| Nasci num conturbado mês frio, altura em que decorria uma guerra para a qal o meu pai foi forçado a ir. As casas da minha terra eram pobres e as pessoas não sabiam já onde esconder os cadáveres que abundavam na rua como se fosse papéis jogados no chão.
Bailando entre o frio do mundo onde entrava agora e o quente do qual me forçava a sair, fui parido como se um mero dejecto fosse. A minha mãe nunca me quisera e o meu pai não se encontrava presente para saber as torturas que sofria. Penso agora que ela me alimentava para que quando o meu pai voltasse não lhe batesse como havia feito para que fosse gerado. A minha mãe sempre me detestou porque o meu pai sempre me tivera mais amor que a ela, quando voltava a casa trazia-me sempre um presente... O tempo foi passando e aquando de um conflito para o qual o meu pai foi enviado, a sua vida se foi... Chorei bastante naquela altura. Não conseguiria suportar os tormentos que a minha mãe me daria. Assim sendo resolvi sair de casa e procurar um sítio melhor para ficar. Não precisei de procurar muito pois numa terra próxima andavam à procura de voluntários para ajudar os sacerdotes. Naquela altura as mulheres haviam tido muitos filhos e os sacerdotes dos templos procuravam famílias numerosas para conseguir discípulos. A guerra havia passado e o número de pessoas havia aumentado brutalmente (os homens vinham sedentos de sexo para casa). Resolvi seguir um desses anciãos e levaram-me para o túmulo. A minha mãe, soube-o mais tarde pensara que eu tinha morrido e nem uma lágrima verteu... Durante o resto da minha infância, escondido no templo com medo que a minha mãe me descobrisse, encontrei ocupações... fazia-se muito no templo e o trabalho nunca era pouco. Mas com o tempo fui-me habituando e aos 14 anos de idade já era quase um sacerdote. Foi nessa altura que o meu destino me foi revelado pela mão de uma visão. Estando a sonhar vejo uma estatueta. Nunca a tinha visto mas aspirava ficar com ela, mesmo não sendo ela bonita. Este sonho repetiu-se durante semanas Passado esse tempo fui ter com um ancião e ele explicou-me que para o meu destino se revelar teria de ir em busca da tal estatueta. Perguntei-lhe se saberia onde se encontrava, mas ele disse-me que não sabia. Essa teria de ser uma pesquisa minha. Sai do templo e vagueio por vários dias por muitas terras. Foi passado um ano do início das minhas pesquisas que descubro onde se encontrava tal artefacto. Dirigi-me até esse local e tento tirar a estátua mas não consigo. Passo dois dias lá sem comer e passado esse tempo tenho uma visão na qual o espírito da estatueta me diz que se eu quisesse a vida eterna teria de fazer um sacrifício. Teria de me sacrificar para me tornar imortal. Durante bastante tempo pensei se essa visão seria real, mas não me vinha nenhuma resposta. Foi então que um punhal aparece junto à estátua e com ele me sacrifico. Se escrevo este texto é porque ainda estou vivo... |
Tuesday, September 28, 2004
Viajando pela Imortalidade
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1 comment:
eu acrescento, para atingirmos a imortalidade precisamos sempre de morrer, seja como for. A nossa imortalidade também só será quebrada quando no-la roubarem de forma violenta.
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