Friday, February 25, 2005

hoje a vida corre lentamente e nada me faz pensar no que quer que seja...

Thursday, February 24, 2005

You got to be so free...

esta foi das frases que mais me marcou o último concerto a que fui. Como fã que sou dos portugueses The Gift não poderia deixar de ir ao seu concerto na sua passagem aqui por Coimbra. Apesar de o seu novo álbum ser só por si um marco, o concerto foi mesmo divinal, uma mescla de sentimento, maluqueira e liberdade que eles me inspiram.

Wednesday, February 23, 2005

sei lá... talvez mais um texto para dançar...

rua
nua
deserto
esperto
fica
perdida
multa
escondida
sempre
ou nada
quase
acabada
torno
ao centro
fico
perto

nada mais nada mais nada mais nada mais talvez nada mais!
nada mais nada mais nada mais nada mais talvez nada mais!

coisas moles
pedras cobras
escritas perdidas
pedras mortais
sempre eterno
sempre sonhais
amor de inverno
primavera... sois vida

não não não não não......
eu sou
não não não não não......
eu vou
não não não não não......
nada sei...

nada mais não não nada mais não não nada mais não não nada mais talvez nada mais!
nada mais não não nada mais não não nada mais não não nada mais talvez nada mais!

pedra esqueci momento vivi coisa morta deserto derreta gelado fiquei pasmado sonhei cansado vivi perdrado esqueci vida perdida sonho magia levo a via prometo sentia tempo fazia nada queria...

nada mais
talvez nada nada mais...
a chuva recomeçou; parece que vem tarde mas talvez cedo estamos nós à sua espera.
a chuva voltou e com ela a grande melancolia do inverno, a solidão dos isoladas, a purificação dos pecadores.
a chuva voltou, mas com ela regressaram as minhas aulas às quais a minha teimosia guerria com a minha preguiça.
a chuva voltou tal como voltam as coisas todas na nossa vida
a chuva voltou sem preencher o vazio das nossas lágrimas... LÁGRIMAS?????

Aqui há dias estava a pensar em chorar. Sentei-me num banco de jardim que encontrei à minha disposição e pus-me a soltar a água dos meus olhos tristes. Em pouco o banco começou a ficar encharcado; mas não era das minhas lágrimas, antes da água que caía do céu. Deixei-me ficar por uns momentos, apreciando o seu poder renovador, o poder de conseguir libertar a terra da sua secura terrosa e lançar-nos num lamaçal de vida.
Aqui há dias pensei que estava a chorar. Não queria de maneira alguma soltar as lágrimas que teimavam em sair da minha pupila, estava cheia. A tristeza que não sentia não deixava de lançar-me num vazio de sentimentos, algo parecido a sentir que se está a morrer de velhice e nada mais se pode fazer.
Há dias puz-me a pensar como seria largar todas as lágrimas que tenho presas desta minha condição de mortal...

Thursday, February 17, 2005

um testo lânguido para dança a pares

languido..........
como o meu rasto de sangue...
molho a vida como que não mais sente viver...
languido............
é como a dor que não mais sinto a bater por dentro...
vivo a vida morrendo...
languido..............
sono e dor de quem acorda levemente nos teus braços...
a preguiça de erguer o corpo na manhã...
languido..............
sente o mesmo que a minha moleza de deixar
que me faças o que queres sem eu reclamar...
languido..............
sofredor da mesma dor, do mesmo amor que tu não tens...

abre
sente
mostra o que tens, eu não sou tu
não mostro o que dou
abre
sente
respira o meu odor que não vem
que não tem amor por ti...
como eu não via nada em ti...

tua minha dor fascina cor amor fulmina quebra dorme vai buscar traz calor coma quente faz-te sente quebra dobra abre o teu... lado fiel
como quem mostra que nada esconde no ar
eu não sei onde fiquei
junto a ti
aqui
neste


lânguido.........
eu não sou mais um dos outros
dos que dormem em casas de vidro..
lânguido.........
quem não mais abre a porta sou eu...
quem não mais visita a vida...
sou eu.

Wednesday, February 16, 2005

Morte de Irmã Lúcia. Coimbra. Devo dizer, antes de mais que me entristece que tanta ghente se tenha vestido ontem de preto. Se ela vivia uma vida tão pura como dizem que levava, porque não se vestem antes de branco?

