Friday, March 18, 2005

Mergulho num sono profundo. Esqueço tudo o que me aconteceu durante todo o dia e a flecha da minha droga passa ao de leve pelo meu corpo a convidar-me a viajar pelo seu mundo e esquecer todo o meu passado.
Caido na minha cama não tenho força alguma para resistir e deixo que a agulha dessa abelha me visite o corpo uma vez mais. O seu poder narcotizante afunda-se na minha cabeça e tudo à volta parece girar...
É sempre a mesma coisa...
O mundo à minha volta deixa de ser o que é para passar a ser o conjunto de quadros que tenho na cabeça do que gostaria que fosse o mundo. Aparecem-me duas mulheres completamente despidas para me encaminharem para uma casa onde se encontram bastantes mais pessoas, todas elas sem roupas tocando-se de uma sexualmente excitante.
Na parte de trás da casa está uma piscina. Nela entra uma rapariga que tem uma ferida a sangrar nas costas. Entra na água calmamente espalhando o seu sangue por toda a água até ficar a flutuar.
Por cima de colunas brancas em redor da piscina estátuas brancas espiam a morte da rapariga. Dois rapazes esbeltos beijavam-se mas com a entrada da rapariga na água pararam para a mirar sem interesse especial. Quando o último suspiro de vida se solta dela, eles regressam à sua paixam desenfreada.
Duas mulheres de mãos dadas aproximam-se da água vermelha e entram nela um pouco relutantes. Levam nas mãos um objectivo, tirar a rapariga da água mas isso revela-se complicado pois não querem sujar a sua branca pele.
O corpo é removido da água e um homem com músculos de ginásio aproxima-se trazendo os dois jovens homossexuais. Aponta-lhes o corpo e eles rasgam a pele da rapariga e comem o seu coração pelos dois. Depois do festim tiram o resto das suas roupas e nesse momento beijam-se e fazem sexo mesmo em frente a toda a gente. Alguns dos presentes fazem caras de reprovação mas a chegada de um Dj trazendo música tira qualquer protagonismo.
Ao som da música cada pessoa fica como que emebriada pelo som que bate insessantemente nos seus tímpanos convidando à dança, bebida, comida e sexo selvagem.
A morta é devorada até restarem apenas os ossos e é lançada para um fosso onde se encontrava uma pobre criatura que ninguém gostava por ser feia.
Regresso à musica contagiante e deixo-me beber o sangue da rapariga diluído em vodka e rum. A minha cabeça bate, bate e uma pessoa qualquer, não sei se rapaz ou rapariga, velho ou novo beija-me e afasta-se.
Atinjo o ponto onde nada mais sei... tudo começa a rodar à minha volta. Parece-me ver familiares meus a passear-se por ali... alguns deles também despidos como eu já estava. Beijo ainda mais umas cem mil pessoas e rosso o meu corpo por muitas outras.
Alguém com uma faca faz um corte nos seus pulsos e toda a gente vai ter com ele para beber do seu sangue puro.
Eu afasto-me um pouco deles e vou para a piscina e deixo-me cair de chapa na água. Um dos dois homossexuais vem ter comigo e oferece-me a sua mão. Eu, tão bêbado e mocado que estava, mal tinha forças para levantar o braço e ele ajudou-me.

Não sei mais o que aconteceu...
Tudo saiu da minha cabeça.

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