As pessoas regressam a suas casas e o gelo amontoa-se nos recantos das ruas desertas de vida. O ar está pesado, cheira a bolos, o Natal ainda se faz sentir. As pessoas passeiam os seus corpos mais pesados dos quilos de comida que ingeriram, dos doces, bolos e banquetes servidos nessas festividades. Como é bonito ver na cara das pessoas a alegria do Natal e Ano Novo. Os votos de felicidades ainda se fazem ouvir. Ao longe o rio que corria há alguns meses deixou de se ouvir; o gelo dominou a água, a frescura da água deixou de sentir em vez da gélida aspereza da camada fria.
No meio de todo o silêncio existem pessoas em casa, está frio demais para se sair. Numa destas casas não existe fogueira, não existem bolos. As pessoas estão tão frias como as ruas que cercam a casa. Nesta casa não existe Natal, e o Ano Novo passou ao lado, mas mesmo assistem a mais um programa na televisão.
As pessoas do outro lado lado do grande ecrã pessoas passeiam câmeras de um lado para o outro, não podem descansar nem mesmo nestes dias, o Ano Novo para eles significa inovar, ter novos programas e muito trabalho.
A família sem Natal aquece-se com o resto de comida bem quente que ainda têm. Vêm televisão. Nada fazem, as coisas ficam por fazer. Os presentes, comprados com meses de antecedência amontoam-se como as prendas ideais que comprarão a amizade por mais um ano.
Subscribe to:
Post Comments (Atom)

No comments:
Post a Comment