Monday, April 25, 2005

Passam três horas sem nada acontecer
Os dias são lentos e as coisas nada mudam
Stop it
As paisagens deslocam-se por entre o nevoeiro
Whatta hell is this
You should not say it
Sleep
Sleep
Sleep
Eu não quero dormir
Eu não quero dormir novamente
Sleep
Sleep
This is not heaven
This is not hell
This is your land
Não devias dizer-me isso
Deixa-me mais atormentado
Close your eyes to a sleep
Close your eyes
Partem três pessoas deste hotel hoje
Nenhuma delas eras tu
Shuuuuuu
You souldn't say that shits
Deixa-me...
OK. Don't say I Didn't warn you...

Tuesday, April 19, 2005

la mirage...
je ne comprende pas.

Monday, April 18, 2005

perdido na rotação dos planetas
giro conforme os dias e as noite passam
giro perdido no espaço, no tempo, sem nada para me prender

Friday, April 15, 2005

simples simples nada mais...
os meus olhos fecham-se e apenas a imagem de uma criança dentro da barriga de uma mãe me lembra que estou vivo.

Thursday, April 14, 2005

survive
isto não é...
survive
isto não é...
survive
isto não é...
survive to the rithm
isto não é... isto não é negro como o céu
survive to the rithm

tens o mar
tens o ar
tens o sol e tudo o que o cercar
tens a dor
tens amor
tens tudo e na mão uma flor

survive to the rithm
this is not
vive...
this is not
vive...
this is not so black

As the future goes by
as the seasons passes by
as your best friend say goodbuy
as the tears falls down
as the life goes down
as you feel down............................................

survive to the rithm... this is not so black as you can see
todas as lágrimas secaram já
tudo o que vês é teu... survive.

Tuesday, April 05, 2005

there is no solid rock
there is no broken train
there is no solid desk
there's nothing on my veins

acorda-me querido.
wake me up
say that
eu não quero sair
say
eu não
say
eu não
say
eu não

violence tolerance - todos os dias acordo com letreiros de merda dizendo petas sobre a igualdade. Morte para todos esses caralhos. Não quero igualdade. SOU DIFERENTE DE TODOS OS OUTROS. é tão diferente acordar num dia de merda...
rain. why it happens
train tenho de ir para a cidade mais proxima pronunciar-me contra as propinas
estou atrasado. a manifestação começava à uma hora. com sorte já acabaram. todos os dias os vejo protestar em pequenas coisas, a embebedarem-se a favor das propinas

eu vivo não estou morto. não posso manifestar a minha opinião em relação a essas coisas que acontecem,
do not fuck here - eu não estou a foder nada...
este lugar é de culto
um museu da miséria humana em todo o seu fedor
this is gioconda
my lover in the seventh night
as outras que fiquem à espera
do mês que vem.

uma seringa injecta-se na minha carótida
far away the blod flows
how could I live like this
as minhas penas foram-se embora
poderia chamar aquuele gajo para
lets steel some shops

abrem os meus olhos para o museu da humanidade
black men fucking each other
uma mulher revela a anatomia do seu corpo
this bless of heaven...
You break my syringe
deixa-me em paz
procuro uma gaja e um gajo para um trio.
Aparece um anuncio no meu mail e nada mais faço que apagá-lo e deixar de pensar em tretas

Sunday, April 03, 2005

Uma mulher anda pela sua rua. A rua do costume onde tantas vezes passa em busca de trabalho. O seu pequeno xaile, que trás nos dias mais frios, ficou hoje em casa à espera que ela para a aconchegar.
Passam duas horas e ninguém aparece. Os carros que passam não param sequer para olhar para ela. "Talvez se comecem a notar as minhas rugas. Talvez esteja a começar a ficar velha..."
Passado mais algum tempo aparece um potencial cliente que pára o carro e pouco tempo depois arranca deixando a mulher no mesmo sítio. "Hoje não há movimento. Não passam carros não há putas na rua." Mais um carro passa e ela deixa-se ir por uma bagatela, deixa-se ir no carro de um homem nojento que pela primeira vez a faz pensar na sua vida.
"Estou seca por dentro. Todos estes anos que passaram não tive um único momento de sossego, um momento de paz, uma flor a despontar no meu sexo; está árido como o deserto. Estou tão fria como o gelo. Não sinto as mãos deste homem nojento a passarem-me o corpo."
No dia seguinte foi tewr com o seu chulo. Disse-lhe apenas que estava farta da vida que levava. Ele protestou um pouco mas acabou por se calar. Disse-lhe apenas que o seguisse. Ele levou-a até o seu quarto, ripou as suas roupas e deixou que elas escorressem até ao frio chão de pedra. O corpo del aestremeceu ante o dele. Apesar de conhecer todas as curvas daquele corpo que pouco prazer lhe dava, mas nesse dia estava particularmente nervosa. Gotas de suor escorriam-lhe pelos ombros abaixo. Os seios, apesar de rijos tremiam. O sexo não reagia, estava frio como a pedra dura do chão.
O seu chulo despiu-se calmamente e deitou-se na cama. Quando a chamou para junto dele já o seu pénis estava inchado preparando-se para arar a vagina da gaja que para ele trabalhava. Afagou-a um pouco antes de a penetrar fortemente. Ela tremia, não de prazer mas de nojo do gajo que a montava. Naquele preciso instante não conseguia compreender como é que tinha aceite trabalhar para aquele homem. Pela primeira vez na vida sentia de verdade a sua virgindade ser esgotada até ao abismo. Nunca mais seria a mesma pessoa. Nunca mais arranhariam a sua rata e deixariam de fora o mesmo rasto de esperma a escorrer pelo corpo abaixo como um sinal da sua presença ali.
Levantou-se. Acendeu um cigarro e despediu-se da sua puta. Não mais a veria...