavras... Exprimir-me...
por vezes é complicado escrever
que fazer quando a nossa pena é afastada e regressamos com muita calma sem saber que palavras juntar. que frases construir, que coisas transmitir aos outros...
o amor que tento exprimir, as coisas que me vão dentro ficam sempre reprimidas, ofuscadas, demasiado pensadas... As palavras custam a sair como gostaria que saíssem.
Palavras Palavras
Porque tem de ser tudo dito quando tanto ficar por dizer...
que fazer quando a nossa pena é afastada e regressamos com muita calma sem saber que palavras juntar. que frases construir, que coisas transmitir aos outros...
o amor que tento exprimir, as coisas que me vão dentro ficam sempre reprimidas, ofuscadas, demasiado pensadas... As palavras custam a sair como gostaria que saíssem.
Palavras Palavras
Porque tem de ser tudo dito quando tanto ficar por dizer...
Thursday, January 27, 2005
Tuesday, January 25, 2005
sei lá o que é isto
ouço-te à distância... quero fugir do que me espera mas sei que quando vieres que voltarei para os teus braços como se nada se tivesse passado de mal entre nós. A distância que nos separa é nula quando ouço o bater da minha porta. Sei de quem se trata.
Tanto quero como não quero. Mas o som insistente em redor de mim leva-me a ir até à porta e lá estás tu... o mesmo de sempre. Não percebo porque voltas sempre passados uns tempos. Sempre que me apareces vejo no teu rosto tudo o que se passou enquanto estiveste fora da minha vida.
O teu cheiro é sempre o mesmo... Os teus olhos, sempre cansados de horas de sono que não exsitiram, olham-me ternamente e eu derreto...
Voltas com todo o teu vigor para mim tal como a seguir me deixas. Eu sou como que o teu refúgio. Amo-te mas tu não me ligas nenhuma... Tento cada dia que passa esquecer-te e quando a minha vida retoma a sua normalidade voltas do nada revolucionando completamente tudo o que tinha pensado em relação à nossa relação.
Para esquecer definitivamente tento viajar mas assim que marco a viagem recordo a nossa última saída do país... Perco-me definitivamente e esqueço do objectivo que tinha em mente. Já não dá...
Passo por uma ponte e nada mais me dá na cabeça que atirar-me dali para baixo... Estou farto de ser seguido por um fantasma do meu passado. Farto de sempre que apareces à minha porta nos beijemos loucamente como se nada se tivesse passado, farto de andar mergulhado num mar de tristeza por me deixares sempre que penso ter-te conquistado, farto de fazermos sexo sem parar até quase cair para o lado, farto de fazer as tuas vontades...
Deixei-me ser seguido por ti e quero acabar com tudo isso. Todas as boas recordações que tínhamos foram-se e agora resta em mim a mágoa de te ter conhecido.
Vivemos as nossas vidas em encontros e separações, infidelidades e traições... nada do que sentimos é verdadeiro em relação ao outro.
O amor será sempre o mesmo... nenhum.
Todas as melodias que nos cercam são os fantasmas de coisas que aconteceram mas que nunca deveriam ter existido.
Tanto quero como não quero. Mas o som insistente em redor de mim leva-me a ir até à porta e lá estás tu... o mesmo de sempre. Não percebo porque voltas sempre passados uns tempos. Sempre que me apareces vejo no teu rosto tudo o que se passou enquanto estiveste fora da minha vida.
O teu cheiro é sempre o mesmo... Os teus olhos, sempre cansados de horas de sono que não exsitiram, olham-me ternamente e eu derreto...
Voltas com todo o teu vigor para mim tal como a seguir me deixas. Eu sou como que o teu refúgio. Amo-te mas tu não me ligas nenhuma... Tento cada dia que passa esquecer-te e quando a minha vida retoma a sua normalidade voltas do nada revolucionando completamente tudo o que tinha pensado em relação à nossa relação.
Para esquecer definitivamente tento viajar mas assim que marco a viagem recordo a nossa última saída do país... Perco-me definitivamente e esqueço do objectivo que tinha em mente. Já não dá...
Passo por uma ponte e nada mais me dá na cabeça que atirar-me dali para baixo... Estou farto de ser seguido por um fantasma do meu passado. Farto de sempre que apareces à minha porta nos beijemos loucamente como se nada se tivesse passado, farto de andar mergulhado num mar de tristeza por me deixares sempre que penso ter-te conquistado, farto de fazermos sexo sem parar até quase cair para o lado, farto de fazer as tuas vontades...
Deixei-me ser seguido por ti e quero acabar com tudo isso. Todas as boas recordações que tínhamos foram-se e agora resta em mim a mágoa de te ter conhecido.
