Monday, October 18, 2004

Um dia na vida de um escritor

Depois de me ter enfiado num expresso para ir a um espectáculo numa cidade que não a minha, dou-me conta que não tinha bilhete e que me arriscava seriamente a não poder entrar pois o espectáculo poderia estar esgotado. As minhas suspeitas afinal concretizam-se e apesar de estar à entrada do teatro procurando alguém que tivesse um bilhete a mais dou-me conta que afinal posso ter feito uma viagem para nada.
A minha tristeza no entanto deixa de existir a partir do momento que me deixam entrar após meia hora de espectáculo (nem toda a gente que havia comprado bilhete havia vindo). Após uma entrada algo aparatosa devido ao enorme volume que trazia de casa, deixando-o no bengaleiro, lá entro para a sala de espectáculos.
Passado o espectáculo tento ainda nesse dia arranjar forma de voltar a casa. Qual não é o meu espanto quando me dou conta que o último combóio havia partido há nada mais nada menos que quinze minutos. O desespero começa a tomar conta do meu corpo.
Por fim lá consigo ficar em casa de um familiar que por mero acaso tinha o contacto, é extremamente complicado ter o número de pessoas com quem não fale habitualmente.
Manhã seguite, 6:00 a.m., não é mentira, eu levantei-me mesmo a essa hora para ver se conseguia apanhar o primeiro combóio. Tal não acontece, uma vez que o meu caminho para a estação demorou mais que o previsto. Apanho um combóio às 8:04 de regresso à minha cidade e entro em desespero pois tinha um texto meu para entregar ainda nesse dia, tinha dormido pouco e estava sem ideias para o continuar.
Manhã, 10:00 a.m., chego à minha cidade e, sem passar por casa, sento-me em frente ao computador (não o meu pois ainda não o tenho cá) e com bastante rapidez tento acabar tudo o que fiz.
Tarde, 14:00 p.m., a primeira vez que como qualquer coisa neste dia, algo de não muito substancial, não me fosse fazer mal comer muito depois de um grande jejum.
Tarde, 17:00 p.m., entrego finalmente o meu texto. A minha alegria foi imensa e a partir de então repouse...
Em relação ao texto, devo dizer que trata de imortalidade (daí os textos que escrevi no blog acerca disso) e prometo-o colocar aqui, aos poucos (por ser um pco extenso para artigo).
até mais ver. Vou dormir

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