Monday, August 30, 2004

Narciso ou apenas eu...

Amo-me acima de todas as coisas. Por vezes via-me ao espelho e a minha imagem era tão bonita que chego quase a pensar que o meu espelho é mentiroso. Chamaram-me um dia e disseram-me que era bonito. Queriam-me. O meu ego foi tanto que em vez disso resolvi afastar-me e voltar a casa. Quando chegeui a casa mirei o meu espelho e o que é que vejo?
EU apenas EU.
Tirei lentamente toda a minha roupa e fiquei uns instantes olhando para aquele reflexo que tanto amava. Sabia que nunca o poderia amar completamente, aquela imagem não era real... eu não estava do outro lado do espelho.
Ainda assim fechei levemente os olhos e aproximei-me do espelho. Fiquei a sentir o reflexo. fiquei a sentir-me ver-me a mim próprio.
Aproximei os meus lábios do espelho e beijei-o. A minha paixão era tanta que beijei o meu reflexo sem ver o tempo passar. o que me importava é que amava o reflexo... não sabia se ele me amava mas isso não me importava. Os meus lábios gelavam como se a frieza do meu reflexo quisesse quebrar o calor da minha paixão. A certa altura a excitação era tanta que o meu pénis inchou de prazer. A tusa era tanta que apesar da ridícula imagem resolvi envolver-me num estranho ritual de sensialidade onde nenhum dos dois prisioneiro poderia envolver-se completamente com o outro. Um vidro separáva-nos. Um vidro, antes limpo para que me visse bem, agora encharcado em suor dos nossos corpos.
O meu sósia estava excitado demais e no meio de tanta paixão levou a mão ao seu sexo e começou a deslizar as peles para cima e para baixo. Gemia... O prazer era acima de tudo arrasador; nenhum dos dois conseguia conter-se. O esperma deslizava pelos conplexos tubos, passou por todas as glândulas e os músculos do teso pénis forçaram-no a sair.
Os meus olhos reviraram-se de excitação e o líquido viscoso ficou preso no vidro que nos separava... Os nossos olhos ainda se cruzavam... Queriamos o outro mas isso era imposível. A ponte que nos separava era intransponível...
Não sei qual de nós teve a ideia, mas a verdade é que forçamos aquela barreira a ceder. tudo estava bem até que o pequeno esforço se conveteu numa força brutal de ambos os lados e abrimos uma pequena fresta que em pouco se converteu numa grande fenda que queria partir o vidro em dois. Um segundo foi o que durou a nossa eterna e definitiva separação.
O vidro...
Estilhaços...
Um chão sujo de sangue...
Um corpo ensanguentado...
Um segundo converteu os nossos desejos mais violentos em perdas maiores... Não mais consegui erguer a minha cabeça daqueles pedaços de vidro, não mais consegui sentir o meu reflexo completo. Aquele espelho era tudo o que tinha e foi-se embora. Só depois de perceber o que se havia passado é que me dei conta que não mais o voltaria a ver... A minha paixão fora-se. Todos os meus esforços acabaram em tragédia. Foi então que chorei...
Chorei tanto e tão amargamente que os olhos desesperados que apareciam nos estilhços já mal me conseguiam ver-me. Não eram mais os do meu reflexo...
Não era mais eu...
Diziam que eu era bonito. Talvez tenha sido por casa disso que as minhas mãos se tornaram folhas e a minha cabeça uma flor...

continuação do texto para dança

lets be cool

eu poderia andar por entre as pessoas mas elas são sempre tão...

sui genneris

I should be

deixem-me pensar... o pensamento foge-me, a figura daquela pessoa deitada ao meu lado gemendo parece-me agora agoniante... I could be free

but I can't

deixem-me pensar. Pensar faz bem à mente, faz bem ao sexo... Posso senti-lo... posso dizer que o sinto aqui, so close to me. That's the way it should be... sinto aquela presença ao meu lado pensando que eu dormia e, enquanto isso explodia numa descoberta do seu sexo... É tão complicado de explaine...

tudo me faz spin arround... deixem-me pensar...

Não consigo... Faz-me dor de cabeça...

You should try... ninguém me consegue ver neste momento. Nu, como sempre fui, sem qualquer benção... sem qualquer escolha... I could be someone...