Vivemos as nossas vidas em encontros e separações, infidelidades e traições... nada do que sentimos é verdadeiro em relação ao outro.
O amor será sempre o mesmo... nenhum.
Todas as melodias que nos cercam são os fantasmas de coisas que aconteceram mas que nunca deveriam ter existido.
Friday, January 21, 2005
Thursday, January 06, 2005
As pessoas regressam a suas casas e o gelo amontoa-se nos recantos das ruas desertas de vida. O ar está pesado, cheira a bolos, o Natal ainda se faz sentir. As pessoas passeiam os seus corpos mais pesados dos quilos de comida que ingeriram, dos doces, bolos e banquetes servidos nessas festividades. Como é bonito ver na cara das pessoas a alegria do Natal e Ano Novo. Os votos de felicidades ainda se fazem ouvir. Ao longe o rio que corria há alguns meses deixou de se ouvir; o gelo dominou a água, a frescura da água deixou de sentir em vez da gélida aspereza da camada fria.
No meio de todo o silêncio existem pessoas em casa, está frio demais para se sair. Numa destas casas não existe fogueira, não existem bolos. As pessoas estão tão frias como as ruas que cercam a casa. Nesta casa não existe Natal, e o Ano Novo passou ao lado, mas mesmo assistem a mais um programa na televisão.
As pessoas do outro lado lado do grande ecrã pessoas passeiam câmeras de um lado para o outro, não podem descansar nem mesmo nestes dias, o Ano Novo para eles significa inovar, ter novos programas e muito trabalho.
A família sem Natal aquece-se com o resto de comida bem quente que ainda têm. Vêm televisão. Nada fazem, as coisas ficam por fazer. Os presentes, comprados com meses de antecedência amontoam-se como as prendas ideais que comprarão a amizade por mais um ano.
No meio de todo o silêncio existem pessoas em casa, está frio demais para se sair. Numa destas casas não existe fogueira, não existem bolos. As pessoas estão tão frias como as ruas que cercam a casa. Nesta casa não existe Natal, e o Ano Novo passou ao lado, mas mesmo assistem a mais um programa na televisão.
As pessoas do outro lado lado do grande ecrã pessoas passeiam câmeras de um lado para o outro, não podem descansar nem mesmo nestes dias, o Ano Novo para eles significa inovar, ter novos programas e muito trabalho.
A família sem Natal aquece-se com o resto de comida bem quente que ainda têm. Vêm televisão. Nada fazem, as coisas ficam por fazer. Os presentes, comprados com meses de antecedência amontoam-se como as prendas ideais que comprarão a amizade por mais um ano.
Wednesday, January 05, 2005
estou out of my record
passo-me com as pessoas à minha volta
nada me parece definido
sou uma espécie de sombra aleatória da minha presença
nada me surge
nada mesmo...
procuro em caminhos que nunca percorri por algo que me chame
mas até os pássaros se calaram
nada...
nada
nem som
nem sopro de vento
nem o ténue brilho de um lábio
passo-me com as pessoas à minha volta
nada me parece definido
sou uma espécie de sombra aleatória da minha presença
nada me surge
nada mesmo...
procuro em caminhos que nunca percorri por algo que me chame
mas até os pássaros se calaram
nada...
nada
nem som
nem sopro de vento
nem o ténue brilho de um lábio
Monday, January 03, 2005
Perguntas
Um dia perguntaram-me se preferia viver ou morrer? Eu respondi que nunca estive tão morto para viver.
Perguntaram-se também se preferiria morrer de ataque cardíaco ou de suicídio. Eu respondi que preferia morrer de suicídio, nunca suportaria a ideia de o meu coração vencer o meu corpo...
Perguntaram-se também se preferiria morrer de ataque cardíaco ou de suicídio. Eu respondi que preferia morrer de suicídio, nunca suportaria a ideia de o meu coração vencer o meu corpo...
Sunday, January 02, 2005
regresso
n sei a q propósito escrever
não sei mesmo. Queria escrever alguam coisa de jeito mas as palavras não me saem... o suor da minha vida passada não sai, o sangue da minha vida presente não sara a ferida que me doi. Preferiria gritar mas n consigo, as palavras que queria que saissem colam-se a todo o meu corpo
gostava de dormir quente e gelo durante a noite............
onde está o meu destino perdido?
onde estou eu próprio?
não sei mesmo. Queria escrever alguam coisa de jeito mas as palavras não me saem... o suor da minha vida passada não sai, o sangue da minha vida presente não sara a ferida que me doi. Preferiria gritar mas n consigo, as palavras que queria que saissem colam-se a todo o meu corpo
gostava de dormir quente e gelo durante a noite............
onde está o meu destino perdido?
onde estou eu próprio?
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