Sunday, April 03, 2005

Uma mulher anda pela sua rua. A rua do costume onde tantas vezes passa em busca de trabalho. O seu pequeno xaile, que trás nos dias mais frios, ficou hoje em casa à espera que ela para a aconchegar.
Passam duas horas e ninguém aparece. Os carros que passam não param sequer para olhar para ela. "Talvez se comecem a notar as minhas rugas. Talvez esteja a começar a ficar velha..."
Passado mais algum tempo aparece um potencial cliente que pára o carro e pouco tempo depois arranca deixando a mulher no mesmo sítio. "Hoje não há movimento. Não passam carros não há putas na rua." Mais um carro passa e ela deixa-se ir por uma bagatela, deixa-se ir no carro de um homem nojento que pela primeira vez a faz pensar na sua vida.
"Estou seca por dentro. Todos estes anos que passaram não tive um único momento de sossego, um momento de paz, uma flor a despontar no meu sexo; está árido como o deserto. Estou tão fria como o gelo. Não sinto as mãos deste homem nojento a passarem-me o corpo."
No dia seguinte foi tewr com o seu chulo. Disse-lhe apenas que estava farta da vida que levava. Ele protestou um pouco mas acabou por se calar. Disse-lhe apenas que o seguisse. Ele levou-a até o seu quarto, ripou as suas roupas e deixou que elas escorressem até ao frio chão de pedra. O corpo del aestremeceu ante o dele. Apesar de conhecer todas as curvas daquele corpo que pouco prazer lhe dava, mas nesse dia estava particularmente nervosa. Gotas de suor escorriam-lhe pelos ombros abaixo. Os seios, apesar de rijos tremiam. O sexo não reagia, estava frio como a pedra dura do chão.
O seu chulo despiu-se calmamente e deitou-se na cama. Quando a chamou para junto dele já o seu pénis estava inchado preparando-se para arar a vagina da gaja que para ele trabalhava. Afagou-a um pouco antes de a penetrar fortemente. Ela tremia, não de prazer mas de nojo do gajo que a montava. Naquele preciso instante não conseguia compreender como é que tinha aceite trabalhar para aquele homem. Pela primeira vez na vida sentia de verdade a sua virgindade ser esgotada até ao abismo. Nunca mais seria a mesma pessoa. Nunca mais arranhariam a sua rata e deixariam de fora o mesmo rasto de esperma a escorrer pelo corpo abaixo como um sinal da sua presença ali.
Levantou-se. Acendeu um cigarro e despediu-se da sua puta. Não mais a veria...

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