Tuesday, February 15, 2005

A minha por vezes tem alturas em que nada se passa.... Por vezes parece, no entanto que tudo se passa ao mesmo tempo. Por exemplo o dia de ontem foi exemplo disso mesmo:
Depois do meu último exame deste semestre, ia sendo quase atropelado por um carro funerário. Acho que esse é um daqueles acontecimentos que é praticamente surreal na vida de uma pessoa. Como se não bastasse, há imensa gente nas ruas pois no dia anterior morreu a Irmão Lúcia, o que me deixa demasiado atormentado; gosto de cidades calmas e coimbra é uma delas.
Durante a noite tenho ensaios e depois deles fui com uma colega para um bar, supostamente para lhe explicar umas coisas enquanto beberíamos um tango (como ela disse, uma bebida de gajas) nesse bar cruzamo-nos com uma colega nossa, daquelas que só se vê de mês a mês e toca a meter conversa em dia.
A cena mais surreal da nossa estadia naquele pequeno e singelo bar foi a aparição de um irlandês que não conhecíamos de lado nenhum vir ter connosco dizendo que estava bêbado se poderia tar connosco um bocado. A verdade é que esse bocado se prolongou até às 05h da manhã. Levei a minha colega a casa e depois de me deitar, às 7:30 da manhã toca o despertador do meu telemível, cujo sítio não fazia a mínima ideia onde estava e que não estava com preocupação de procurar. Como se não bastasse às 11h liga-me a minha chefe para a atribuição de uns trabalhitos. Nessa altura lá encontrei o meu telemóvel e me dei ao trabalho de acordar um pouco mais, notando então que tinha uma dor a tinir nos meus dentes.

no commnets.. lol

Monday, February 14, 2005

Diferenças e Marginalizados

a minha vida tem coisas que são verdadeiramente surreais. Aui há dias regressava eu à casa de meus pais quando entram duas pessoas, coisa normal e, notando eu que estavam com uns copos a mais nada liguei ao facto de me dizerem que eram presos. Mostraram-me comprovativos e tudo.
A minha dor de cabeça que se acentuava com os ares condicionados do expresso não me deixava sentir o que me diziam e assimilar uma coisa que há muito tempo queria, falar com reclusos.

A história deles pouco me importava; o que verdadeiramente me importava era a sua posição no mundo como pessoas. Eles, tal como eu me sinto muitas vezes, são sempre pessoas excluídas da sociedade. Podem ter feito um pequena coisa, mas era como se tivessem morto 250 pessoas como fez um médico algures no estrangeiro.
Senti na pele que um deles quando saísse iria à sua vida, aliás várias vezes disse que estava a pagar pelo que tinha feito; quanto ao outro, o caso era bem diferente, acho que quando saisse iria vingar-se dos polícias e voltaria à vida do crime.
Todos nós de alguma forma somos criminosos, quer por cometermos crimes, quer por negligenciarmos outras pessoas. Recordo agora um anúncio que vi na televisão: um gajo entra num combóio e à sua frente está uma rapariga linda que lhe começa a fazer sinais com o pé. Ele apercebe-se de que chama a atenção dela e quando levanta um bloco a dizer "help me" converte-se num daqueles bonecos das montras das lojas. nos bancos da carruagem estavam outras raparigas iguais. Milhões de mulheres são usadas como objecto. Milhões de pessoas são tratadas como objectos. Temos nós de continuar assim??????

prometo falar um pouco mais sobre este assunto quando calhar...

Thursday, February 10, 2005

Texto para dança

1 2 1 2 3 1 2 1 2 3
pausa pausa pausa
4 5 4 5 4 5 1 2 3 4 5
pausa pausa
deixem-me ver se consigo
1 2 3
recordo vagamente
1 1 1
que nada vi nesta casa
1 2 3
três quadros pintados
2 2 2
uma experiência ao luar
1 1 2 1 1 2 2 3 3 3 3
maravilhas sobre o mundo podem ser ditas
3 4 5 1
mas nada da minha boca sairá
aaaaaaaaaaaaa
1 1 1
dente cariado
3 3 2
Vaginas a descoberto
2 2 2
gritos de desespero
1 2 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4
viagens demoníacas...