Ninguém é para mim original

Deixem-me pensar... Deixem-me ver as flores

A minha cabeça continua a rodar e rodar rodar que rodar tão sempre rodar é apenas rodar why rodar é apenas rodar ver a rodar, a minha cabeça a rodar, o meu espírito rodar e apenas rodar let me rodar rodar rodar rodar rodar rodar rodarte é apenas questão de tempo rodar é apenas um exercício de memória porque já alguma vez o fiz

e enquanto rodo, à minha volta os pares encostam-se e com rodopios amorosos iniciam a roda dançada da paixão com tremeluzentes rodopios de sexo entre pénis redondos e comas que redondas são o rodar torna-se um vai-vem

Eu queria apenas pensar

Mas o suave liquid that flows from sex é tão complexo,

o vai-vem queria apenas pensar...

o veludo dos pelos que revestem this so complex body

é apenas a minha cabeça... This is so fine

Eu sinto-me nas nuvens e apenas faço um vai-me com um corpo que me é estranho

I should be free deixar-me destas anDANÇAS but I can't

Eu sou um humano como qualque outro.

My HEAD HEAD HEAD HEADH HEADH

So spin head spin head spin spin spin heaaaaaaaad sex head breath head smoke head be head spin head just head simple head break head just head my head your head I could head free head

free mind

Free just free

porque é que não entras

estou cansado de esperar

não virá ninguém

não espero nada

tens-me a mim

não quero subir

fica o convite

tenho alguém vindo

não sabes é quem é...


Saturday, August 28, 2004

as minhas ferias

pode parecer um pouco infantil fazer ujma composiç\ao acerca das minhas interessantes férias mas, como verão, trata-se de uma crítica a elas mesmas.
primeiro) as minhas férias começam em setembro... assim sendo vou falar do periodo que as antecede para perceberem o que eu considero como "férias".
segundo) as minhas supostas férias este ano foram reduzidas uma vez que tive de ficar em coimbra até ao final do mês... lol. mas finalmente fui para casa.
Muito alegre cheguei a casa e vi os meus pais... e logo me despacharam para a residencial fazer camas... As minhas férias são assim um misto de camas para dormirem outras pessoas, recepções e pouco mais.
Que falar acerca do pouco mais? Jogos de computador, filmes em DVD (uma vez que na tv nada dá que jeito tenha) e o mais agradável, livros (como se não estivesse farto deles). O meu tempo da dita praia antecedeu este mês que principia a acabar... Para me alegrar as minhas férias recebo um telefonema dizendo que terei de estar em coimbra mais cedo para voltar a pegar numa peça de teatro que ando mais farta dela que de tudo o mais. a grande novidade surge do local onde a faremos... Marrocos... Mas que vai uma pessoa que nada gosta de Marrocos para lá?
Como toda a gente pode perceber, estou ternamente agradecido aos serviços de férias limitada que se as férias de toda a gente forem assim, bem podem esperar pelo tempo de trabalho.
Tempo de trabalho... essa bela época do ano onde se faz tudo o que se deve ou não fazer, é também para mim a época mais propícia para começar algo que tenho feito... engatar...
Mas fora estas coisas posso dizer que estou contente por voltar a recomeçar...

Wednesday, August 04, 2004

bein' myself (5)

Observo e pergunto-me porque discutem as pessoas à minha volta. E sempre que o faço, fico sempre sem resposta. O mundo, acima de tudo, não está preparado para ouvir. Todos querem falar sem querer ouvir, todos querem atacar sem se querer lesar.

Monday, August 02, 2004

A ler

Um dia destes estava numa livraria e olhei para um livro que me despertou a curiosidade. Não por ser completamente original, o que eu gosto nos livros, mas por se tratar de um estilo de livros que não anda muito difundido por Portugal. Refiro-me ao Crónicas de Allariya de Filipe Faria, um livro muito ao estilo Senhor dos Anéis mas que em vez de existir uma dispersão a criar um mundo complexo, decidiu-se por uma história em torno de um grupo de seres, todos eles muito diferentes e inicialmente rivais, mas que se revelarão, a seu tempo, grandes companheiros.
Uma das críticas negativas que faço ao livro é o de as personagens serem um pouco ocas, ou seja, não têm uma grande alma. Penso que isso dse deverá à fraca experiência do autor mas que espero que melhore. Um dos pontos fortes do livro é que, apesar de um pouco previsível, tem sempre acontecimentos em cada capítulo que estimulam a leitura.
Este estilo de texto é complicado de pegar, uma vez que sugere sempre a comparação com os livro de Tolkien, um pouco para um tipo de leitores até cerca dos vinte anos, Fico à espera de um livro de High fantasy mais adulto chegar às minhas mãos.

bein' myself (4)

Corri por entre as janelas e portais procurando encontrar pessoas e só encontrava cadáveres… As pessoas custam a morrer… as lembranças custam a esquecer.