Tuesday, December 02, 2008

Agricultura e Gerra química entre as formigas

As formigas cortadoras de folhas apresentam um modo de vida muito particular que envolve a aquisição de folhas verdes de plantas para produzir os fungos de que se alimentam.
Além de os seus quintais apresentarem uma organização que faz rivalidade com as nossas quintas, estes insectos desenvolveram métodos para a eliminação de potenciais pragas que possam afectar as suas colheitas.
As folhas novas são adicionadas à cultura e os restos são removidos da colónia por formigas especialmente treinadas para essa tarefa. Para além disto, quando uma trabalhadora descobre um agente patogénico na sua cultura inicia uma actividade de remoção deste e procura das "sementes" que lhe deram origem.
Algumas destas trabalhadoras apresentam uma cera a cobrir o corpo e que espalham pelas zonas infectadas. Ora, esta cera apresenta um tipo de bactérias que são frequentemente utilizadas pelos humanos como antibióticos.
Como relação de mutualismo, as formigas obtêm o alimento dos seus fungos e os fungos de um meio propício e constantemente renovado para o crescimento. Por seu lado as bactérias obtêm também um substrato ideal para o seu desenvolvimento. Assim sendo as relações entre estes três reinos permite que cada um seja beneficiado.

Descoberto o gene responsável pela podridão cinzenta

O bolor cinzento é um pesadelos dos agricultores. O fungo responsável pelos seus efeitos tem o nome de Botrytis ciberea, sendo responsável pelo ataque a mais de 200 espécies de plantas ornamentais e agrícolas.
O processo de podridão envolve a libertação de uma toxina que envenena as células hospedeiras podendo promover a morte da planta.
Para a eliminação do fungo tem-se utilizado fungicidas que, como é sabido, são prejudiciais para o ambiente. O que um grupo de investigadores fez foi descobrir o modo como esta toxina é produzida pelo fungo, em especial o gene responsável pela síntese da referida. A proteína chave é a sesquiterpene cyclase. Anulando a produção desta proteína o processo de sítese da toxina é travado e as células permanecem vivas.
Publicado em: ACS Chemical Biology

Wednesday, January 04, 2006

braile

neste clamo dia em que nada acontece na minha vida quero saudar uma pessoa que tanto fez para que pessoas discriminadas pudessem sentir-se um pouco mais dentro deste nosso mundo. falo do inventor do alfabeto braile, também conhecido como alfabeto dos cegos.

a diferença entre duas pessoas é sempre alvo de chacotas, incompreensões e situações desagradáveis para que as sente...

Monday, December 12, 2005

a minha cabeça não para
os meus olhos fecham-se enquanto a minha língua expele palavras que nunca serão escritas.
tantas palavras para dizer e tão pouco tempo para as escrever.

Tuesday, December 06, 2005

sentem os meus olhos o cansaço dos dias de outono. o cair das folhas repete-se na imagem que me chega ao cérebro. é a paisagem...
o gosto cansado das manhãs imersas na espuma branca seca-me a boca com o compassar das horas no pendulo do meu horário. não tenho pressas, a minha morte já está há muito agendada.
as minhas olheiras de noites passadas a assombrar os meus devaneios sulcam a pele debaixo dos mneus olhos fartos de prantar a distância ao meu sonho.
viajo cada dia por mil lugarejos que não existem. lugares estranhos paisagens dispersas pela minha imaginação que não tem limites.
cada gota de suor liberta de um dos meus poros larga a tensão que em mim se acumula enquanto me deito e tento dormir. não consigo...

a puta da minha insónia cobra-me a cada dia que a vejo uma noite de descanso. os meus olhos fervem de tanto tempo estarem abertos e a minha boca saliva por uma noite de descanso absuluto. todo o meu corpo está tenso, cheio de frio e sem consolo. as portas da casa onde estou batem como metralhadoras enquanto tento dormir. a janela dispara uma luz fortíssima logo pela manhã. o meu despertador toca a todas as horas.
levanto-me e bato uma pívia para me lembrar que ainda estou vivo. bato uma para que encontre o pequeno momento de consolo a que cada pessoa tem no seu dia. pego na minha máquina torturadora e teclo como sempre faço.
o vício de preencher a minha vida de letras ocupa o meu stress diário enquanto tento de alguma forma sobreviver. vendo o que posso e ganho o que ninguém me quer dar. as manhãs são de escrita, as tardes são de escrita, as noites são de uma puta de uma insónia.

os meus dedos calejam de tanto escrever. a sua pele enrigesse enquanto o martelante som do teclado buzina nos meus ouvidos. parece que os meus ouvidos estão mais sensíveis. ouço tudo à minha volta. ouço os vizinhos a gritar, ouço pessoas no quarto de baixo a foder. ouço a varina na rua a gritar "seus paneleiros" por alguma razão que desconheço. ouço a rua cheia de carros, cheia de pessoas, cheia de merdas que não sei o que são.
os pombos na praça enfurecem-me, as pessoas a correr enojam-me, os turistas na rua enchem o meu corpo de pesar e, enquanto isso, eu tento sobreviver neste meu cinzento amanhecer

Wednesday, November 23, 2005

a vida de estudante é assim... uns tempos aulas, outros exames e no meio de tudo encontramos sempre tempo para fazermos o que bem nos apetece.
aqui há dias um amigo meu perguntou-me como é que conseguia ter tempo para tantas coisas, respondi-lhe:
- o meu dia não tem 24 horas, tem 27.

Sunday, September 11, 2005

as minhas palavras são esquecidas, as minhas memórias não registam mais os momentos, a minha vida corre no abismo.
runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out
deixei de ouvir as pessoas na rua, deixei de sonhar com melodias e fantasias, deixei as minhas aspirações para trás do monte.
runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out
ouvi dizer que nada ser para sempre, ouvo dizer que não era mais um sonho, ouvi dizer que era nascido
runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out
caminho para o abismo
runnig out
caminho sem olhar para trás
runnig out
caminho por entre os mortos
runnig out
caminho para nascer
runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out
sempre, sempre mais, eu preciso de mais um esforço para sair... mais uma vez eu corro para tentar daqui escapar, corro sempre para mostrar que sou vivo, corro porque não quero que mais ninguém o faça por mim corro porque tenho medo do meu destino, corro porque não me quero aqui.
runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out
que se faz comigo? que se há-de fazer para sentir-me nascer, que se há-de fazer para que nunca sonhe em sonhar comigo again...
please stop
runnig out
please stop
runnig out runnig out runnig out
no more changes
please stop runnig out
no more fuckin' jokes
I just wanna feel alive
runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out runnig out
go along
não mais te sinto
runnig out
just STOP!!!!!!.....

Monday, August 22, 2005

Fogo

Todo o país arde. Todas as árvores se consomem perante o olhar incrédulo de todos nós. A cinza dos nossos erros cai e não deixa de nos encher de sonhos e quimeras em relação ao futuro.
Olho para o cinzento horizonte. Cinzento. As nuvens mesclam-se com o fumo das fogueiras que esperam o ponto de se extinguirem... Nada mais. Os olhos enchem-se de lágrimas; os nossos terrenos, as nossas casas, as poeiras que nos afectam os olhos... Tudo converge para o nosso olhar pesado.
Imagino a vida daquelas árvores que esperam tão ciosamente o ponto de se consumirem completamente. Imagino a cara de alguns homens que perderam as suas coisas. Não posso deixar de manifestar uma certa revolta por toda a nossa situação catastrófica.