sonhos desilusões tristeza morte reflexão pensamento deserto magia luar branco cinza

cinza amarelo branco verde vermelho cinza amarelo verde amarelo branco cinza verde vermelho conza amarelo verde azul cinza vermelho azul branco azul cinza verde cinza azul preto vermelho verde amarelo conza verde preto branco azul preto cinza branco verde amarelo cinza vermelho amarelo cinza preto cinza castanho

Vidas perdidas num jogo de cabra-cega passeiam-se pelo mundo

amarelo preto verde castanho cinza castanho cinza verde castanho verde cinza vermelho amarelo vermelho castanho conza amarelo vermelho verde vermelho cinza vermelho verde vermelho cinza castanho vermelho cinza preto branco castanho verde vermelho castanho verde amarelo verde castanho branco branco branco

ao fundo três personagens dançam uma valsa mas nada se ouve elas sentem algo dentro delas mas não o sabem exprimir

vermelho castanho vermelho verde vermelho preto vermelho branco vermelho castanho vermelho verde vermelho castanho vermelho preto vermelho branco vermelho castanho vermelho preto vermelho verde vermelho castanho vermelho verde vermelho preto vermelho verde vermelho amarelo vermelho azul vermelho

gostas do sabor da minha boca?
sabe a morangos. e a minha?
sabe a romã
romã...

azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco azul branco

o meu nome não deve ser pronunciado em voz alta. em vez disso deve ser dito muito suavemente para que ninguém se assuste ao descobrir que sou

preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto preto

gosto de olhar para o céu é claro como as nuvens que passam
mas tu nunca viste nuvens
é como se as visse, brilham no meu peito
Put a little smile in my face and I'll give you the world.

Faz de mim um ser humano e farei de ti um deus. Dá-me vida e dou-te todo o dinheiro do mundo... Impossibilidades... os gestos de mais de metade do mundo resumem-se a um só: MATAR O PRÓXIMO. É claro que existem excepções mas é preciso não nos esquecermos de que este mundo não é um mundo de excepções. Antes um mundo de seres que se querem todos iguais; qualquer falha é detida e encarcerada...

Give me your life and I will lay my body over my grave.

Duas situações que me vieram à cabeça. Não as consigo unir, nem achar nada nelas que as aproxime; talvez seja cansaço, talvez seja fragilidade no pensamento. Uma coisa sei... é que povoaram a minha cabeça durante uns minutos.

Wednesday, February 09, 2005

Há dias como hoje em que sinto que toda a normalidade da minha vida é flagrante. Tudo o que pretendo fazer são coisas puramente simples mas que nunca resultam. As pessoas com quem convivo são sempre as mesmas, as coisas são sempre iguais, nunca correm como deveriam.
Lembro-me de falar com um amigo meu que tem andado a estudar e tem tido alguns problemas em relação a isso, trabalha e vai estudando à noite. Eu, em vez disso, sinto-me neste momento forçado a estudar e acabar o curso para vir a fazer alguma coisa.
Há poucos dias acabarm com um dos meus maiores sonhos, acordando-me para uma realidade que não queria ver: o grupo de teatro a que vou pertencendo não é um lugar de experimentação que anseava, antes um sistema ditatorial ao qual me terei de aguentar. Sair? Ponderei bem essa hipótese, no entanto preciso de me aguentar até uma próxima reunião de direcção para conseguir aos exames de época especial. Aturar pessoas que nã aceitam o facto de ser diferente delas, o ser gozado e mesmo espezinhado dão comigo em doido só esperando o dia em que possa rebentar e mostrar-lhes o que são.
Vejo pessoas ao redor de mim mas nada me dizem, vejo pessoas que nada me são e penso que continuo a passar os meus dias sozinho, sem que uma chama inunde a minha vida.
Farto de exames...
Farto de solidão...
Farto de gozarem comigo...
Não sei por onde me hei-de virar. Sinto todo o meu universo à minha volta girar depressa demais sem eu o conseguir acompanhar. Gostava de escrever coisas bonitas, gostava de poder contar uma vida interessante, onde tudo acontece bem ou mal e ficava na mesma. Só que não posso. NÃO CONSIGO... Os meus nervos lantejam ao tentar escrever poemas e frases melódicas, a minha cabeça diz-me que nada disso é a minha vida.

Uma lágrima escorre-me na face............................. apenas.

Tuesday, February 08, 2005

- Vou andando.
- OK Não precisas que ninguém te ensine o caminho de volta?
ao ouvir isto fartei-me de rir.

