Wednesday, February 09, 2005

Há dias como hoje em que sinto que toda a normalidade da minha vida é flagrante. Tudo o que pretendo fazer são coisas puramente simples mas que nunca resultam. As pessoas com quem convivo são sempre as mesmas, as coisas são sempre iguais, nunca correm como deveriam.
Lembro-me de falar com um amigo meu que tem andado a estudar e tem tido alguns problemas em relação a isso, trabalha e vai estudando à noite. Eu, em vez disso, sinto-me neste momento forçado a estudar e acabar o curso para vir a fazer alguma coisa.
Há poucos dias acabarm com um dos meus maiores sonhos, acordando-me para uma realidade que não queria ver: o grupo de teatro a que vou pertencendo não é um lugar de experimentação que anseava, antes um sistema ditatorial ao qual me terei de aguentar. Sair? Ponderei bem essa hipótese, no entanto preciso de me aguentar até uma próxima reunião de direcção para conseguir aos exames de época especial. Aturar pessoas que nã aceitam o facto de ser diferente delas, o ser gozado e mesmo espezinhado dão comigo em doido só esperando o dia em que possa rebentar e mostrar-lhes o que são.
Vejo pessoas ao redor de mim mas nada me dizem, vejo pessoas que nada me são e penso que continuo a passar os meus dias sozinho, sem que uma chama inunde a minha vida.
Farto de exames...
Farto de solidão...
Farto de gozarem comigo...
Não sei por onde me hei-de virar. Sinto todo o meu universo à minha volta girar depressa demais sem eu o conseguir acompanhar. Gostava de escrever coisas bonitas, gostava de poder contar uma vida interessante, onde tudo acontece bem ou mal e ficava na mesma. Só que não posso. NÃO CONSIGO... Os meus nervos lantejam ao tentar escrever poemas e frases melódicas, a minha cabeça diz-me que nada disso é a minha vida.

Uma lágrima escorre-me na face............................. apenas.

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