Saturday, February 05, 2005

Cada dia que passa é mais um dia para a morte. Não sei onde ouvi isto mas cada vez me importo menos com o que as pessoas vão dizendo; a vida é para ser vivida, não para ser esquecida.
Lembro-me de ontem ter lido qualquer coisa acerca do esquecimento da nossa nação por pessoas que foram importantes para a construção da nossa história, no dia de Camões quem comemora a sua morte... Morreu pobre e no esquecimento e no esquecimento continuará. Para nós ele é como uma sombra, um fantasma que no lembra de umpassado remoto, de tempos de glória que so ele soube elevar.
Lembro-me também de ontem ter ouvido alguém dizer que era conhecido a nível nacional, mas se fosse tão antigo como a torre dos Clérigos possivelmente seria conhecido a nível mundial.
As pessoas passam por nós e mandam-nos falas, o mundo é preenchido de sons, de pessoas, de objectos. Mas no fundo de nós mesmos algo nos diz para passarmos além da vulgaridade da nossa condição de mortais, sermos elevados até que reconheçamo nosso mérito. Cada dia que passa mais nos vamos sentindo pressionados por toda a sociedade que nos rodeia, por todas as regras que nos pomos a aceitar e vamos vivendo como se costuma dizer, uma vida normal. Mas as coisas não são bem assim, todos os dias nos vamos cruzando com pessoas que achamos estranhas e que por vezes preferimos não olhar. Eu tenho uma certa ternura em relação a essas pessoas, para mim elas são como uns tristes malmequeres que crescem num relvado mas que por serem diferentes deverão ser cortados.
Todas as pessoas que me cercam dizem que são normais. Eu pergunto o que é ser normal? Eu por vezes não me considero normal, perco-me por direcções alternativas, escolho formas de vida que a maioria das pessoas consideraria anormal, mas é sempre uma vida, uma escolha de vida que as pessoas devem respeitar.
Uma flor reluz na entrada do antro da minha vida. Não é bonita mas é sempre uma flor, um milagre da natureza. Depois da entrada segue-se uma enorme sala. Nada mais se vê que a flor à entrada sorrindo para nós. Não nos diz nada, é tão egoísta como a rosa do Princepezinho de Saint-Exupérie. Entra-se e so se vêm tristezas; as alegrias são ocultadas pela mácula enorme da mancha da tristeza.
SÓ..............................................
A vida corre o seu caminho mas nós vamo-nos perdendo em memórias, imagens e recordações que preferiríamos esquecer ou das quais não nos orgulhamos, mas das quais não nos poderemos esquecer nunca mais. o peso de tudo isto começa a fazer ceder a caverna da minha vida e, por vezes esse tecto tende a ceder ao peso de tudo e ameaçar ceder.
Várias vezes caminhei por essa caverna e um pedaço desse tecto me caíu em cima da cabeça.
Confuso.....................................
Algumas vezes sinto que as minhas memórias não são verdadeiras, antes são uma espécie de mistura de passado que memeteram na cabeça; algo queesqueci foi o meu verdadeiro passado, uma imagem indistinta passa-me à frente e não a reconheço. Sei que deveria conhecer pois teve algo a ver comigo so que o tempo foi alterando, tirando, mudando as minhas memórias como se no final fosse uma pessoa com amnésia cheia de memórias que não sabe bem se serão dela ou de outras pessoas.
É desta forma que me vou tornando mais uma pessoa deste mundo... um mundo que mais valia a pena esquecer e começar de novo.
É desta forma que vou caindo no esquecimento, que a minha vida ganha sentido para mim mas que será esquecida de todos.

Friday, February 04, 2005

Exames

- que tens feito?
- exames.
existe tristeza maior que sentirmos que toda a gente faz a mesma coisa que nós na mesma altura. parecemos automatos... estuando para akilo... estudando para isto...
por vezes encontramos pessoal que so vemos em exames.
a desolação de salas de estudo
o transporte de livros e folhas de um lado para o outro
as cábulas a serem feitas
o pessoal a passar e a chumbar...
tudo faz parte desse grande mundo que é o mundo futurista, um mundo em que nada mais faremos que aquilo que as máquinas nos dizem para fazermos, onde todos fazemos o mesmo e não existem personalidades...